quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Zumbemos no mundo

A saga Star Wars pode ser o meu lema de vida, posso pensar nos filmes todos os dias (o que é que querem?), mas há um filme que nada tem que ver com a aventura de George Lucas que marcou a minha infância e que, até hoje, é um dos meus favoritos: Dirty Dancing.


Assim, devem compreender que a dança, o universo da dança, é-me muito querido. Em criança ainda pratiquei ballet, sapateado, sevilhanas… mas nada muito sério.

Por isso, não é de estranhar que, na última terça-feira do mês de Janeiro de 2016, quando me resolvi a ir ao ginásio, na realidade já ia com esta aula em vista: uma aula de Zumba.

Achei que, gostando eu tanto de dançar, esta seria “a” aula ideal para me querer mexer. Para querer fazer. Mal eu sabia é que, naquela terça-feira, a tal última do mês de Janeiro de 2016, eu ia ter uma aula de Zumba com “O” mestre. 

Pode-vos parecer publicidade, ainda por cima, tenho-me apercebido que “vender algo” parece ser a ordem do dia na blogosfera, mas a realidade é que a mudança de vida precisa da ajuda de pessoas. Precisa dos Pedros Mirandas desta vida, dos Eneias, mas também dos Danieis Barretos.

O Daniel Barreto, para mim “o” mestre da Zumba, tem a capacidade de, durante as suas aulas, nos fazer esquecer de tudo o que se passa fora do estúdio. A sua alegria, a sua boa-disposição, a sua arte de dançar e de criar coreografias, o seu charme zumbiano não têm igual. A sério. Tenho este post escrito quase desde a primeira semana de blogue, mas fui adiando a sua publicação por achar não conseguir passar para palavras a felicidade que sinto nas aulas do Daniel… mas vou-vos dar uma ideia.
Já vos contei que, o ano passado, um projecto profissional que me era muito querido terminou. Mais do que o projecto em si, senti que a minha família do trabalho tinha sido separada. Fiquei de luto. Fiquei tão de luto que passei meses sem ir às aulas do Daniel. E porquê? Porque não me queria permitir ser tão feliz como sou nas suas aulas.

Durante as suas aulas sou genuinamente feliz. Mesmo que as dores do corpo e da alma sejam muitas, assim que lhe entrego a senha tudo passa. São 45 minutos de felicidade. Pura.

Ainda por cima, tive a sorte de, nas suas aulas, conhecer pessoas que me receberam de forma muito calorosa no “turno da manhã”: a Manuela, o Álvaro e a Sónia, que, sem querer, são mais boas razões para, todas as segundas e quintas-feiras, ter encontro marcado no Estúdio 2.
  
Se puderem, estejam atentos ao Facebook que o que não falta são eventos com a presença do Daniel. Acho mesmo que pessoa que é pessoa não pode viver uma vida de jeito sem fazer uma aula de Zumba com ele! Por “todo” Portugal e até além-fronteiras há datas marcadas. Sim, que este rapaz ainda vai dominar o mundo! Não têm desculpa para não ficarem a conhecer “O” mestre. Sejam sortudos como eu!


Deixo-vos um vídeo do seu canal do YouTube com uma pequena amostra da felicidade que ele distribui: afinal, quem dança é mais feliz! 



Catarina

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Estúpida hérnia

Aqui há sete anos, e depois de três meses em que estive praticamente sem me conseguir mexer, a ter que ser amparada em TUDO pela minha mãe e com dores como nunca tinha tido na vida, descobri que tinha uma hérnia na região lombar. Hérnia essa que, para se tratar, tem que piorar o que, nas palavras do médico que a descobriu na altura, “Só deve acontecer quando tiveres uns 50 anos.”
Até lá, é preciso cuidado. Muito cuidado.

Confesso que a grande razão que me impedia de ir a um ginásio sempre foi a hérnia e a lembrança daqueles meses de dores constantes. Tinha medo de me mexer pois foi a mexer (mais concretamente depois de ajudar numa vindima) que ela começou a dar sinal.

