domingo, 5 de março de 2017

Eu tenho dois amores na Rapid FIT&WELL


Já aqui vos disse que tive de "partilhar" o Hugo na sessão da semana passada e, como tal, treinei com a outra cara laroca da Rapid FIT&WELL de Campo de Ourique, o Carlos. 

O que vos posso dizer sobre o Carlos? Bom, para começar, é um irrequieto de primeira, o que, para mim, são logo pontos extras. Acho que quem tem calma não tem alma, como diria o Fernando Pessoa, e ele é o oposto disso. É uma "alma nova" num corpo cheio de energia e, ainda por cima, dá treinos com o tal fatinho mágico da electroestimulação muscular. Parecem um "match made in heaven".

Começou logo por me avisar que ia puxar por mim! Desafio aceite, Carlos! Mas mal eu sabia o que me esperava...
Deu-me a escolher entre dois treinos: (St)ab Strenght ou o TEA (treino de estrutura axial), carinhosamente chamado de Hora do Chá.
Como o Hora do Chá me pareceu um nome muito fofinho e com "água  no bico" (because "tea"), optei pelo (St)ab Strenght o que, olhando para essa escolha agora, me faz pensar que foi a menos correcta... É que, hoje é domingo, o treino foi na quinta-feira, e ainda sinto os meus músculos para lá de doridos. Sim, é brutal, das melhores sensações do mundo, mas quando vos derem a escolher entre um Chá e um "stABing", escolham sempre o Chá... Quer dizer, acho eu!

Sei que tive ali momentos em que o corpo (e a força) me falhou, mas o Carlos é um optimista e esteve sempre ali a torcer por mim, a ajudar-me e a amparar-me. Até me senti uma atleta olímpica, de verdade! É um profissionalão!

Acaba por ser interessante trabalhar com outras pessoas, para receber diferentes estímulos. Foi mesmo um gosto trabalhar com ele. É caso para dizer que tenho dois amores na Rapid Fit! (Bom, na realidade são mais amores, que a equipa é toda um mimo, e o meu coração é grande para todos).

'Bora lá, Carlos! Estou ansiosa de beber um chá contigo da próxima vez... Ou será que não estarei?

Quando o cabelo torna alguém mais alto que eu!
Catarina

sábado, 4 de março de 2017

Abanar o Esqueleto #16


Para o Abanar o Esqueleto desta semana, trago uma música que as memórias do Facebook me mostraram que uma amiga tinha gostado de eu ter publicado aqui há uns quatro anos.

Até aqui, nada de novo, não fosse essa amiga ser uma das pessoas que, sem me aperceber, fui perdendo o contacto depois dos tempos de faculdade. E foi uma pena porque nós éramos, realmente, unha com carne. Ela era dos meus primeiros pensamentos ao acordar e o (pouco) saldo que tinha no telemóvel naquela altura era quase todo gasto a trocar mensagens com ela. Sabíamos o que cada uma pensava com um simples olhar, partilhámos mães, avó e avô, partilhámos dormidas na casa uma da outra, saídas loucas, aventuras mil. Éramos primas de alma, não de sangue, mas éramos família. Vivemos intensamente e, "parvamente", deixámos esta amizade desfalecer sem razão...

Abençoados 32 anos, que põem tudo em perspectiva e se passei 10 anos a receber mensagens do universo (como aquele "Like" dela deixado nesta música no meu mural e que ontem o Facebook me relembrou), ainda bem que a idade e a tranquilidade me fizeram ir falar com ela a semana passada. Mudar de vida também é isto.

Esta semana foi o nosso reencontro. Um almoço de uma hora que pareceu ter nele os tais 10 anos perdidos... Ainda lhe reconheci todos os traços na sua cara, no seu entusiasmo a falar... E o bom que foi sentir que ainda éramos nós. Que ainda somos nós, as primas! 

Como pergunta o tio Ben Harper nesta música "Will I see your face again?" Ao que posso seguramente afirmar: sim! Vamos olhar para a cara uma da outra até sermos velhinhas. Disso não tenho dúvidas...



Bom fim-de-semana

Catarina

quinta-feira, 2 de março de 2017

Dona Judite a tomar conta da Rapid FIT&WELL de Campo de Ourique... e do meu coração

Quando me perguntavam o que queria ser quando fosse grande, queria ser muitas coisas. Já aqui confessei, cabeleireira-arqueóloga era a combinação perfeita, mas também queria ser professora de dança e astronauta (lá ia eu a bailar pela Millennium Falcon). O que nunca me passou pela cabeça era o que queria ser quando chegasse à terceira idade. Ou melhor, como queria ser quando chegasse à terceira idade.

