domingo, 9 de abril de 2017

Cheira-me a negócio...

Quem olhar para mim na rua, vai ver uma borbulha mal espremida na cara, apesar de não saber que aquela borbulha se deve a problema hormonal e não por comer fritos ou doces. 

Quem olhar para mim na rua, vai ver que não usei aparelho de correcção nos dentes, apesar de não ver que durmo todas as noites com uma goteira por conta das artroses no maxilar.

Quem olhar para mim na rua, vai achar que o meu tom natural de cabelo é castanho escuro. Não é. É castanho claro, quase louro, mas cabelos brancos exigem medidas drásticas.

Mas com isto posso eu bem. 

No entanto, quem olhar para mim na rua, não vai saber que perdi o peso que perdi. Quem olhar para mim na rua, vai continuar a ver uma pessoa gorda. E isso, por muito que vá dizendo a mim mesma que não custa, é mentira. Custa e muito.

Sinto que já me esforcei tanto, mas tanto. Em tudo. Porque, sim, eu gosto de ir ao ginásio, mas convenhamos que há dias em que o Netflix chamaria mais alto, não fosse esta constante obsessão em chegar ao Biquíni Dourado. E, sim, a comida saudável sabe bem, mas o que eu não daria para comer o que me desse nas ganas e quando me desse nas ganas! 

Mas se já perdi muito, sei que ainda falta tanto... Ainda a semana passada alguém, que não me conhecia do "antes", me dizia "A Catarina é muito alta, mas tem de perder uns quilinhos." 
Pois tenho. Sendo que a frase certa é "Tem de perder MAIS uns quilinhos." Ou melhor, a frase certa é "Meta-se na sua vida", mas aí já estaríamos a ser desagradáveis e isso faz rugas.

O que eu queria mesmo é que o meu corpo já mostrasse como me sinto. Já me sinto cheia de energia, de força. Já me sinto uma pessoa saudável, a vender saúde, mas o meu corpo e o meu peso ainda gritam EXCESSO (de banhas). 

É uma merda pensar assim, e sim, eu sei, já fiz muito, basta pensar como era há um ano, há um mês, há uma semana, para perceber que já mudei, MAS... Há sempre um mas, já me custa não ser "normal". Não é magra. É normal. Bem sei que com o meu 1,83 de altura em terra de gente pequena dificilmente passarei incógnita, mas pelo menos queria passar mais despercebida. Ou, pelo menos, gostava de, quem me conhece agora, não me viesse logo colocar um autocolante de obesa na testa. Se calhar, devia andar sempre com alguma coisa que desse para mostrar ao mundo que já perdi peso. E como quero ter uma atitude positiva perante estas situações que valem, no fundo, uma ventosidade que sai do intestino (que o Priberam diz ser o significado de traque), quero partilhar convosco uma linha de T-shirts que estou a pensar criar, numa espécie de "Não olhem para mim, olhem para o que eu trago vestido."





Esta é claramente para mostrar os meus abdominais "in the making"...

Já esta seria claramente uma provocação, e, como devem calcular, é a minha favorita! Só faltava estar em Português...

Catarina

sábado, 8 de abril de 2017

Abanar o esqueleto #21

Esta é daquelas músicas que, quando comecei a frequentar o ginásio, estava em todas as aulas! Era em Zumba, em Cycle, em BodyPump, acho que até na aula de Spartans. E percebe-se porquê. Toda ela é um hino à alegria e ao 'bora lá mexer e ser feliz!

Escusado será dizer que esteve em "loop" durante muito tempo no meu MP3, e hoje volto a ouvi-la aqui no blogue!

Bom fim-de-semana!


Catarina

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Fim-de-semana STRONG

Quando se junta a fome com a vontade de comer, coisas boas costumam acontecer. Neste caso, quando se juntam duas aficionadas de Zumba, mais concretamente do Daniel Barreto, garanto-vos que só não faço mais aulas por qu€$tõ€$.

A Tânia é também uma fã confessa de abanar a bunda e anda-me sempre a desafiar a ir fazer umas aulas extras por Lisboa. Quando me enviou o link desta aula, disse que sim mesmo antes de ver onde era (vá lá que, não sendo muito perto, também não é no fim do mundo). 
Esta semana, vamos experimentar uma coisa nova também com o cunho do Daniel: Strong by Zumba e Zumba Fitness, no Centro Cultural e Social de Santo António dos Cavaleiros. 



Será amanhã, às 16h, e, além do Daniel, contará com Rafa Marvel, David Dias e Jon Martin. Ao que parece, este será um "treino de alta intensidade, onde todos os participantes vão sentir-se verdadeiramente STRONG!" Ao que eu acrescento: Oh Diabo!