Durante estes sete anos, foram raros os dias em que ela não deu sinal. Regra geral, pede atenção de manhã. O sair da cama é quase sempre acompanhado de um “ARGH!” de pontada na lombar. Ou melhor, era.

Curiosamente, desde que comecei a fazer exercício físico, tudo estava mais tranquilo. As dores eram quase ocasionais. Na realidade, hoje em dia quase só acontecem quando estou muito tempo em pé ou quando adormeço de barriga para cima... ou quando está muito frio… Como nestes últimos dias.

Chegou este fim-de-semana e estou aqui que mal me aguento. Já estou desde sábado sem treinar, hoje tive de ligar ao Pedro a desmarcar o nosso treino, enfim... Ando aqui agarrada às costas, qual idosa! Sinto-me traída pelo meu corpo, é o que é.

Ainda por cima, neste domingo era para ter ido correr a minha primeira corrida, a Solidária dos Simpatizantes e Adeptos, com uma camisola a dizer “Eu sou Benfiquista” e tudo!, e tive de ficar em casa, toda cheia de analgésicos e de borracha de água quente encostada à lombar…



Mau corpo.


Mau. 

Remarquei o treino com o Pedro para amanhã (e tenho aula de Zumba também, estás a perceber, hérnia?), mas só de ver as temperaturas previstas até já a sinto a enregelar!

Mau Inverno!

Catarina



terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Concluído primeiro mês de electroestimulação muscular




Quando o Ricardo da Rapid FIT&WELL me disse que ia notar diferenças logo no primeiro mês, lá no fundo da minha mente o monstrinho negativo que tenho em mim pensou logo: “Pfffffffffff! Deve ser verdade!”
Ora, eu levava já quase um ano a tentar mudar o meu corpo e, sim, já tinha dado pelas diferenças, mas elas não aconteceram em um mês… aconteceram em vários meses…
Está concluído o meu primeiro mês de electroestimulação muscular na Rapid Fit&Well da Avenida Elias Garcia, em Lisboa.
Os resultados? Para mim, foram mais que muitos. E, afinal, o Ricardo tinha razão.

Logo nas duas primeiras semanas, a diferença foi enorme. Tive pessoas que me vêem todos os dias a perguntar se tinha perdido peso; outras que apanho de vez em quando a perguntar o mesmo, mas o que mais me deu a certeza que eu tinha de facto mudado, foi, ao fim da PRIMEIRA semana de treino, o arregalar de olhos da minha mãe. Depois de uma semana sem me ver, depois da primeira semana de treino (duas sessões por semana), o sorriso no olhar da minha mãe quando me viu disse tudo. Assim como a facilidade com que os seus braços me envolveram num abraço: ela, que é tão pequenina, e eu, tão alta e larga, mas estava, ao fim da primeira semana a treinar com recurso à electroestimuação muscular, menos larga. Estava (ainda) mais abraçável. Foi uma sensação indescritível mesmo.

Tenho a certeza que, se este primeiro mês não tivesse calhado em época de Natal e fim de ano, quando são logo duas semanas de fugir às rotinas e de quebra do dia-a-dia, as diferenças tinham sido ainda maiores.

Ao longo deste processo, tenho aprendido que não é o número da balança que importa. O número que a balança me passa continuou mais ou menos o mesmo, é certo, mas as medidas em si estão diferentes e, relembro, com apenas UM mês de treino.
Foi 1,5 centímetro a menos de braço. E menos um centímetro de anca. Great news, am I right?