Antes da minha sessão de hoje da Rapid FIT&Well de Campo de Ourique, assisti ao treino de uma senhora de 87 anos de idade, a Dona Judite, que, além de me deixar o coração e a alma aquecidos, me deu uma certeza: quando chegar à terceira idade, quero ser como ela (e basta ser só um bocadinho como ela que já é muito).

Claro que ajuda este conceito de ginásio estar ao pé das pessoas, nomeadamente numa zona mais envelhecida da cidade de Lisboa como é Campo de Ourique. Logo aí, pontos extras para este “ginásio de bairro”. Mas a realidade é que a iniciativa de entrar no centro da Rapid e de querer experimentar algo que, à partida, lhe poderia “causar espécie”, foi da Dona Judite. Ela lá sentia que o corpo não estava a responder à vivacidade da mente e sendo os benefícios de treinar de fato mais que muitos, porque não arriscar?

Toda a equipa do centro Rapid foi para lá de ternurenta para com a Dona Judite. Quer dizer, eles são assim com toda a gente, que eu já o comprovei, mas claro que ter uma senhora de, repito, 87 anos a treinar, é de mimar mais um bocadinho e eu, enquanto cliente do espaço, não fiquei nada enciumada (e olhem que ela até treinou com o "meu" Hugo, mas a realidade é que com ela nem me importo de o partilhar)!

Geringonça deixada de lado, como a Dona Judite chama à bengala, e foi hora de vestir o fato e “treinar”. Depois de algumas tentativas falhadas de sentir os impulsos (o Hugo foi aumentando a potência devagarinho), o primeiro “Ui!” fez-se ouvir. Já estava a funcionar! Máquina calibrada e pronta para esta acelerada senhora começar a treinar. E “acelerada” é mesmo a palavra certa para a descrever! O Hugo bem lhe dizia “devagarinho, Dona Judite”, mas ela mais parecia estar ligada à electricidade de tanta energia que trazia aos exercícios! Os 20 minutos de treino fizeram-se com a Dona Judite a ser nota 10 o tempo todo. Bravíssima!

Aqui vos deixo um pequeno vídeo para verem a genica de que vos falava. Está prometido mais um mês de treinos e eu conto estar lá para a ver brilhar e partilhar convosco esta força da natureza. Confesso que me deixei apaixonar por ela.



Aquela ternura que vos falava, acho que está mais do que implícita nesta fotografia...
No final, ainda dançámos os quatro ao som de Demis Roussos, algo que, foi mais do que visível a todos, deixou a Dona Judite feliz e, confesso, a mim também.

Existissem mais pessoas assim, é o que vos digo! Com vontade de melhorar. E não falo só de terceira idade, isso é um pormenor. A nossa força está na mente, a nossa idade é a que nós nos damos a nós mesmos e, hoje, ao lado da Dona Judite, do Hugo e do Carlos, tivemos todos “sweet sixteen”.


Catarina


quarta-feira, 1 de março de 2017

Confissões, confissões...


Adoro comer.

Aí têm a confissão.

Mas não é aquele comer alarve; aquele comer só por encher a cara (e a boca... e o estômago...) de comida só porque sim! Gosto de comer porque gosto de comer. 

Gosto de tentar descobrir os ingredientes que compõem um prato. Gosto de conhecer coisas novas e de saborear sabores antigos. Gosto de elogiar quem cozinha e saber as razões pelas quais elogio, ou seja, tenho de provar bem provadinho! Gosto de perceber porque é que determinado prato falhou... ou resultou. Gosto de ir provando à medida que estou a cozinhar. Gosto de usar temperos. Gosto de inventar na cozinha e gosto de seguir receitas. Acho mesmo que tenho um masterchef frustrado dentro de mim.

Gosto de comer e gosto que isso seja um prazer da vida e não apenas uma necessidade para me manter viva. 

Assim como quando nos perdemos na leitura de um livro, mesmo quando já é quase a manhã do dia seguinte e as remelas do sono que ainda não dormimos se formam à volta dos olhos e nós sabemos que nos vamos arrepender de não pousar o livro e dormir, assim sou (era?) eu com a comida, com o acto de comer. Compulsiva. Sempre só mais um bocadinho. Podendo, comia até o estômago doer. Comia até não conseguir mais pelo simples gosto que tenho em comer. É isso: pelo gosto em comer. 

