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terça-feira, 18 de julho de 2017

Faz. Ou não faz. Não há cá tentar*

(*Clara tradução de uma famosa frase de Yoda "Do. Or do not. There is no try.")

Não sei na verdade quantos de vocês que seguem este meu cantinho à beira-blogspot plantado é que gostam de Star Wars. Nem é preciso gostarem de verdade, mas pelo menos quantos de vocês já viram e se lembram da saga (falo, pois, da trilogia original, os episódios IV, V e VI). 

Para vos situar, vamos até ao episódio V, até ao sistema Dagobah, onde um nada zen Luke Skywalker conhece Yoda, o mestre Jedi de cor verde e com problemas em compor frases pela ordem certa.
É lá que Luke começa a treinar para ser Jedi, a controlar a Força e... a acreditar verdadeiramente no seu poder. É posto à prova física, mas também mentalmente. Numa espécie de "corpo são em mente sã", mas mais para a "frentex", dado que se consegue mexer coisas com o poder da Força e assim. 


Falo-vos desta cena pois, também eu, sempre que entro numa piscina para fazer Fitness On Water, me sinto a entrar no sistema Dagobah, só que em vez do pequeno Yoda, tenho a pequena-grande Filipa a puxar por mim.

Este até é fácil. A pessoa está de quatro apoios e, se ficar à frente como eu fiquei, nem tem de levar com bundas alheias na cara.

Se o Luke ao início achava que era tudo mentira, também eu a princípio achei que nunca seria capaz de me pôr de pé em cima de uma waterbase. E já consigo. Já abano a base, já salto, já danço uma espécie de kuduro (porque ponho o rabo espetado para não cair), e já quase que dou uma volta de 180 graus sem cair, enfim, já QUASE. E é esse QUASE que me faz pensar sempre em Dagobah e na Força quando faço uma aula de FOW. 


via GIPHY (Sou eu, mas tipo de pernas para o ar, sendo que a waterbase seria o Yoda... ou assim)

Reparem, eu faço a aula sem óculos e, como já aqui o afirmei, ao tirar os óculos fico cega... e surda. São dois dos meus sentidos que ficam à borda-de-água sem direito a serem salvos pelo bote salva-vidas. Portanto, se perco estes dois sentidos, o meu equilíbrio tem de vir de algum lado... Entro mesmo num mundo só meu (Dagobah) e é a imagem lá de cima que me vem sempre à ideia quando estou na base.

Pode parecer que estou em cima da waterbase (à direita), mas na realidade estou em Dagobah a treinar a Força.

Tenho de sentir a Força. Tenho de ser a Força. Tenho de permitir que a Força me não deixe cair à água...

Esperem lá... na verdade, isto é tudo muito bonito, mas não fosse o meu Yoda pessoal e nada disto faria sentido. Foi ela que, quando eu chegava a casa indignada por não conseguir FOWar como deve de ser, foi puxando por mim no chat do Facebook e, à boa maneira do outro Yoda (o verdadeiro), me disse "Vais conseguir. Vais continuar a ir às aulas. Vais... vais... vais..." E eu, bem mandada, lá fui cedendo. 

Como assim? Que gatas!

Com uma ou outra falta de comparência, tenho sido muito fiel às minhas aulas de segunda e quarta-feira à noite da piscina do Alvito, em Alcântara, e estou a lá chegar... Confesso que, por não conseguir ver (eu sei que há lentes de contacto, mas cada um com as suas questões e eu não gosto que se me enfiem cenas nos olhos), não sei se algum dia irei FOWar tão bem como por exemplo as minhas colegas veteranas, já nem falo na Jedi-Filipa!, mas estou a caminhar. Aliás, estou a FOWar...


