Até resolver mudar de vida, não sabia o que era ser MULHER. Era um ser humano, sim, mas isto de SER MULHER não fazia ideia. E não é porque tinha (mais) excesso de peso; uma MULHER gorda não é mais nem menos que uma magra. São só MULHERes diferentes. Eu é que tinha perdido o norte. Andava desmotivada com tudo e ser MULHER era só mais uma coisa que eu... não era.
Não sou de dar grande importância a datas cujo sentido original e nobre se foi perdendo e virou comercial. Mas, este ano, tenho necessidade de celebrar a MULHER. Assim, deixo-vos o link com um vídeo que o ginásio onde treino, a Rapid FIT&WELL de Campo de Ourique, fez com as suas clientes e em que dou um pouquinho do meu testemunho.
Tem sido um processo de descoberta; um processo de aprendizagem que me levou a uma conclusão fantástica: é maravilhoso ser MULHER. É maravilhoso "perder" tempo comigo. Dedicar-me a mim. Deixar-me ser isso mesmo, MULHER.
Feliz Dia da Mulher para todas e todos que lêem este blogue! Vídeo disponível (e em que havia tanto ainda por dizer) AQUI.
Quando me perguntavam o que queria ser quando fosse grande,
queria ser muitas coisas. Já aqui confessei, cabeleireira-arqueóloga era a
combinação perfeita, mas também queria ser professora de dança e astronauta (lá ia eu a bailar pela Millennium Falcon). O
que nunca me passou pela cabeça era o que queria ser quando chegasse à terceira
idade. Ou melhor, como queria ser quando chegasse à terceira idade.
Antes da minha sessão de hoje da Rapid FIT&Well de Campo
de Ourique, assisti ao treino de uma senhora de 87 anos de idade, a Dona Judite,
que, além de me deixar o coração e a alma aquecidos, me deu uma certeza: quando
chegar à terceira idade, quero ser como ela (e basta ser só um bocadinho como
ela que já é muito).
Claro que ajuda este conceito de ginásio estar ao pé das
pessoas, nomeadamente numa zona mais envelhecida da cidade de Lisboa como é Campo
de Ourique. Logo aí, pontos extras para este “ginásio de bairro”. Mas a
realidade é que a iniciativa de entrar no centro da Rapid e de querer
experimentar algo que, à partida, lhe poderia “causar espécie”, foi da Dona
Judite. Ela lá sentia que o corpo não estava a responder à vivacidade da mente
e sendo os benefícios de treinar de fato mais que muitos, porque não arriscar?
Toda a equipa do centro Rapid foi para lá de ternurenta para
com a Dona Judite. Quer dizer, eles são assim com toda a gente, que eu já o
comprovei, mas claro que ter uma senhora de, repito, 87 anos a treinar, é de
mimar mais um bocadinho e eu, enquanto cliente do espaço, não fiquei nada
enciumada (e olhem que ela até treinou com o "meu" Hugo, mas a realidade é que com
ela nem me importo de o partilhar)!
Geringonça deixada de lado, como a Dona Judite chama à bengala,
e foi hora de vestir o fato e “treinar”. Depois de algumas tentativas falhadas
de sentir os impulsos (o Hugo foi aumentando a potência devagarinho), o primeiro “Ui!” fez-se ouvir. Já estava a funcionar! Máquina calibrada
e pronta para esta acelerada senhora começar a treinar. E “acelerada” é mesmo a
palavra certa para a descrever! O Hugo bem lhe dizia “devagarinho, Dona Judite”,
mas ela mais parecia estar ligada à electricidade de tanta energia que trazia
aos exercícios! Os 20 minutos de treino fizeram-se com a Dona Judite a ser nota
10 o tempo todo. Bravíssima!
Aqui vos deixo um pequeno vídeo para verem a genica de que vos falava. Está prometido mais um mês de treinos e eu conto estar lá para a ver brilhar e partilhar convosco esta força da natureza. Confesso que me deixei apaixonar por ela.