Mudar de hábitos alimentares foi mil vezes mais difícil que todas as dores que senti ao começar a fazer exercício físico. Nos períodos de maior privação de "badochices" até o chocolate, essa "coisa" que eu não gosto, era alvo dos meus desejos. 
Foram tempos difíceis, os do desmame à comida farta. Mas consegui. Sei que hoje em dia olho para o que como, saboreio com todos os dentes e com toda a língua o que como e até, confesso, sou mais feliz na hora de comer. Claro, sinto falta de grandes pratadas, de comer pão só porque me apetece, mas a realidade é que mesmo o meu estômago está já menos resistente a esses ataques de gula.

Mas, para sempre, sei que uma das grandes paixões da minha vida é o simples acto de comer. E que esse acto, quando mal ponderado, é a diferença entre o que eu já fui e onde cheguei agora... e onde quero chegar. 

Mas fica a confissão: adoro comer.

Catarina


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

É Carnaval... al al al!


Posso dizer que já não falta tudo... pelo menos uma T-shirt com o Biquíni Dourado já há em mim!

Bom Carnaval! 
(Para o ano espero já estar com o verdadeiro d'O Biquíni vestido).





PS - ODEIO o Carnaval...

Catarina

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

CinePop: o ritual de passagem que me faltava



É raro, muito raro, folgar ao domingo. Já não sei o que é um domingo “normal”, de ir passear com a família à beira-mar, estar com os amigos na esplanada ou ir ao futebol, há muito tempo.

Fui ao cinema. Tão simples, certo? Mas revelou ser uma experiência normal que se tornou anormalmente especial. Mais concretamente, fui experienciar o CinePop, iniciativa com o dedo mágico do Nuno Markl, que, em última análise, como o exercício físico, também o Markl é bom para o coração, de tantas alegrias que nos dá.

Para quem não conhece, o CinePop trata de trazer, aos domingos, para uma sala de cinema “à séria” filmes de culto mais antigos. Tive uma sorte daquelas que, ainda por cima no primeiro domingo que tive livre, ter calhado passarem um dos filmes dos meus dois heróis de eleição: Indiana Jones (quando era miúda quis ser cabeleireira-arqueóloga. A primeira opção porque achava que não tinha que estudar muito, a segunda porque achava que quem estudava muito acabaria super charmoso que nem o Indy) e o Harrison Ford (que é só assim o ser humano que tenho mais ganas de conhecer de sete mil milhões que o planeta Terra tem!). O filme era o Indiana Jones and the Temple of Doom e, dado ter estreado no ano em que eu nasci, como devem calcular as minhas lembranças do seu visionamento são todas em 16’x9’. Nunca pensei ver o Indiana Jones daqueles tempos assim em tamanho XXL.

Entre a plateia (de uma casa muito, muito composta) estavam das mais variadas gerações: desde quem com certeza terá ido ao cinema na década de 80 ver o filme e agora resolveu voltar para trazer os filhos e os netos, a crianças, adolescentes e nós, os jovens adultos a quem, finalmente!, nos deram a oportunidade de assistir ao Indiana Jones no cinema, quase numa espécie de ritual de passagem, só que para a nossa juventude. Foi uma experiência do caraças!

(Re)viver estas aventuras rodeada de tanta gente quase me deu a sensação de estar a ver o filme pela primeira vez. Os meus risos eram os nossos risos, os meus medos eram os nossos medos, o meu alívio foi o nosso alívio e as minhas palmas no fim foram as nossas palmas no fim. Relembro, de um filme de 1984.


Se quiserem, espreitem a programação. Em podendo, voltava já no próximo domingo, e no outro, e no outro… ainda por cima, todas estas sensações por troca de €4. Não me digam que não é motivo para fazer 30 flexões de felicidade?

Catarina

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Abanar o esqueleto #15

Durante anos, andei atrás destes senhores que nem uma abelha atrás de pólen. Fui a concertos, encontros, festivais, lançamentos de livros, lançamentos de álbuns, peças de teatro (sim, que ainda assisti a uma ou duas peças sobre a vida destes senhores)... onde eles estavam, era seguro que eu estaria por perto.

Os tempos de faculdade passaram, e esta minha ânsia de os ver acalmou. 

Na quinta-feira, durante a aula de Cycle, eles ecoaram no Estúdio 3 e, qual não foi o meu espanto, quando dei por mim a trepar uma montanha ao som deles. E não é que combina? Combina tanto que de tão embrenhada que estava a cantarolar as suas músicas (em voz alta), continuei a trepar a montanha, mesmo quando já toda a gente estava de rabo sentado na bicicleta.