É realmente um treino muito completo, apesar de curto. São 20 minutos intensos. O fato ajuda, claro. Bastante. Mas os personal trainers também.
Já o disse tantas vezes, e acho que nunca me vou fartar de o repetir, mas acho mesmo que o mais importante de todo este processo são as pessoas que vamos conhecendo. E eu bem que me posso dar por sortuda por, até agora, ter tido grandes profissionais ao meu lado.
A Maria João, o Eneias e o Édi, os meus “operadores de fato e de saúde”, ensinaram-me tanto neste último mês que nem sei como é que não fiquei mais pesada com tanto conhecimento que depositaram em mim!
São verdadeiros profissionais da saúde. Acho que isso é que é importante. Sim, são os nossos treinadores, mas percebem tanto do que estão a fazer, do corpo humano, do corpo humano em mudança (como o meu) que treinar com eles foi também um processo de aprendizagem.


Estou desejosa de voltar ao fato! 

E vocês? Quando arriscam?


Catarina

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Pequeno-almoço de campeã



Todos os dias, sem excepção, assim que salto da cama e depois do chichi matinal e do retiranço de remelas dos olhos, visto logo o fato-de-treino.

Claro, ira saber-me melhor tomar o pequeno-almoço ainda de pijaminha quentinho, de robe fofinho a abraçar o meu metro e oitenta e três e de chinelos nos pés. Claro que ia saber melhor. No entanto, se opto por fazer isso, a não ser que tenha treino marcado com o Pedroo mais provável de acontecer é eu desistir de ir ao ginásio. O conforto pijamal não me deixa sair de casa, o que é que querem?

Não sei se convosco também é assim, mas, se me aninho, é o cabo dos trabalhos para sair do conforto. Parece que há sempre alguma coisa a fazer em casa do género: "Olha, tenho que virar os cabides do armário com a ponta para fora". "Olha, já há muito tempo que não vejo este álbum de fotografias da altura do secundário." Já perceberam a ideia... Acabo por ficar em casa, não faço nada de útil, não treino e tudo por culpa do pijama! 

Por isso é que adoptei esta táctica: o pequeno-almoço é para ser tomado de uma forma: já pronta para a acção!



sábado, 14 de janeiro de 2017

Abanar o esqueleto #9

Bem sei que já vos trouxe aqui os Vetusta Morla. Ainda ponderei pôr outra música nesta que é a minha única rubrica fixa aqui no blog. Mas a realidade é que passei a segunda-feira com esta música na cabeça. 
Assim que cheguei ao Google pesquisei "Vetusta Morla vivos muertos" e vi logo qual era ela (sim, eu sabia que era deles, só não sabia o título!)... e achei irónico chamar-se Año Nuevo... 

Escusado será dizer que passei a semana com ela em loop em todo o lado... E aqui também:


Bom fim-de-semana!

Catarina

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

É do caneco!



"caneco", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/caneco
(alteração de caneca)

substantivo masculino
1. Vasilha destapada de madeira, mais larga no fundo que na boca, para transportar líquidos ao ombro.
2. Caneca alta.
3. [Informal] [Desporto] Troféu atribuído ao vencedor ou à equipa vitoriosa numa prova desportiva (ex.: começaram mal, mas conseguiram trazer o caneco para casa). = TAÇA
4. [Informal, Jocoso] Chapéu alto. = CARTOLA
5. [Informal] Região das nádegas. = TRASEIRO
6. [Brasil, Informal] Diabo.
adjectivo
7. [Regionalismo] Um tanto ébrio.


Do caneco
[Portugal, Informal] Muito grande ou que surpreende ou causa espanto (ex.: os vizinhos fizeram um barulho do caneco esta noite). = DO CARAÇAS
pintar o caneco
[Informal] Divertir-se ou fazer diabruras. = PINTAR O SETE


Por outras palavras, CANECO! é a exclamação que mais uso durante os treinos. Não tenho por hábito dizer asneiras daquelas feias, mas este substantivo masculino, como lhe chama o Priberam, é o meu fiel companheiro na luta. 
Eu chamo-lhe bengala vocabular. É com ela que grito ao mundo as minhas frustrações e, até, as minhas conquistas durante os treinos.

E vocês? Têm alguma bengala vocabular durante os treinos? 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Vamos lá ajudar esta gente a ajudar-me! É que é mesmo isso...