Aquela ternura que vos falava, acho que está mais do que implícita nesta fotografia...
No final, ainda dançámos os quatro ao som de Demis Roussos, algo que, foi mais do que visível a todos, deixou a Dona Judite feliz e, confesso, a mim também.
Existissem mais pessoas assim, é o que vos digo! Com vontade
de melhorar. E não falo só de terceira idade, isso é um pormenor. A nossa força
está na mente, a nossa idade é a que nós nos damos a nós mesmos e, hoje, ao
lado da Dona Judite, do Hugo e do Carlos, tivemos todos “sweet sixteen”.
Eu e o meu cabelo temos uma relação complicada. Eu até gosto
dele, que gosto. Regra geral, cheira sempre bem, é assim comprido, ondulado, e
dá-me um ar de amazonas que eu bem gosto. É quase a minha imagem de marca, o
meu cabelo. (Ainda no outro dia um colega disse-me que me reconheceu no carro
por causa dos caracóis dos cabelos aos saltos.)
Mas já uso o mesmo penteado há tantos anos que acho que está na
hora de mudar. Mas (há sempre um mas) o meu cabelo, mais que um acessório de
moda ou engate, é mesmo a minha maior manta. Serve para me esconder do mundo.
Para me deixar refugiar atrás de uma cortina morena, num palco só meu. E é por
isso, e só por isso, que o continuo a usar assim. Comprido.
Prometi a mim mesma que, quando chegasse aos 30 quilos perdidos,
ia ao cabeleireiro resolver isto. Até já sei o corte que quero, bem mais
pequeno, até porque, nesta vida de ginásio, um cabelo mais curto é tão mais
prático e poupa imenso tempo em lavagens e secagens! Mas falta chegar aos 30
quilos perdidos… claro que não é uma lei. Não vou presa se o for cortar agora
aos 24 quilos perdidos… mas sempre vi os 30 quilos como um marco. Bem sei que, mesmo com 30 quilos a menos, ainda não vou estar fit, longe disso, mas é uma conquista,
o chegar aos 30 quilos, e merece uma mudança!
Quando cheguei aos 20 quilos perdidos, mudei de óculos. Comprei uns bem
mais pequeninos, uns que não dessem para me esconder tanto a cara.
Quando chegar aos 30 quilos perdidos, mudo de penteado.
Mas… até lá, vou continuar a ter “bad hair weeks” como esta.
Sim, porque se lhe estou a dedicar todo um artigo, é porque esta minha gadelha esta
semana está-me a deixar os cabelos em pé!
Esta música passa no ginásio todos os dias que treino com o Pedro. E quando digo todos os dias, é mesmo TODOS OS DIAS.
Não sendo uma letra assim positiva por aí além, a realidade é que a voz desta senhora é tão poderosa que dá vontade de agarrar todas as nossas forças durante o treino e conquistar os nossos objectivos. Ainda por cima, ela neste vídeo até tem tons de dourado vestidos... Há lá razão mais bonita para se chegar ao meu blogue?
Força e Dourado... (Sem querer, fui parar de novo a Star Wars, sentiram?)
Há, logo à partida, muitas forças que nos afastam do ginásio. Bem, não são exactamente forças, são quase uma espécie de Jogos Sem-Fronteiras que temos de ultrapassar para chegar ao sítio onde vamos, de facto, treinar:
A primeira será, claro está, a vontade. Sim, mesmo eu tenho falta dela por vezes. Principalmente em dias de chuva, parece que a cama me prende (ainda) mais.
A falta de roupa. Sim! É verdade, com as semanas de chuva que têm estado, dou por mim a ter só as calças de fato-de-treino de há 20 quilos disponíveis. Ou seja, as calças caem e até me atrapalham o andar de tão largas que estão... Não apetece sair assim de casa, certo?
O trânsito. Como tenho as manhãs livres para ir ao ginásio, às vezes dou por mim a adiar a saída de casa para fugir ao trânsito. Vou adiando de tal maneira que, há dias, em que me sai um "pronto, agora também já se faz tarde, o melhor é nem ir lá hoje".