Nota final a este artigo:

Bom... não pensem que as aulas de FOW são assim um bicho de sete cabeças, que não são. Mas no meu caso, estando legalmente cega e provavelmente também surda, o grau de dificuldade de uma aula de FOW escala vertiginosamente para "Jedi in training"... daí o uso metafórico da Força. Bem... por estar cega e por eu ser no geral um camião TIR a entrar numa loja de porcelana sempre que me ponho na base... É por aí!


Catarina

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Uma festa que meteu água e até uma despedida de solteiros!

As minhas expectativas iam bem altas, ou não tivesse esta Hidro Rock Session a promessa de me pôr de vez em quando a olhar para cima, para o céu estrelado... (OK, o céu esteve pouco estrelado, vi a ursa maior e um ou outro avião, muito por culpa de nuvens feias, mas eu sei que ele estava lá, sem um tecto a separar-nos!)

A água estava quentinha, o espírito de todos os presentes estava eufórico, as pulseiras luminosas em cada pulso, e a música digna de ser acompanhada.... Mas... e mais, Catarina? E mais?

Repito, as expectativas iam altas, mas na realidade não sabia bem ao que ia. Claro, costumo fazer aulas de hidroginástica, portanto essa parte estava mais ou menos resguardada na minha mente, só que em vez de começarem às nove da noite como aconteceu nesta Hidro Rock Session, as aulas a que costumo ir começam às nove da manhã. E depois, apesar de já a conhecer de outras (n)andanças (fiz o Curso de FOW Duo com ela), nunca tinha feito uma aula de hidro com a instrutora Paula, nem com o instrutor Vítor, e tenho a dizer que, se acho que já é difícil dar uma aula de hidroginástica para 30 ou 40 pessoas de uma vez, o que esta dupla-maravilha conseguiu foi fenomenal. Mais de 100 (!!) pessoas com pulseiras a brilharem no escuro a seguirem cada movimento deles, com um ritmo e uma energia que, confesso, por vezes tive dificuldade em acompanhar (estive sempre muito consciente que o fato-de-banho me estava largo e que podiam acontecer vislumbres mamários a qualquer momento).

Não podia falar deste evento sem trazer um momento que me foi muito especial à memória e sem um agradecimento a uma pessoa que me é muito querida. Já falei aqui neste blogue de tanta gente, principalmente de gente que esta vida de ginásio me trouxe, mas ainda não falei nele como deve de ser (só uma referência ao seu ressonar, coitado!). O Nunoz que conheci, lá está, por culpa desta mudança de vida, posso afirmar que, apesar de nos conhecermos há pouquíssimo tempo, é um amigo. Não só com "a" maiúsculo, mas com todas as letras em maiúsculo: AMIGO. 

À expressão "Ena, trazes muita gente!", que o Nuno, o director da Piscina Municipal de Barcarena, me disse depois de lhe dar a minha lista de inscritos, eu respondi apenas "Tenho uns amigos que vão fazer a despedida de solteiro na Hidro Rock Session."
Da minha parte foi só isto. Nem pensei mais nesta situação até que, na véspera da noitada na piscina, ele me volta a falar nisso: "Já tenho um discurso pronto para os teus amigos."
"COMO ASSIM??", palpita o meu coração aos céus começando  de imediato a fazer contas às horas (poucas) que ainda teria para ajudar a compor o discurso. 
E lá consegui. Como não há nada que uma loja do chinês não tenha, comprei duas coroas, para a menina e para o menino, e, logo no início desta festa aquática, quando o Nuno falava aos presentes a dar as boas-vindas, eu já sabia que ele ia falar com dois presentes "meus" em particular, com a Helena e com o Nuno (olha, viram, que até têm o mesmo nome?). 

A cara de surpresa na Helena encheu-me tanto o coração, que é com ele (o coração) nas mãos que agradeço ao Nuno (ao director, não ao noivo, quer dizer, ao noivo também, que se não tivesse pedido a agora noiva em casamento nada disto teria acontecido) esta surpresa boa. Porque quem faz coisas boas aos meus terá todo o meu carinho, ainda por cima, quando a pessoa que faz também já a considero minha. É assim felicidade ao cubo (porque como sou de Letras não sei mais que as expressões "ao quadrado" e "ao cubo", mas sei que "ao cubo" é mais, portanto é isso).