É que, coincidência das coincidências, esta é das minhas músicas favoritas dos Xutos & Pontapés!



Bom fim-de-semana!


Catarina

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A minha imagem de marca

Eu e o meu cabelo temos uma relação complicada. Eu até gosto dele, que gosto. Regra geral, cheira sempre bem, é assim comprido, ondulado, e dá-me um ar de amazonas que eu bem gosto. É quase a minha imagem de marca, o meu cabelo. (Ainda no outro dia um colega disse-me que me reconheceu no carro por causa dos caracóis dos cabelos aos saltos.)

Mas já uso o mesmo penteado há tantos anos que acho que está na hora de mudar. Mas (há sempre um mas) o meu cabelo, mais que um acessório de moda ou engate, é mesmo a minha maior manta. Serve para me esconder do mundo. Para me deixar refugiar atrás de uma cortina morena, num palco só meu. E é por isso, e só por isso, que o continuo a usar assim. Comprido.  

Prometi a mim mesma que, quando chegasse aos 30 quilos perdidos, ia ao cabeleireiro resolver isto. Até já sei o corte que quero, bem mais pequeno, até porque, nesta vida de ginásio, um cabelo mais curto é tão mais prático e poupa imenso tempo em lavagens e secagens! Mas falta chegar aos 30 quilos perdidos… claro que não é uma lei. Não vou presa se o for cortar agora aos 24 quilos perdidos… mas sempre vi os 30 quilos como um marco. Bem sei que, mesmo com 30 quilos a menos, ainda não vou estar fit, longe disso, mas é uma conquista, o chegar aos 30 quilos, e merece uma mudança!

Quando cheguei aos 20 quilos perdidos, mudei de óculos. Comprei uns bem mais pequeninos, uns que não dessem para me esconder tanto a cara.

Quando chegar aos 30 quilos perdidos, mudo de penteado.

Mas… até lá, vou continuar a ter “bad hair weeks” como esta. Sim, porque se lhe estou a dedicar todo um artigo, é porque esta minha gadelha esta semana está-me a deixar os cabelos em pé!



Catarina


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Desafio Fit 1632 Horas - as primeiras semanas


E perguntam vocês: "Como é que está a correr o Desafio Fit 1632 Horas, Catarina?"
Ao que eu respondo assim:


Acho que não me estou a sair nada mal! A realidade é que me transformei numa pessoa viciada em fazer exercício físico e há dias em que, mesmo cansada, lá vou fazer mais uma aulinha ou duas... Os dias em que tento não fazer, para estar mais com a família, é mesmo ao fim-de-semana porque, caso contrário, acho que estaria com mais umas Etiquetas do que as que tenho... É mais forte do que eu!

No entanto, relembro que o Desafio da querida L. vai durar mais dois meses, por isso, ainda tudo pode mudar!  

Mas que isto me está a dar um gozo, está! E "obriga-me" a fazer algo que não fazia dantes: andar sempre com o smartphone atrás para fotografar o meu dia-a-dia do ginásio! E tem dado fotografias engraçadas. (Quando o desafio acabar, prometo que faço aí um apanhado.)

Catarina

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Mente criminosa...





Assim funciona a mente de uma pessoa gorda, a minha, pois claro:

prometi a mim mesma que, quando chegar aos 27 quilos perdidos, vou comer um bolo de aniversário daqueles com doce de ovos, sabem?

E sim, sozinha.

Shame... shame... shame...

Mas mal posso esperar...


Catarina


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

De caneta e haltere na mão




Quando comecei o blogue, pensei que rapidamente me fosse arrepender da "temática" escolhida: "Pronto, OK, vou partilhar que perdi peso e que vou ao ginásio, vou ficar sem assunto em menos de nada, mas vou arriscar", pensei na altura.

E ainda bem que o resolvi fazer. É muito mais que só essa partilha, este meu blogue, é a descoberta constante, quase diária, do gosto que é ter decidido mudar de vida. São os pequenos tudos, os pequenos nadas deste corre-corre diário de ir ao ginásio, de mexer, de experimentar coisas novas, de lidar com tanta e boa gente (no ginásio e aqui na blogosfera).

Há sempre coisas para contar. Estou tão focada em mim e neste objectivo que tenho que não há como fugir do assunto "eu" todos os dias. É esta a minha vida agora e claro que há assunto! Se há!