Às 17h30 é hora de Class de Zumba Fitness, contando com vários instrutores nacionais e internacionais. A saber: Neuza Quelhas, Inês Silva, Dalila Salvador, Júnior Silva e Miguel Angel Oviedo.

Os bilhetes variam de preços:
Strong by Zumba - €8
Zumba Fitness - €6
Strong by Zumba & Zumba Fitness - €12 
(escusado será dizer que vou aos dois, não é?)

Para comprarem os bilhetes, basta acederem a este LINK e seguirem os passos!

Quem vem comigo ser mais STRONG?

Catarina


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Dia Mundial da Actividade Física

Quando era miúda, arranjava os estratagemas mais estapafúrdios para pedir à minha avó dinheiro. Era uma verdadeira capitalista: ou porque tinha tido positiva num teste, ou porque tinha comido a sopa toda ou porque era dia mundial de alguma coisa.
Claro que ela alinhava sempre nas minhas teorias. Hoje em dia, vejo que o fazia porque... é minha avó, mas na altura pensava mesmo que lhe estava a pregar grandes petas e que até poderia ter futuro como política. Estava enganada, claro.

Mas hoje, hoje não preciso que ela me dê dinheiro para celebrar este dia. Eu, sim, é que vou dar o litro no ginásio. Tenho uma aula de Cycle e outra de Zumba (e se bem me conheço ainda vou ter energias para dançar um bocadinho quando chegar a casa) e tenciono celebrar o Dia Mundial da Actividade Física a fazer o que descobri me fazer verdadeiramente feliz: mexer!



Se ainda estão com desculpas para fazerem exercício físico, acho que hoje era um muito bom dia para se deixarem disso. Pensem no dia de hoje como uma espécie de marco que daqui a um ano vos podia fazer lembrar que foi quando começaram a mudar.

Deixo-vos três sugestões que, se tivesse eu hoje oportunidade, acrescentava às minhas aulinhas. A saber:

1 - A Piscina Municipal do Alvito, em Alcântara, vai ter uma Festa na Piscina, com aula de hidropower, Fitness On Water (que já partilhei convosco a minha experiência e que tenciono repetir!), brindes e surpresas! A entrada é um donativo de 1 kg de alimentos.

2 - Se calhar está na hora (ou no dia!) de ligarem para a Rapid FIT&WELL para fazerem uma sessão experimental de treino, não? Eu acho que sim! Já vos falei aqui tanto do quanto gosto disto que bem que podiam ir testar para perceberem o fascínio. Vá, está à distância de um clique!

3 - Se acham que isto ainda não é para vocês (ai, credo!, ter que fazer exercício físico ao pé de outras pessoas!) e que tal uma musiquinha para Abanar o Esqueleto? Deixo-vos uma que, se não vos deixar um sorriso na cara e com vontade de dançar, é porque são uns insensíveis, fiquem já a saber! ;)



Feliz Dia Mundial da Actividade Física!

Catarina

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Quando...



"Quando começar a gatinhar."
"Quando começar a andar."
"Quando for para a escola."
"Quando começar a ter interesse por rapazes."
"Quando..."
"Quando..."
"Quando..."

Eram estes os tempos em forma de teorias que a minha pediatra foi dando à minha mãe, que se mostrava preocupada com o meu excesso de peso apesar de, desde sempre, eu ter sido uma criança mexida. Afinal, sempre passei mais tempo na rua do que em casa, e sempre me dei melhor com os rapazes, logo, sempre quis ser melhor que eles. Era o estímulo certo para me superar. Mas o excesso de peso sempre lá esteve.

Aos 13 anos, depois de muita insistência da minha mãe, chegou o diagnóstico: hipotireoidismo. Do diagnóstico ao perceber porque é que o peso não desaparecia foi um pulo. E, desde então, vivi com esse fantasma da "dificuldade extra em perder peso".

Têm-me perguntado muitas vezes qual o segredo por trás destes 26 quilos perdidos. Honestamente, só me vem uma palavra à cabeça: trabalho. O segredo é que dá mesmo muito trabalho perder peso, principalmente para quem, como eu, tem a genética contra.

Mas acho que o que diferencia esta dieta de outras que tentei antes, e que foram muitas, acreditem!, foi mesmo o ter chegado aos 30 anos. 

Sempre ouvi a minha mãe a contar a história do "Quando" da minha pediatra, e também eu me fui deixando encostar à sombra da bananeira à espera do "Quando" certo.

"Quando entrar para a faculdade perco peso."
"Quando sair da faculdade perco peso."
"Quando encontrar o homem dos meus sonhos perco peso."
"Quando começar a trabalhar perco peso."

