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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Benefícios improváveis de ir ao ginásio



Tenho uma vizinha que, só não me arrisco a dizer que é a pior do mundo porque existe nesse mesmo mundo gente como os que fazem parte do daesh ou ditadores em lugares de poder. Mas se eu e ela vivêssemos em Marte, o prémio de pior vizinha ia para ela. Sem espinhas.
Falo nisto não para enumerar as razões que a fazem levar para casa o prémio de Miss Vizinha-ao-contrário, mas sim para explicar porque é que na quarta-feira passada antes de ir para o ginásio, a minha fé na humanidade tinha ido por cano abaixo. É que na terça-feira à noite, tivemos, eu e ela, mais uma discussão daquelas, em que ficou comprovada mais uma vez a sua estupidez. Porque é o que ela é. É muito estúpida.

Mas adiante. Quarta-feira e lá fui eu, indignada, para o ginásio. Fui cedo e ainda levei a minha mãe até Lisboa, sempre desabafando em como sentia que as energias desta pessoa me sugavam o ânimo


Foi uma Catarina a colocar a fé na humanidade em causa a que fez as aulas, tomou banho, se vestiu e votou para o carro.

Já dentro do carro, mas ainda no parque de estacionamento do ginásio, vejo um casal meio desorientado à procura de onde pagar. Apesar de estar contra o mundo naquele dia, parei, saí do carro, e fui perguntar se queriam ajuda. Eram italianos portanto a conversa fez-se... em inglês. Lá lhes expliquei como e onde deviam ir pagar e eles ficaram agradecidos. 

Já estava no carro quando vejo o senhor a fazer-me sinais para parar: "Temos uma cama insuflável que íamos deitar fora porque vamos agora para o aeroporto. Quer ficar com ela?"
Acho que devo ter feito a cara mais esquisita no mundo, porque ele disse de imediato: "Não estamos a brincar, foi a que usámos para cá dormir, mas não cabe na mala para levar para casa." 

Lá fui com eles até ao carro deles, meti a cama e a bombinha para a encher no meu, e despedi-me humildemente, desejando uma boa viagem até Itália.

Conto-vos esta história porque há claramente duas conclusões a tirar: a primeira é que ainda há pessoas boas no mundo... e a segunda é que uma ida ao ginásio pode eventualmente resultar em trazer uma cama insuflável para casa.

Na dúvida, ir sempre ao ginásio!

Catarina




segunda-feira, 8 de maio de 2017

Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida


E se a música do Sérgio Godinho (de quem eu gosto tanto, cá beijinho a mim) dá um título do caraças a este artigo, apesar de ter consciência que ainda vou ter muitos primeiros dias para o resto da minha vida, a única que me ecoava na mente e no coração enquanto escrevia estas palavras era outra, de outro amor meu musical, Jorge Palma: Acorda, menina linda, vem oferecer o teu sorriso ao dia que acabou de nascer... 

Fui despedida. 

Na realidade, (quase) todos os que fazemos (fazíamos) parte da minha equipa fomos mandados embora, facto que já sei há mais de um mês (e que tem ajudado muito pouco nesta luta de mudança de vida), mas que só agora foi oficializado, o que quer dizer que, apesar de ainda não estar desempregada, já se começa a desenhar esse meu futuro.

Não me vou armar em forte, porque hoje me sinto na merda. Porque hoje é o primeiro dia do resto da minha vida no sentido de o que foi não volta a ser, mesmo que muito se queira (pimbas! Ainda vos espetei aqui com uma música dos tios Xutos & Pontapés!). 
Não me vou armar em forte, mas se toda esta montanha-russa de emoções tivesse acontecido há 27 quilos, eu acho que estaria ainda pior.
Não me vou armar em forte, pois não estou nada famosa...

Sinto-me frágil (JPalma de novo...), triste, muito sensível (parece que estou há mais de um mês com TPM). Sinto-me ansiosa, receosa, angustiada, zangada, mas também entusiasmada, empolgada, expectante com o que pode estar à minha espera.

Foram oito anos da minha vida. Cruzei-me com centenas de pessoas. Foram oito anos da minha vida que a partir de hoje vão deixar de ser contabilizados. Começou tudo com uma assinatura; acaba tudo com uma assinatura.