Tivesse eu uma caneta e um papel sempre comigo e vos garanto que tinha muito para vos contar. Há quem seja mais criativo quando vai a conduzir, a tomar banho ou até a fazer o amor, acontece que comigo eu sou mais criativa quando estou na passadeira. É verdade. Aquele ramerrame da passada despoleta em mim o heterónimo Biquíni e fico cheia de ideias e vontades de escrever sobre tudo e nada da vida de ginásio (ou será o subconsciente a mandar-me sair da passadeira?!)

Claro que não dá muito jeito escrever naquela altura, certo? Mesmo no smartphone já se mostrou difícil de o fazer, afinal, uma pessoa já está ocupada em andar, manter-se de pé, equilibrar-se, respirar, ter a certeza que não põe um pé fora da passadeira, observar quem passa, ouvir a música de fundo, pensar que tem fome, pensar que tem sede, pensar que tem calor, pensar que ainda tem os pés frios... uma canseira de coordenação! 

Mas acho que está a correr bem esta minha/nossa partilha. Não encaro de todo vir aqui como um sacrifício, é quase como o arrumar do saco do ginásio ao fim do dia. 

Vir aqui é quase a conclusão do meu dia de actividade.

E de pensar que há pouco mais de um ano a minha vida era tão diferente...

Catarina


domingo, 19 de fevereiro de 2017

Catch me if you can!

Não partilhei com ninguém o que ia fazer ontem, muito por medo de falhar. Mesmo tendo dois PT a tratarem de mim, nem a eles contei o que ia fazer. 
Sim, já me sinto ligeiramente mais confiante na minha pele, mas ainda há muito a melhorar e eu achava mesmo que, das duas, uma: ou me ia dar um piripaque a meio e me ia ficar logo ali em modo "adeus mundo", ou então iria discretamente desistir, tirava o dorsal e ia à minha vidinha com uma assobiadela para o lado como quem foi só ali ver as vistas.

Mas a realidade é que, ontem, completei a minha primeira corrida! Foram 7 (SETE!!) quilómetros em 50 minutos. E o mais importante: não fui última e ... não desisti!

Caramba! Foi uma sensação do caneco. Quando vi a meta parecia que, de repente, tinha energia para correr mais sete quilómetros (ou pelo menos para correr até ao meu carro, que estava logo ali, e andar nele os tais sete quilómetros)! 

Nunca pensei conseguir chegar ao fim. Sim, bem sei que me inscrevi numa Meia Maratona, mas isso é quase uma brincadeira. Vou mais pelo convívio, pela ideia de passar a ponte 25 de Abril a pé e não tanto por uma de correr! Mas ontem eu ia determinada. Queria mesmo conseguir chegar ao fim. Claro, abrandei em algumas partes (ainda por cima estava um vento que eu sei lá!), mas corri quase tudo em bom correr.

Durante a corrida, passam-nos tantos pensamentos pela cabeça que, honestamente, nem dei pelos quilómetros passarem. Quando corro na passadeira do ginásio, estou tão distraída a ver as televisões que nem me apercebo que ESTOU a correr. Ontem, a conversa foi outra: senti o chão, senti as poças, senti o vento, senti o frio, senti o calor, senti o sol, senti o coração aos pulos, senti os gatinhos nos pulmões... senti a determinação para chegar ao fim.

Mesmo sem ninguém saber, a minha vontade em não desiludir foi superior às dores que senti ontem (e que ainda sinto hoje, UI!). Corri com o objectivo de, assim que chegasse a casa, dizer ao Hugo e ao Pedro "Olhem o que a vossa menina querida fez!" São as duas pessoas que, neste momento, menos quero desiludir. Sem saberem, que não souberam mesmo (bandida, eu!), deram-me uma força extra, deram-me a mão a corrida toda e estiveram a puxar por mim.

Ser PT também é isto: inspirar as pessoas! E, fogo!, quando for grande, quero ser como eles! <3





E agora, cá vou eu:





Catarina

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Abanar o esqueleto #14

Esta música passa no ginásio todos os dias que treino com o Pedro. E quando digo todos os dias, é mesmo TODOS OS DIAS. 

Não sendo uma letra assim positiva por aí além, a realidade é que a voz desta senhora é tão poderosa que dá vontade de agarrar todas as nossas forças durante o treino e conquistar os nossos objectivos. Ainda por cima, ela neste vídeo até tem tons de dourado vestidos... Há lá razão mais bonita para se chegar ao meu blogue? 
Força e Dourado... (Sem querer, fui parar de novo a Star Wars, sentiram?)

Bom fim-de-semana!



Catarina

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Estou apaixonada...