Quando contei a uma amiga o que vos vou contar de seguida, a conclusão dela foi esta: “Esse percurso já se tornou um projecto para ti.”
E é verdade.

Há um ano, quando resolvi perder peso, estava longe de imaginar a montanha-russa que aí vinha. A todos os níveis. Entrei agora em mais uma volta que, espero, seja mais uma ajuda a caminho do Biquíni Dourado, que é como quem diz, a caminho de ser saudável!

Posto isto, a novidade: aqui há uns meses li num jornal que a Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa estava à procura de voluntários, que tivessem perdido peso, para participarem num estudo sobre a manutenção do peso perdido com recurso às novas tecnologias de informação.

Segundo o site, que podem consultar AQUI, “O NoHoW é um projecto científico financiado pela União Europeia no âmbito do Horizonte 2020, a decorrer entre 2015 e 2020. O principal objectivo do NoHoW é compreender como é que as pessoas mudam o seu comportamento com vista a manter o peso perdido. Para isso, desenvolveu-se um conjunto de ferramentas baseadas na evidência científica e com recurso às mais recentes tecnologias digitais. Este programa será testado com participantes de três países: Portugal, Dinamarca e Reino Unido.”

O estudo, esse, como já referi, é sobre a manutenção do peso perdido com recurso às novas tecnologias de informação.

Pronto: inscrevi-me e, com base no peso que perdi e no tempo que o fiz, fui uma das escolhidas a participar! Na sexta-feira passada, fui até à Faculdade, já depois de ter preenchido vários inquéritos online, para me tirarem medidas, peso, sangue e até… cabelo! Mas calma, foi só um caracolinho e foi tudo porque quis. Tinha a escolha de não o cortar, mas acho que, se é para ajudar no estudo, ajudo em tudo. E a recolha do meu cabelo servirá para analisar os níveis de cortisol, que consiste num biomarcador de stress a longo prazo. Espero que o meu cabelo não ande enervado...

RIP caracol meu

Além de uns questionários e diários alimentares que vou ter que ir preenchendo online nos próximos tempos (18 meses, para ser precisa), foi-me dada uma balança com ligação Wi-Fi (vou ter que me pesar duas vezes por semana, sempre aos mesmos dias) e uma pulseira de monitorização Fitbit.




Com estas ferramentas, os fofinhos do estudo (são mesmo! Todos uma simpatia e dão ainda mais vontade de me portar bem para não os desiludir!) vão ver a evolução do meu peso, do meu sono, da água que bebo, da minha vida activa (ou falta dela) enfim, ando aqui com um Big Brother de pulso… e estou a adorar! 
Sinto mesmo que, a longo prazo, estas ferramentas serão mais do que úteis. Ainda só as uso desde sexta-feira e, a cada dia, tento superar-me... Mais uns passos por dia, mais uma água bebida, mais energia nos treinos, mais horas de sono… Já perceberam a ideia. Mais para ter menos (peso)!

Agora, a única coisa que tenho que ter em atenção é mesmo tirar o relógio antes de entrar no banho! É que nunca tive um relógio assim destes todo cheio de mimimis e já por duas vezes me ia esquecendo dele no pulso. (Peço já desculpa aos senhores da Faculdade de Motricidade se acabar por avariar isto! E deixo já aqui um “shame on me!”)


À medida que for tendo novidades, vou-vos contando, claro, mas se quiserem saber mais ou até inscreverem-se no estudo (nunca se sabe), espreitem aqui.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

De volta aos arts & crafts... mais ou menos...

Quando comecei a minha vida de ginásio, deixei de lado uma faceta que sempre tive como certa na minha vida: as arts & crafts.

A realidade é que deixei de ter tempo para me dedicar à causa. Sei que pouca gente acredita, mas é preciso mesmo muita dedicação a trabalhar, ser dona de casa, estar com a família, meter-me em mil e um projectos paralelos e ainda... ir ao ginásio! Tive que fazer escolhas e o tempo que dedicava à criatividade foi ficando mais escasso... até que deixou de existir.