E agora, a razão mais improvável... Aquela que, hoje de manhã, me ia desencaminhando do meu objectivo, o tal do Biquíni Dourado, me ia fazendo ficar logo por ali, à PORTA DO GINÁSIO:
Sabem o que isto é? Isto que está MESMO à porta do ginásio? Exacto: é uma CASA DE FARTURAS!
E lá estava ela, a enviar os seus cheiros pecaminosos por toda a entrada do ginásio, de tal maneira que já os sentia no parque de estacionamento...
Claro, tive de dar uso a todas as minhas forças para não me dirigir a esta banca cheia de pedaços de mau caminho. Ainda por cima, até tinha uma boa lógica comigo para "atacar" churros e afins: precisava de trocar dinheiro. Sim, eu até tinha uma desculpa para me desencaminhar, mas consegui ser forte! Tão forte que acho que mereço um docinho como recompensa.
O pior mesmo são aquelas ansiedades alimentares pós-refeição. Parece que, depois do almoço ou do jantar, faz falta ali um ponto final parágrafo, que é como quem diz: um doce.
Parece que a mente só acalma a ansiedade de comer se, prato principal e fruta ingeridos, levar assim com açúcar, estão a ver?
E sim, é a mente que pede. O estômago até pode já estar cheio, mas o cérebro parece ficar sempre em modo "standby" à espera do que ainda está por vir.
Para controlar esses repentes, adoptei uma medida já há um tempo: assim que acabo uma refeição... vou lavar os dentes.
Onde quer que esteja, tenho sempre o cuidado de ter uma escova de dentes à mão para travar estas vontades de doces.
E não é que funciona mesmo? Só de pensar que, se voltar a comer, tenho de ir lavar os dentes de novo... Ui! Deixem lá isso! Prefiro não comer gulodices!
Portanto, esta teoria é boa por dois motivos: fez com que andasse sempre com escova de dentes comigo e trava-me aqueles pecados tão comuns e que têm de ser tão evitáveis!
Devo confessar que ontem não me apetecia mesmo nada ir treinar. Vá, não era não apetecer. Estava cansada. Era mais isso. Esta semana andei mesmo assim com os ombros para baixo. Faz parte.
Por isso, não é de admirar que, quando pus o meu pé tamanho 42 na +Rapid Fit&Well de Campo de Ourique para treinar com o Hugo, o tenha avisado: "Hoje estou sem energia!"
Qual quê? Eu ESTAVA sem energia. Assim que troquei de vestimenta, comecei logo a sentir ânimo em mim. Ainda por cima, estreei calças novas (prenda de mamãe no Natal) e todas elas cheias de Star Wars!
Começou logo aí o humor a mudar.
Chegada ao estúdio, a vontade já estava instalada. Há ali qualquer magia no ar... ou então deve ser mesmo da boa-disposição daquela equipa, que nos deixa logo animados. De verdade! Mas também pode acontecer por estarmos com um fato ligados a uma máquina: dá-nos energia ou assim!
O que eu sei é que acabei o treino a transpirar que nem um texugo (eu e os meus óculos, sempre bons avaliadores de glândulas sudoríparas) e, no entanto, estava cheia de vontade de me continuar a mexer e com a energia em modo "on" (tanto que dei por mim a bailar no carro a caminho do trabalho... algo pouco comum de acontecer À LUZ DO DIA!) Há ali boas vibrações (duplo sentido subentendido!)
Escusado será dizer que saí do centro com vontade de fazer mais umas três aulas, mas pelo bem da máquina (a minha, não a do fato) é melhor não, que estes treinos são dose!
Deixo-vos uma pequena amostra do meu treino de ontem. No primeiro vídeo em que estou claramente a justificar o seguro de trabalho do Hugo e o segundo para verem o bom ambiente que vos falava: enquanto eu fazia o alongamento (que no fato é estar deitada a receber impulsos mais baixos) o Hugo "estragava" o protagonismo do treino do Carlos... Boys will be boys!