Estou apaixonada
Sinto borboletas no estômago a olhar para ela, para essa pessoa que me deixa de sorriso encavacado, que me faz desviar o olhar quando os nossos olhos se cruzam.

Estou apaixonada
Dou por mim a pensar nela, nessa pessoa, e, quando não penso nela, refaço mentalmente esses momentos sem "nós" e, como que por magia, "nos" coloco neles.

Estou apaixonada
Anseio por conhecer aquele corpo, por desvendar os seus contornos, por olhar para ele sem filtros e tê-lo como meu.

Estou apaixonada
Preciso de partilhar com o mundo este amor que me cresce apesar de o querer só meu.

Estou apaixonada
Quero fazer bem a essa pessoa, quero fazer essa pessoa sorrir, quero sorrir com ela, quero tratá-la bem, dar-lhe o que merece, fazê-la feliz, deixá-la orgulhosa.

Estou apaixonada
Danço ao som de músicas que não se ouvem! Viajo por sítios que não conheci! 



Estou apaixonada
Falta-me o ar, enchem-se os pulmões! A comida sabe melhor, as cores estão mais luminosas, os cheiros estão mais doces!

Estou apaixonada
Penso no nosso futuro Dourado com expectativa, tremo com o nosso presente e já consigo sorrir para o nosso passado.

Estou apaixonada
Nos dias em que não a vejo, procuro na mesma o seu doce mas guerreiro olhar no meio da multidão, no meio das sombras, no meio dos reflexos... 

Estou apaixonada
Parece que partilhámos já uma vida e, ao mesmo tempo, sinto que ainda não a conheço… ou será que não a reconheço?

Estou apaixonada
De um amor egoísta, que só a mim traz felicidade.

Estou apaixonada




Estou irremediável, inequívoca, completa e até inocentemente, e cheira-me que agora é para sempre, apaixonada…  por mim. 

E não há melhor sensação no mundo!

Catarina

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Dia de mudanças intestinais




Inevitavelmente, tinha que acontecer falar disto aqui no blogue. Afinal, este meu percurso tem altos e baixos... e há algumas coisas em mim que não querem ir para baixo.

Tenho problemas relacionados com as minhas necessidades fisiológicas sólidas. Pronto. Está aí no mundo a informação. Espero que tenham percebido a metáfora, porque a realidade é que este é um assunto um pouco frágil e malcheiroso.

Consigo passar dias sem que algo aconteça, o que quer dizer que a minha barriga está muitas vezes inchada. Como devem calcular, isso é muito o oposto do que eu procuro! Acho que deverá estar relacionado com o facto de ter problemas de tiróide, mas o certo é que, nesse departamento, e comigo, é tudo muito lentinho. É uma chatice.

Já experimentei beber água quente em jejum, já cortei por completo o leite da minha alimentação, já como kiwis ao pequeno-almoço, tento comer mais fibra e beber chá de cardo mariano antes de ir dormir, enfim! Todas as mezinhas possíveis eu já experimentei, mas o resultado é sempre o mesmo: nada.

Resolvi arregaçar as mangas e procurar ajuda. Sinto mesmo que estou a fazer tudo bem a nível de exercício físico, mas que o problema estará mesmo na alimentação e eu não estou (estava) a conseguir desenvencilhar-me sozinha.

Por já ter ouvido falar que era "a dieta certa" e saber ser de confiança, foi ao site da Yellow Natura ver o que me poderia ajudar a solucionar este grande problemão. Ao andar pelo site, descobri ainda o serviço de Consulta de Nutrição Emagril, e, como têm centros espalhados por todo o País, e, por sinal, um até bem pertinho de mim, resolvi marcar. 

Além de ser uma querida e super boa onda, a doutora da Emagril abriu-me todo um novo horizonte. Por exemplo, disse-me que preciso de ingerir mais energia ao pequeno-almoço e as DUAS maçãs ao jantar são para esquecer, entre outras questões. O ponto alto da consulta devo confessar que foi pesar-me. Quem diria? Ficar contente com uma pesagem… Mas é que, sabem?, já cheguei aos 24 quilos perdidos! Uf!



Portanto, além da dieta alimentar, a doutora aconselhou-me quatro produtos para ajudar ao meu mal maior. São eles:

Hepadrenol Xarope 

Fast Detox

Lax Extreme

Emagril Ventre Liso



Daqui a duas semanas volta a ter consulta para ver como está a correr a limpeza de metabolismo. Claro que, como sempre, vocês vão ser os primeiros a saber os desenvolvimentos! E... torçam por mim: que sejam desenvolvimentos muito malcheirosos!
  