A semana passada apercebi-me que me fazia falta uma bolsa para andar comigo em que desse para trazer a minha agenda (que já aqui vos mostrei e que é da autoria da linda e doce Manuela Rocha), o estojo com as canetas e afins e os papéis que acabam por ir parar à minha mala e que parecem sempre andar na guerra...
Ainda andei à procura em lojas, mas depois lembrei-me... E porque é que não fazes TU uma bolsa?

Lá fui limpar o pó à máquina de costura, resgatar materiais de outras ideias e ei-la! Simples, mas, até ver, já me está a dar um jeitão!  





Que tal? Gostam do resultado?

Catarina

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Problemas de primeiro mundo: depilação a laser ou não?




Invariavelmente, uma das coisas que vem com o ir ao ginásio e estar constantemente com o nosso corpo nos olhos (e nas mãos!) do mundo é... a depilação. Ou, pelo menos, o estar mais atenta à depilação. 
Se, dantes, conseguia gerir bem a coisa, preocupando-me apenas em datas específicas como, por exemplo, "olha, amanhã vou vestir aquela saia"; ou "vou de férias daqui a duas semanas, deixa lá acumular pilosidades e marcar a depilação para um dia antes do início das férias"; ou até mesmo "aquelas calças têm um buraco em 'X' zona da perna, deixa lá depilar nesse sítio específico e no espaço envolvente", agora isso não funciona. Há uma preocupação constante em estar limpinha de pêlos em todas as zonas. Mesmo em todas (não nos esqueçamos que faço hidroginástica e natação)!
De vez em quando, lá escapa um bloco de pêlos. Também faz parte: vejo mal e ainda por cima a minha casa de banho é interior e tem pouca luz... resultado: pêlos que me falharam a olho nu ficam à vista! 
E depois também temos a velha máxima "tem de crescer para cortar". Só que, para quem treina todos os dias (ou quase), o espaço de tempo entre o "ter de crescer" e o "cortar" parece uma eternidade e pode até levar a que sejamos apanhadas na curva, que é como quem diz, com uns pelitos nada tímidos a espreitar pelas calças ou pelas axilas. Só problemas, é o que é!

Bem, tudo isto para vos pedir ajuda: queria experimentar depilação a laser, mas como sou mariquinhas com essas coisas femininas tenho um pouco de receio que seja uma grande banhada e que esteja a sofrer duplamente (na carteira e no corpo) e os resultados não sejam propriamente os esperados...

Alguma dica, meninas e meninos (sim, que eu bem sei que homem que é homem "de-pila")?

Catarina


sábado, 7 de janeiro de 2017

Abanar o esqueleto #8


O primeiro "Abanar o Esqueleto" do ano traz uma música das minhas aulas de Zumba. Na realidade, é a minha música mais que preferida destas aulas! Gosto tanto desta música que não a consigo ouvir sem começar a fazer a coreografia. Tanto assim é que o marido já passou vergonhas no Colombo aqui há umas semanas (perdão, maridão!)

Vamos lá começar o ano com boas vibrações:



Catarina

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Cacifo-polibã ao poder!



Já não sou como dantes. Dantes ia toda vestida para o chuveiro. Trocava os ténis pelos chinelos. Pegava na toalha e no shampoo, mas ia vestidíssima até aos chuveiros. 

Vinte e um quilos depois, pelo menos já dispo a T-shirt. Na parte de cima já vou só de soutien. No entanto, ainda não consigo deixar as calças no cacifo. Lá vou eu de soutien desportivo e calças de fato-de-treino para o chuveiro. 

É a mente de uma pessoa gorda. De uma pessoa que, durante anos, teve vergonha de mostrar o seu corpo. Não sei se alguma vez vou conseguir quebrar a barreira das pernas. Sempre foram o meu grande busílis. Acho-as muito brancas, para começar, e depois, claro, celulite! Buuuh para essa malvada!