Tive que cancelar planos com família e amigos para ir ao ginásio.
Tive vontade de mergulhar em comida de boca aberta.
Tive sede.
Tive momentos de fraqueza.
Tive momentos de querer desistir e outros de querer agarrar nesta minha
nova maneira de ser com todas as forças.
Tive vontade de comer.
Tive pessoas a elogiarem-me pela minha perda de peso.
Tive outras que, apesar de não me verem há meses, nada comentaram (coisa
feia, a inveja).
Tive fome.
Chorei.
Ri.
Chorei mais um bocadinho.
Ri ainda mais.
Transpirei.
Caí.
Levantei-me.
Desisti.
Retornei.
Comecei este blog.
Tive mais vontade de comer.
Tive a certeza que tenho muitas pessoas a torcerem pelo meu sucesso.
Tive a certeza que há muitas mais à espera que eu falhe. (Para estas últimas,
beijo na bunda cada vez mais fit!)
Faz hoje um ano que comecei a mudar. Não se trata de uma dieta: trata-se de
MUDAR DE VIDA. Para melhor. Foi mesmo a melhor coisa que podia ter feito por mim e
por quem gosta de mim.
Tenho a certeza que sou agora uma pessoa muito melhor do que era há um ano.
E não só pelos 21 quilos perdidos. Isso é um bónus.
Ganhei resistência.
Ganhei vontade.
Ganhei energia.
Ganhei sabedoria.
Ganhei movimento.
Ganhei bem-estar.
Ganhei pessoas (muitas, muitas e boas!).
Ganhei músicas.
Ganhei uma nova forma de estar.
Ganhei tranquilidade.
Ganhei poder.
Ganhei músculo.
Ganhei iniciativa.
Ganhei sabores saudáveis. Ganhei sorrisos.
Ganhei.
Ganhei.
Ganhei, principalmente com o que perdi, lá está, os quilos.
Este último ano encontrei em mim uma Força que desconhecia ter. Porque, não
sejamos sonhadores, é preciso muita força de vontade para mudar hábitos que
estão já tão enraizados.
Se queria que a balança já tivesse outro valor?
Queria.
Muito.
Mas o que tenho de pensar é que, faz hoje um ano, ela tinha um valor muito,
muito pior. E está em mim continuar a mudar, para melhor.
Que seja o início de mais um ano activo.
Afinal, esta minha energia toda tinha
de ser canalizada para alguma coisa e, a ser, que seja para mim!
Estou mais do que entusiasmada com isto. De tal maneira que até tenho medo que a L.já esteja farta do meu constante "já posso? já posso?" Mas, como disse, estou mais do que entusiasmada!
A querida L. das Horas resolveu criar um desafio para pôr a blogosfera a mexer e eu, que não sou menina de recusar uma boa iniciativa, disse "presente!"
A ideia é mesmo essa: fazer cumprir aqueles objectivos de início de ano a que toda a gente se propõe, mas que acabam por ficar na "wishlist" até ao próximo ano: vamos lá ser activos, gente! Está aí o Desafio Fit 1632 horas
As regras são simples:
A duração do desafio é de três meses (de 1 de Fevereiro a 1 de Maio);
Cada vez que se pratica exercício físico conta 1 ponto;
Cada ponto tem que ser justificado com uma fotografia no blogue criado para a partilha de fotografias;
Devem acrescentar dizendo o que fizeram e colocando sempre #nome de cada uma;
No final dos três meses, quem perder terá de enviar um presente "fit" à vencedora; a penúltima à 2.ª classificada e assim sucessivamente.
No final, em caso de empate, aplica-se a morte súbita (CREDO!), e quem treinar primeiro, ganha!
O que pode contabilizar como pontos:
Qualquer aula no ginásio;
Corrida (mínimo de meia hora ou 3 km);
Caminhada (uma hora no mínimo);
Treino em casa (com intensidade, vá lá ver!)