Catarina

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A dominar o Agarra-te às Paredes!

Este vídeo já é de ontem, mas como ontem foi dia de encarnado-paixão, exacto, dia de jogo do Glorioso, sei que vocês estavam distraídos com outras coisas, daí só publicar hoje.

Mas se neste artigo vos narrei as minhas desventuras com a meia-bola azul e do meu problema com alturas, hoje mostro-vos como já começo a dominar "a bicha".


Sim, ao início ainda precisei bastante da ajuda do Hugo (lá está o "Agarra-te às paredes" da minha avó!), mas convenhamos que até me comecei a sair bem. Não sei como vão ser os próximos treinos na Rapid FIT&WELL, mas começo a torcer que sejam com bolinha azul...
Ainda hei-de conseguir estar tão natural em cima dela como no chão!

PS - Comecei a treinar na Rapid FIT&WELL com um fato tamanho L. Já vou no S! Claro que quando tiro o fato, há tipo uma explosão de banhas e de alívio em mim, mas a ideia é o fato estar mesmo justo, justinho. Venha o XS!

Catarina

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

TAG: 11 Factos Sobre Mim

Vou-me estrear a responder a uma TAG, para a qual a querida do blogue As Coisas Dela me nomeou. Tive IMENSA dificuldade em responder a este desafio, porque parecia que não tinha nada de interessante para dizer em relação à minha pessoa, mas lá arranjei estes 11 pontos que dão o nome à TAG “11 Factos Sobre Mim”.

Eis as regras:
  • Escrever 11 factos sobre mim;
  • Responder às perguntas feitas pela pessoa que me nomeou;
  • Nomear 11 a 20 blogues com menos de 200 seguidores;
  • Fazer 11 perguntas aos blogues nomeados;
  • Colocar o selo da Liebster Award;
  • Linkar a pessoa que me nomeou.

 

1 – Aqui há uns anos, depois de uma viagem até Budapeste, resolvi aprender húngaro. Tive um ano  a estudar a língua que, dizem, é a única que o diabo respeita.

2 – Faço voluntariamente a produção de um grupo de teatro.

3 – Apesar de adorar viajar, odeio andar de avião.

4 – ADORO o Zlatan Ibrahimovic <3

5 – Este blogue até pode ser dourado, mas a minha cor favorita é o roxo.

6 – O Charlie Chaplin é, desde que me lembro, o meu herói.

7 – Tenho sempre as mãos quentes e, quando não tenho, é mau sinal: estou a chocar alguma.

8 – Odeio chocolate. Só o cheiro…

9 – Já fiz parte de um coro cujo reportório era ópera, e até chegámos a gravar um CD em Bordéus, França.

10 – Tenho 1,83m de altura.

11 – Não gosto do meu segundo nome... Para ser honesta, negligencio-o tanto que às vezes nem me lembro bem qual é!


Além deste 11 factos, ainda tenho 11 perguntas a responder:

1 – O que mais te cativa no mundo dos blogues?
A partilha. Tanto minha como dos outros.

2 – Se me pudesses dar um conselho, qual seria?
Diz-nos o teu nome! Só o primeiro! 

3 – Se fosses convidada a criar um prato e/ou bebida, qual seria a tua combinação perfeita?
Tinha de ter pão. E queijo. Pão com queijo! Gosto tanto! Vocês sabem lá!

4 – Filmes, séries ou livros e porquê?
Como este meu blogue é inspirado num filme, tenho de escolher filmes!

5 – Qual o local que mais gostaste de visitar dentro e fora de Portugal?
Em Portugal, gosto muito do Porto.
Fora de Portugal, adorei conhecer Fez, em Marrocos.

6 – Sentes-te realizada?
Acho que estar realizado é sinal que já temos tudo na vida e que não há nada mais para lutar, alcançar, portanto, não! Ainda tenho muito que fazer!

7 – Qual é o teu maior objectivo de vida?
O BIQUÍNI DOURADO DA PRINCESA LEIA!

8 – O teu ídolo e porquê?
A minha mãe. Porque me educou sozinha, quando a sociedade lusitana ainda desconfiava (se é que não o continua a fazer) de uma mulher divorciada a educar a filha sozinha. É a maior, a minha mãe!

9 – O que mais gostas de fazer no teu dia-a-dia?
Dançar!

10 – Produtos e marcas sempre de marca ou nem por isso?
Estou nem aí! Quanto mais barato, melhor, dentro do aceitável de ser usado, com certeza!

11 – O que não pode faltar no teu roupeiro?