Depois, ao regressar do banho, é ver-me toda enrolada numa toalha gigante a levar com mamas alheias na cara a tentar chegar ao meu cacifo. Eu gosto de mamas. Das minhas. Com a das outras posso eu bem passar sem ver…

Na Rapid Fit & Well, onde faço as sessões com o fato de electroestimulação muscular, outra das mais-valias (são muitas, eu sei!) é o facto de o cacifo onde deixamos as nossas coisas ser também o sítio onde vamos tomar banho. É assim uma espécie de cacifo-polibã. Uma pessoa tem espaço para se vestir, para deixar as coisinhas e, claro, para tomar banho e estar nua à vontade!
Apesar de os balneários serem à Ally McBeal (leia-se, mistos), cada “mica” (como lhe chamo) tem tanta privacidade que nem pensamos se o vizinho do lado é homem ou mulher.


Não sei se há mais ginásios assim, mas, pelo menos por onde tenho andado, este é de facto muito único nesse campo. E a gordinha que há em mim adora a privacidade extra!

Catarina

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

És tu, Fernando?



Tenho muita pena de ter ido ver esta peça no penúltimo dia em que esteve em cena. E digo isto não por não ter gostado dela, mas porque queria ter gritado ao mundo para a ir ver... e agora já passou. É que, podendo, diria aos meus amigos para a irem ver por ter gostado tanto. E aos meus inimigos também, para lhes mostrar como, apesar de não gostarem de mim, eu lhes dou um miminho à alma. 

"O Ano da Morte de Ricardo Reis", a partir do romance de José Saramago, é um espectáculo de Hélder Mateus da Costa, esteve em cena no teatro A Barraca, e vai continuar "em carteira" para viajar pelo País, por escolas, festivais, etc., e tem um elenco que, só não digo de luxo, porque acho que essa expressão na realidade quer dizer que é um elenco com caras da televisão ou assim. 
Este é um elenco de luxo porque estão de facto todos muito bem. Tão bem que chegam a ser injustas as minhas próximas linhas, mas confesso que, quando ele entrou em cena, só tive olhos para ele.
Falo de Fernando Pessoa, aqui trazido até à minha frente pelo grande Ruben Garcia. Já tinha visto imagens da peça na imprensa, mas vê-lo ali, à minha frente! Ouvi-lo! "Caramba! És tu, Fernando?!" Mas não era. Era mesmo o actor, tão mudado, tão ele fora de si e dando-nos esta outra Pessoa... 
O Ruben, diga-se, é um pedaço de mau caminho. É daqueles homens que, fosse eu uma menina solteira, me faria virar a cabeça ao passar, talvez até acompanhado de um "benza-o Deus!" (Calma, Fernando Pessoa, tenho a certeza que também rodaria a cabeça por ti na rua, cá beijinho a mim!) Aqui, nesta peça, o Ruben está tão outra Pessoa que nem o reconheci. Procurei por ele, mas nada. Só o Fernando. Nada de Ruben. E acho que este será o melhor elogio que lhe poderei dar. Ri-me como não me ria no teatro há muito tempo. Sonhei. Dei a mão ao meu Fernando Pessoa. Recordei aquele que já foi o meu heterónimo de eleição (hoje em dia, vai-se a ver e estou mais numa de Alberto Caeiro), Ricardo Reis, que, diga-se, nunca mais vou conseguir ler nada dele sem pensar no Adérito Lopes, que lhe deu a pele e a alma nesta peça. 
Da próxima vez que pegar num livro do Pessoa vou-me lembrar do Ruben, tenho a certeza. 
Da próxima vez que ler Ricardo Reis vou ouvir a voz do Adérito, tenho a certeza também.

Faz tão bem à alma ir ao teatro! Devia existir um ginásio em que desse para "malhar" enquanto se via uma peça! Isso é que era! A junção perfeita de "mens sana in corpore sano". 

Deixo-te esta ideia, mundo. E não tens de quê!