Treino com PT, HIT, ou outro tipo de treino
Já há mais atletas inscritas, claro! Que isto só mano-a-mano não tinha tanta graça e, se quiserem, peçam à L. para participarem também. Basta enviarem o vosso email! E sim, podem estar em qualquer parte do MUNDO! O giro também está aí.
Claro que, apesar de eu não gostar de perder nem a feijões, esta minha participação mais não é do que um incentivo extra à prática de exercício físico.
Mentira. Eu quero é ganhar isto.
Só espero ter parado de escrever antes de a verdade vir ao de cima.
Esta é a matemática das gavetas que neste momento preciso de ocupar com roupa de ginásio. Parece que, à medida que o peso foi saindo, ele se transformou em roupa que tem de ter o seu espaço para ser guardado... ou isso ou é outra coisa, mas já lá vamos.
Quase cinco gavetas. E olhem que são gavetas grandes! Comprar roupa de ginásio, ao início, foi uma necessidade. Acho que tinha apenas um soutien de desporto. Umas calças velhas de fato-de-treino que, ironicamente, usava para preguiçar em casa, e uns ténis até jeitosos, daqueles da Skechers, que parece que massajam os pés em cada passo.
Mas era só isto.
Rapidamente me apercebi que entre o meu transpirar, as semanas de chuva que não davam para lavar a roupa, o facto de passar agora mais tempo a ter que me olhar ao espelho, logo, a não gostar de me ver sempre de igual, e... o peso a sair, a roupa de ginásio tinha que ser diversificada.
Por estas razões mencionada, sim. Mas também por uma questão de saltar da cama.
Não há incentivo melhor para ir treinar do que comprar uma peça nova. Seja ela qual for. Mesmo se for um soutien, ou até uma fita para o cabelo, a realidade é que saber que temos aquela novidade pronta a estrear parece dar um empurrão extra a caminho do ginásio.
Por isso, que tal aproveitarem estes restinhos de saldos para começarem a ir ao ginásio? Eu ainda consegui aproveitar este fim-de-semana. Comprei uns soutiens novos (perder barriga está difícil, mas as mamas vão que é um instantinho!), um par de calças e duas T-shirts e gastei pouco mais de 10 euros.
Não tirei foto, desculpem lá, mas queria tanto já usar hoje que foi imediatamente tudo para lavar, seguido de engomar e, por fim, arrumar na gaveta. Numa das tais quase cinco que a roupa de ginásio já me ocupa!
Como o meu gosto musical é muito vasto, deixo-vos aqui uma música da... Disney! Mais concretamente do filme Vaiana que estreou em Dezembro e que eu já vi e fiquei super-fã!
Vai-se a ver e a versão em português, para mim, é muito melhor que a original, por isso é essa mesma que aqui vos deixo. E ainda por cima, tem uma mensagem tão forte de superação que pode muito bem ser aplicada aqui para este meu objectivo! Além de que, é um filme que se passa na praia... praia lembra nadar; nadar lembra fato-de-banho; que lembra biquíni, biquíni lembra dourado, dourado lembra O Biquíni Dourado da princesa Leia, que até é princesa da Disney hoje em dia e, UFA!, afinal esta música tem mais a ver comigo do que eu estava a contar!
A saga Star Wars pode ser o
meu lema de vida, posso pensar nos filmes todos os dias (o que é que querem?),
mas há um filme que nada tem que ver com a aventura de George Lucas que marcou
a minha infância e que, até hoje, é um dos meus favoritos: Dirty Dancing.
Assim, devem compreender que a dança, o
universo da dança, é-me muito querido. Em criança ainda pratiquei ballet,
sapateado, sevilhanas… mas nada muito sério.
Por isso, não é de estranhar que, na
última terça-feira do mês de Janeiro de 2016, quando me resolvi a ir ao
ginásio, na realidade já ia com esta aula em vista: uma aula de Zumba.