Havia sempre algo à minha espera, pensava eu, para perder peso. E esse "quando", essa razão de força maior, nunca foi suficiente. Pelo contrário, o peso foi aumentando e a vontade de o perder diminuindo. 
Ouvi durante mais de três anos o meu endocrinologista dizer que era uma candidata perfeita para pôr uma banda gástrica, mas eu sabia que tinha um "quando" à minha espera... E esse "quando" chegou precisamente "quando" era suposto. "Quando" tive a vontade de pegar no saco de ginásio e mudar a mil por cento os meus hábitos alimentares. Tinha de partir de mim, tinha de ser eu a querer. A única coisa que nos impede de fazer o que quer que seja é a nossa vontade, e foi depois dos 30 que, ao perceber que o "quando" não estava a chegar sozinho, eu tive que o ir procurar. 

Hoje, o peso está a sair a custo, a muito custo!, e uma coisa é certa: é a levantar a bunda todos os dias e a pensar no que ainda falta perder que me motivo a fazer mais. Os 26 quilos já lá vão. Que venham os 27... os 28... os 29... É esse o meu foco. E, sim, sei que ainda tenho muito trabalho pela frente. Mas também sei que não estou sozinha.

Estão comigo?

Catarina


terça-feira, 4 de abril de 2017

Barcelona, a cidade-relógio de sol

Aqui há umas semanas, fui até Barcelona com a Canon EOS M5 ao pescoço e, se não conhecia nenhuma das duas, posso afirmar que fiquei fã de ambas.

Adorei as cores de Barcelona. O Gaudí era de facto um génio. Ainda bem que pouco ou nada vi sobre a Sagrada Família antes de lá chegar pois o impacto que causou assim que saí do metro foi qualquer coisa... É assim de se tirar o ar. Lá dentro nem apetece sair de lá. Acho que deve ser o altar mais bonito que alguma vez vi na vida. É tão simples e, ao mesmo tempo, parece que o próprio Deus está por ali, a manter toda a estrutura a voar. É arrepiante.

Os recortes do Sol a rasgarem os prédios de Barcelona é outra das coisas que trago de recordação. Toda a cidade parece um relógio de sol gigante. Acho que nunca tinha sentido esta espécie de "on time" noutra cidade. 

Museus, visitei alguns, mas poucos. Fui mesmo com a vontade de ver ao vivo e com as verdadeiras cores as obras de Gaudí. A Casa Batlló, a Casa Milà, o Park Güell e, claro, a Sagrada Família, até me fizeram esquecer os quilómetros que andei (para cima de 30 todos os dias) e o que não comi (portei-me bem no sentido de não comer muita porcaria, mas mal no sentido de me alimentar a tempo e horas).

Quanto à Canon, digamos que foi muito difícil despedir-me dela no regresso a Lisboa. Dei-lhe assim muitos beijinhos e festinhas e sussurei-lhe um "Até já", dado que a vou pedir ao Pai Natal dos anos e ao Pai Natal do Natal... 

Além de as fotografias ficarem com uma qualidade que eu sei lá, é super intuitiva, fácil de trabalhar, tem imensos modos giros e que accionáveis de rapidamente. Tem ainda uma característica que me deixou KO, que é o ecrã touchscreen que permite escolher onde se quer focar a fotografia, tal e qual como num smartphone (mas em qualidade gigante). Que perdição! Além disso, no último dia apercebi-me que o ecrã girava tanto que permitia tirar selfies, e foi ver-me em modo "duck face" por toda a Barcelona... 

Mas já chega de falar. Venham de lá essas fotografias!


Uma pessoa chega a Barcelona e a primeira coisa que vê é logo uma loja de Banda Desenhada...

... e com coisas de Star Wars...



Vista do topo da Catedral

Feira de antiguidades à porta da Catedral

Quando eu ainda não tinha dado com o modo "selfie".

Lojinha de roupa em segunda mão

Não comi nem um, percebem?

Caganeros versão Star Wars.

Cidade-relógio de sol




 
Sagrada Família

Sagrada Família - altar

Sagrada Família

Sagrada Família

OK, este provei e não tem nada que ver com os nossos pastéis de Belém (e ainda bem!)

O café mais "chill" de sempre <3

Casa Battló 
Fosse eu assim tão artista e era muito mais feliz!


Casa Milà

Experiências macro com a Canon <3

Experiências macro com a Canon <3

Park Güell

Park Güell 
Sagrada Família de noite, quando tudo ganha outra dimensão...


Barceloneta

Lá vamos nós...

A minha sombra está algures nesta fotografia...

Quando descobri o modo "selfie" 


Lá está ele de novo...


E de novo...

Parque Olímpico

... e de novo...

Não tenho culpa, onde quer que vá há Star Wars e dei com isto porque tive de ir à casa de banho de um centro comercial... Vai-se a ver tinha toda uma exposição com mais de mil peças StarWarsianas, entre elas muitas princesas Leias em Biquínis Dourados... <3 


De novo, não tenho culpa...









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