Calças de fato-de-treino. Esta chuva não me deixa ter a roupa de ginásio em dia, a bandida!


E agora, as 11 pessoas que vou nomear, a quem faço as mesmas perguntas que me foram feitas, se quiserem responder! Caso contrário, só os 11 factos já é giro! 

  1. Um Lisboeta no Campo
  2. Linhas Cruzadas
  3. Nani Fonseca
  4. Life is Sweet
  5. From the Inside
  6. Viver Sem Ti
  7. Love Adventure Happiness
  8. Cof Cof Coquinhas
  9. Fofurices Triviais
  10. Fashion by Pio
  11. Trambolhão da Lua


Catarina

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Agarra-te às paredes!

Aqui há uns valentes anos, era eu uma gaiata mínima, por uma longa razão que não vale a pena contar, chateei-me com os meus avós. Fiz birra, vá. 

Quem conhece a zona de Campolide, em Lisboa, onde os meus avós moravam, saberá que tem ruas assim inclinadas. Inclinadíssimas! E eu, na minha birra, seguia à frente dos meus avós, indignada da vida em modo "ninguém-gosta-de-mim-sou-tão-infeliz-olhem-para-mim-a-ser-mimada". A minha avó, a tentar apaziguar a zanga, gritou-me lá de trás: "Não vens ajudar a avó a descer a rua?"
Ao que eu, do alto do meus 6/7 anos respondi: "Agarra-te às paredes!"

Até hoje (sim, até hoje), com os meus 32 anos, a minha avó continua a chamar-me "Ó Agarra-te às Paredes" quando me quer arreliar. 

Castigo do destino, hoje em dia tenho vertigens. É-me mesmo muito complicado descer escadas, saltar de um muro, caramba!, até se estiver em pé é-me difícil olhar para o chão (está lá longe, relembro que tenho 1,83m...). Ando sempre em modo "Agarra-te às paredes"... E quando digo sempre, sim, também quando treino. Se soubessem o difícil que era para mim descer de uma PASSADEIRA! Parecia que estava a saltar a Grande Muralha da China, eu sei lá! Mas já estou melhor. Quer dizer, vou estando. 

De vez em quando, deparo-me com bichos como este, que a Decathlon chama de "Pilates Balance Station Ginástica", mas que eu baptizei de "Lá está o karma a ser divertido."

A olhar para a imagem, até acho parva a dificuldade que tive das vezes que treinei com este bicho azul, mas a realidade é que tive.

Racionalmente, sei que, se cair, a queda nem será por aí além, claro. Mas, relembro, o chão está lá longe, caramba! E convenhamos que em cima deste "estrunfe wannabe" fico ainda mais distante dele, é o que é! Já para não falar da instabilidade que dá, obviamente. É o que vos digo: o karma a ser karma. 

Não há vez em que treine com isto que não ouça em eco, e com voz de gozo, a minha avó a dizer "Agarra-te às paredes!" 

Felizmente, há sempre um Hugo (relembro que com este moçoilo ainda por cima treino com o fato da Rapid FIT&WELL!) ou um Pedro ao lado, mas, se um deles não estivesse lá a postos para dar a mão, só tinha mesmo uma solução: agarrar-me às paredes!

Karma. É só o que vos digo.


Catarina

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Abanar o esqueleto #13

No bairro onde cresci, eu e a minha vizinha éramos as únicas raparigas, sendo que ela tinha um ponto extra para o seu exotismo: era de tez negra (palavra que sempre me ensinou a usar para me referir ao seu tom de pele). Ela era a minha melhor amiga. 

Sim, eu adorava jogar à bola com os rapazes e não dizia que não a uma corrida de bicicleta, mas com ela podia ser... rapariga!

Dançámos tanto, tanto juntas... Foi ela que me pegou o bichinho da música africana, que me ensinou a rebolar a anca, a adorar aqueles sons, a kizombar sem saber ainda o que isso era!

Ficou lá guardado no fundo durante anos, ainda sei cantarolar umas quantas músicas do "antigamente", mas mesmo quando a música africana, o kizomba, o kuduro, pareceram ter invadido o País e o mundo, eu não liguei muito. Estava entretida a esquecer-me de relaxar e deixar-me ir pela música.

Mas eis que as aulas de Zumba me remexeram por dentro e por fora e trouxeram à banda sonora da minha vida estes sons... (Sim, kizombamos nas aulas de Zumba!) E com músicas tão "WOHO!" quanto esta que aqui vos deixo hoje! Gosto TANTO disto...

Bom fim-de-semana.


 

Catarina

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