Achei que, gostando eu tanto de dançar,
esta seria “a” aula ideal para me querer mexer. Para querer fazer. Mal eu sabia
é que, naquela terça-feira, a tal última do mês de Janeiro de 2016, eu ia ter
uma aula de Zumba com “O” mestre.
Pode-vos parecer publicidade, ainda por
cima, tenho-me apercebido que “vender algo” parece ser a ordem do dia na
blogosfera, mas a realidade é que a mudança de vida precisa da ajuda de pessoas.
Precisa dos Pedros Mirandas desta vida, dos Eneias, mas também dos Danieis Barretos.
O Daniel Barreto, para mim “o” mestre da
Zumba, tem a capacidade de, durante as suas aulas, nos fazer esquecer de tudo o
que se passa fora do estúdio. A sua alegria, a sua boa-disposição, a sua arte
de dançar e de criar coreografias, o seu charme zumbiano não têm igual. A
sério. Tenho este post escrito quase desde a primeira semana de blogue, mas fui
adiando a sua publicação por achar não conseguir passar para palavras a
felicidade que sinto nas aulas do Daniel… mas vou-vos dar uma ideia.
Já vos contei que, o ano passado, um
projecto profissional que me era muito querido terminou. Mais do que o projecto
em si, senti que a minha família do trabalho tinha sido separada. Fiquei de luto.
Fiquei tão de luto que passei meses sem ir às aulas do Daniel. E porquê? Porque
não me queria permitir ser tão feliz como sou nas suas aulas.
Durante as suas aulas sou genuinamente
feliz. Mesmo que as dores do corpo e da alma sejam muitas, assim que lhe
entrego a senha tudo passa. São 45 minutos de felicidade. Pura.
Ainda por cima, tive a sorte de, nas suas
aulas, conhecer pessoas que me receberam de forma muito calorosa no “turno da
manhã”: a Manuela, o Álvaro e a Sónia, que, sem querer, são mais boas razões
para, todas as segundas e quintas-feiras, ter encontro marcado no Estúdio 2.
Se puderem, estejam atentos ao Facebook
que o que não falta são eventos com a presença do Daniel. Acho mesmo que pessoa
que é pessoa não pode viver uma vida de jeito sem fazer uma aula de Zumba com
ele! Por “todo” Portugal e até além-fronteiras há datas marcadas. Sim, que este
rapaz ainda vai dominar o mundo! Não têm desculpa para não ficarem a conhecer
“O” mestre. Sejam sortudos como eu!
Deixo-vos um vídeo do seu canal do YouTube
com uma pequena amostra da felicidade que ele distribui: afinal, quem dança é
mais feliz!
Todos os dias, sem excepção, assim que salto da cama e depois do chichi matinal e do retiranço de remelas dos olhos, visto logo o fato-de-treino.
Claro, ira saber-me melhor tomar o pequeno-almoço ainda de pijaminha quentinho, de robe fofinho a abraçar o meu metro e oitenta e três e de chinelos nos pés. Claro que ia saber melhor. No entanto, se opto por fazer isso, a não ser que tenha treino marcado com oPedro, o mais provável de acontecer é eu desistir de ir ao ginásio. O conforto pijamal não me deixa sair de casa, o que é que querem?
Não sei se convosco também é assim, mas, se me aninho, é o cabo dos trabalhos para sair do conforto. Parece que há sempre alguma coisa a fazer em casa do género: "Olha, tenho que virar os cabides do armário com a ponta para fora". "Olha, já há muito tempo que não vejo este álbum de fotografias da altura do secundário." Já perceberam a ideia... Acabo por ficar em casa, não faço nada de útil, não treino e tudo por culpa do pijama!
Por isso é que adoptei esta táctica: o pequeno-almoço é para ser tomado de uma forma: já pronta para a acção!
Bem sei que já vos trouxe aqui os Vetusta Morla. Ainda ponderei pôr outra música nesta que é a minha única rubrica fixa aqui no blog. Mas a realidade é que passei a segunda-feira com esta música na cabeça.