Catarina


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Poema de (muita) dor… e (um ligeiro) amor


Diz que no dia 2 de Janeiro se celebrou o Dia do Personal Trainer! “Shame on me” que não sabia e deixei esse dia passar em branco! Já apontei na agenda para me lembrar para o ano, até porque acho que a nossa relação é para durar.
Mas como não quero esperar até ao ano que vem para celebrar os meus treinos com o Pedro, deixo-lhe aqui um poema, intitulado: 

“Poema de (muita) dor… e (um ligeiro) amor”

Fazes-me gritar e gemer
E não é por prazer
É mesmo aquele esforço extra
Que me deixou à rasca


Quando estou ao pé de ti, até as pernas me falham
Ah, espera, é só dos 500 agachamentos que me calham!

Enganas-me, aldrabas-me, intrujas-me
Dizes que o haltere tem 5 quilos, mas vai-se a ver são 12!
Contigo, uma hora passa a correr
E é com gotas fartas de suor na minha cara a escorrer

Quando estamos a treinar
(vá, eu, porque o menino nem um quilo levanta),
só me apetece começar a gritar e a espernear
Mas depois lembro-me da minha pança...

... Espera lá que a barriga está a desaparecer
E será pelo teu belo parecer?

Puxas por mim quando estou quase a desistir
Fazes-me superar-me, fazes-me resistir!
Chamas-me "linda menina" quando estou a conseguir.
Para chegar ao Biquíni é sempre a seguir!

Agora, antes de começares a berrar,
deixa-me mas é descansar
Se até um poema te faço
tenho direito ao menos a diminuir o passo!

Personal trainer do meu coração,
do meu fígado, dos meus pulmões, do meu corpo em recuperação,
Obrigada por seres um chato
E por puxares por mim quando eu não desato.




Catarina

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Um frasco cheio de boas intenções



Há sempre resoluções de Ano Novo. É inevitável, certo? 
O ano passado, a minha grande resolução não foi a dieta, mas sim juntar dinheiro num jarro. A ideia era começar com dois euros, depois quatro, depois oito... Já perceberam a ideia. Confesso que desisti na segunda semana. Raramente tenho trocos, por isso os quatro euros nunca chegaram ao frasco. 
Ainda o mantive intacto em cima da mesa com os dois primeiros euros do ano durante uns valentes meses, mas quando precisei dos dois euros para estacionar o carro em Lisboa, o frasco foi para o lixo assim como as expectativas de juntar lá dinheiro.

A resolução deste ano também envolve um frasco, mas espero mantê-la nestes novos 12 meses que a vida nos trouxe.



A ideia é, todas as semanas, escrever num papelinho uma coisa boa que tenha acontecido durante esses sete dias e guardar no frasco. No fim do ano, a ideia é ter um frasco cheio de coisas boas que, apesar de tudo, nem nos lembramos que elas aconteceram!

O papelinho desta semana já está escrito, mas vem com "delay" de mais de três décadas. Afinal, faz hoje 33 anos que nasceu o homem da minha vida. É sempre um bom motivo para escrever num post-it: "faz hoje 33 anos que o meu amor nasceu!"

Parabéns, marido! E que o nosso frasquinho se encha de coisas boas este ano!

Catarina

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Ando com umas ideias na cabeça...

Por andar sempre a tirar fotografias aos treinos e a fazer filmagens para partilhar convosco, tenho-me apercebido que... ando sempre com o mesmo penteado! E por várias razões:
  • É prático.
  • Eu sou preguiçosa no que toca ao meu cabelo.
  • Tenho o cabelo comprido e assim ali bem amarrado num totó alto não me atrapalha.

Eis as razões do rabo-de-cavalo-aninhado em todos os treinos!

Mas agora que me obrigo a mostrar ao mundo os meus treinos, parece que estou sempre igual...
Nada como ir ao Pinterest e procurar uns quantos penteados alternativos para usar no ginásio (e alguns até fora dele!). Deixo-vos os meus favoritos. O que acham deles?





O meu favorito <3 



Catarina
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...