Eu sei que vai ficar tudo bem (mais uma dos Xutos), seja o bem que for, seja o tudo que for. Mesmo se deste "final de temporada" resultar que a minha vida dê uma volta de 180º, uma coisa estou certa: não vou deixar que esta pedra no sapato dê cabo do meu esforço em chegar ao Biquíni Dourado. (E o Palma ainda canta: Acorda, menina linda; anda brincar; que o sol está lá fora à espera de te ouvir cantar).
Esforcei-me tanto e não me quero deixar ir abaixo com isto, e só espero ter força de vontade para ficar ainda mais em forma para ir a entrevistas de trabalho e deixar a minha marca de pessoa de bem com a vida (há 27 quilos não o era).

Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida, e eu tinha tudo para me deixar ficar quieta e indignada, mas não o vou fazer... É que o Jorge Palma deu-me o recado: Anda ver o gato vadio, à caça do pássaro cantor, vem respirar o perfume, das amendoeiras em flor, salta da cama, anda viver, meu amor...
E é isso. Não mata, mas mói. Fecha-se uma porta, mas abre-se um portão (que eu tenho vertigens para subir por janelas). Acorda, menina linda, vem oferecer, o teu sorriso ao dia que acabou de nascer... E é o que eu vou fazer! Zumbamos?



Catarina

domingo, 9 de abril de 2017

Cheira-me a negócio...

Quem olhar para mim na rua, vai ver uma borbulha mal espremida na cara, apesar de não saber que aquela borbulha se deve a problema hormonal e não por comer fritos ou doces. 

Quem olhar para mim na rua, vai ver que não usei aparelho de correcção nos dentes, apesar de não ver que durmo todas as noites com uma goteira por conta das artroses no maxilar.

Quem olhar para mim na rua, vai achar que o meu tom natural de cabelo é castanho escuro. Não é. É castanho claro, quase louro, mas cabelos brancos exigem medidas drásticas.

Mas com isto posso eu bem. 

No entanto, quem olhar para mim na rua, não vai saber que perdi o peso que perdi. Quem olhar para mim na rua, vai continuar a ver uma pessoa gorda. E isso, por muito que vá dizendo a mim mesma que não custa, é mentira. Custa e muito.

Sinto que já me esforcei tanto, mas tanto. Em tudo. Porque, sim, eu gosto de ir ao ginásio, mas convenhamos que há dias em que o Netflix chamaria mais alto, não fosse esta constante obsessão em chegar ao Biquíni Dourado. E, sim, a comida saudável sabe bem, mas o que eu não daria para comer o que me desse nas ganas e quando me desse nas ganas! 

Mas se já perdi muito, sei que ainda falta tanto... Ainda a semana passada alguém, que não me conhecia do "antes", me dizia "A Catarina é muito alta, mas tem de perder uns quilinhos." 
Pois tenho. Sendo que a frase certa é "Tem de perder MAIS uns quilinhos." Ou melhor, a frase certa é "Meta-se na sua vida", mas aí já estaríamos a ser desagradáveis e isso faz rugas.

O que eu queria mesmo é que o meu corpo já mostrasse como me sinto. Já me sinto cheia de energia, de força. Já me sinto uma pessoa saudável, a vender saúde, mas o meu corpo e o meu peso ainda gritam EXCESSO (de banhas). 

É uma merda pensar assim, e sim, eu sei, já fiz muito, basta pensar como era há um ano, há um mês, há uma semana, para perceber que já mudei, MAS... Há sempre um mas, já me custa não ser "normal". Não é magra. É normal. Bem sei que com o meu 1,83 de altura em terra de gente pequena dificilmente passarei incógnita, mas pelo menos queria passar mais despercebida. Ou, pelo menos, gostava de, quem me conhece agora, não me viesse logo colocar um autocolante de obesa na testa. Se calhar, devia andar sempre com alguma coisa que desse para mostrar ao mundo que já perdi peso. E como quero ter uma atitude positiva perante estas situações que valem, no fundo, uma ventosidade que sai do intestino (que o Priberam diz ser o significado de traque), quero partilhar convosco uma linha de T-shirts que estou a pensar criar, numa espécie de "Não olhem para mim, olhem para o que eu trago vestido."





Esta é claramente para mostrar os meus abdominais "in the making"...

Já esta seria claramente uma provocação, e, como devem calcular, é a minha favorita! Só faltava estar em Português...

Catarina

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