Assim que cheguei ao Google pesquisei "Vetusta Morla vivos muertos" e vi logo qual era ela (sim, eu sabia que era deles, só não sabia o título!)... e achei irónico chamar-se Año Nuevo...
Escusado será dizer que passei a semana com ela em loop em todo o lado... E aqui também:
Quando contei a uma amiga o que vos vou contar de
seguida, a conclusão dela foi esta: “Esse percurso já se tornou um projecto
para ti.”
E é verdade.
Há um ano, quando resolvi perder peso, estava longe de
imaginar a montanha-russa que aí vinha. A todos os níveis. Entrei agora em mais
uma volta que, espero, seja mais uma ajuda a caminho do Biquíni Dourado, que é
como quem diz, a caminho de ser saudável!
Posto isto, a novidade: aqui há uns meses li num
jornal que a Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa estava à procura de
voluntários, que tivessem perdido peso, para participarem num estudo sobre a
manutenção do peso perdido com recurso às novas tecnologias de informação.
Segundo o site, que podem consultar AQUI, “O NoHoW é um projecto científico financiado pela União
Europeia no âmbito do Horizonte 2020, a decorrer entre 2015 e 2020.O principal objectivo do NoHoW é compreender como é
que as pessoas mudam o seu comportamento com vista a manter o peso perdido. Para isso, desenvolveu-se um conjunto de ferramentas
baseadas naevidência científica e com recurso às mais recentestecnologias digitais. Este programa será testado com participantes de três
países: Portugal, Dinamarca e Reino Unido.”
O estudo, esse, como já referi, é sobre a manutenção do peso perdido com recurso às
novas tecnologias de informação.
Pronto: inscrevi-me e, com base no
peso que perdi e no tempo que o fiz, fui uma das escolhidas a participar! Na sexta-feira
passada, fui até à Faculdade, já depois de ter preenchido vários inquéritos
online, para me tirarem medidas, peso, sangue e até… cabelo! Mas calma, foi só
um caracolinho e foi tudo porque quis. Tinha a escolha de não o cortar, mas
acho que, se é para ajudar no estudo, ajudo em tudo. E a recolha do meu cabelo servirá para analisar os níveis de cortisol, que consiste num biomarcador de stress a longo prazo. Espero que o meu cabelo não
ande enervado...
RIP caracol meu
Além de uns questionários e diários
alimentares que vou ter que ir preenchendo online nos próximos tempos (18 meses,
para ser precisa), foi-me dada uma balança
com ligação Wi-Fi (vou ter que me pesar duas vezes por semana, sempre aos
mesmos dias) e uma pulseira de monitorização Fitbit.
Com estas
ferramentas, os fofinhos do estudo (são mesmo! Todos uma simpatia e dão ainda
mais vontade de me portar bem para não os desiludir!) vão ver a evolução do meu
peso, do meu sono, da água que bebo, da minha vida activa (ou falta dela)
enfim, ando aqui com um Big Brother de pulso… e estou a adorar!
Sinto mesmo
que, a longo prazo, estas ferramentas serão mais do que úteis. Ainda só as uso desde sexta-feira e, a cada dia, tento superar-me... Mais uns passos por dia,
mais uma água bebida, mais energia nos treinos, mais horas de sono… Já
perceberam a ideia. Mais para ter menos (peso)!
Agora, a
única coisa que tenho que ter em atenção é mesmo tirar o relógio antes de
entrar no banho! É que nunca tive um relógio assim destes todo cheio de mimimis
e já por duas vezes me ia esquecendo dele no pulso. (Peço já desculpa aos
senhores da Faculdade de Motricidade se acabar por avariar isto! E deixo já
aqui um “shame on me!”)
À medida
que for tendo novidades, vou-vos contando, claro, mas se quiserem saber mais ou
até inscreverem-se no estudo (nunca se sabe), espreitem aqui.