Obrigada, Nuno (pela tal surpresa em particular) e a toda a equipa da Piscina Municipal de Barcarena. Por vossa culpa ando a sonhar com Hidro Rock Session há três noites, e aposto que a minha bunda não tem sossegado madrugada fora.

E agora, as fotografias!









Ninguém fica bem de touca, bem sei...





Vivam os noivooooooooooos!!

 
O Nuno e a Paula! Cá beijinho a mim, fofinhos! <3
Catarina

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Dia Mundial da Actividade Física

Quando era miúda, arranjava os estratagemas mais estapafúrdios para pedir à minha avó dinheiro. Era uma verdadeira capitalista: ou porque tinha tido positiva num teste, ou porque tinha comido a sopa toda ou porque era dia mundial de alguma coisa.
Claro que ela alinhava sempre nas minhas teorias. Hoje em dia, vejo que o fazia porque... é minha avó, mas na altura pensava mesmo que lhe estava a pregar grandes petas e que até poderia ter futuro como política. Estava enganada, claro.

Mas hoje, hoje não preciso que ela me dê dinheiro para celebrar este dia. Eu, sim, é que vou dar o litro no ginásio. Tenho uma aula de Cycle e outra de Zumba (e se bem me conheço ainda vou ter energias para dançar um bocadinho quando chegar a casa) e tenciono celebrar o Dia Mundial da Actividade Física a fazer o que descobri me fazer verdadeiramente feliz: mexer!



Se ainda estão com desculpas para fazerem exercício físico, acho que hoje era um muito bom dia para se deixarem disso. Pensem no dia de hoje como uma espécie de marco que daqui a um ano vos podia fazer lembrar que foi quando começaram a mudar.

Deixo-vos três sugestões que, se tivesse eu hoje oportunidade, acrescentava às minhas aulinhas. A saber:

1 - A Piscina Municipal do Alvito, em Alcântara, vai ter uma Festa na Piscina, com aula de hidropower, Fitness On Water (que já partilhei convosco a minha experiência e que tenciono repetir!), brindes e surpresas! A entrada é um donativo de 1 kg de alimentos.

2 - Se calhar está na hora (ou no dia!) de ligarem para a Rapid FIT&WELL para fazerem uma sessão experimental de treino, não? Eu acho que sim! Já vos falei aqui tanto do quanto gosto disto que bem que podiam ir testar para perceberem o fascínio. Vá, está à distância de um clique!

3 - Se acham que isto ainda não é para vocês (ai, credo!, ter que fazer exercício físico ao pé de outras pessoas!) e que tal uma musiquinha para Abanar o Esqueleto? Deixo-vos uma que, se não vos deixar um sorriso na cara e com vontade de dançar, é porque são uns insensíveis, fiquem já a saber! ;)



Feliz Dia Mundial da Actividade Física!

Catarina

segunda-feira, 6 de março de 2017

Fitness On Water e uma manhã cheia de boas ondas


Este bichinho irrequieto que (re)despertou para o desporto está-me a permitir conhecer tantas pessoas e tão boas, que elas acabam por tornar este percurso uma aventura deliciosa. Ontem foi dia de conhecer mais uma pessoa com uma energia e uma boa onda (piadinha fácil e já vão perceber porquê) contagiantes: a Filipa, do Fitness On Water (FOW), que, além de instrutora de fitness on water, é uma pilhas alcalinas. Mesmo antes de treinar com ela, percebi que nos íamos dar bem. É uma pessoa como eu, das pessoas. Torna logo o trato mais fácil. E a sua aula provou-me que eu estava certa.

Vamos então falar da aula em si. Ora bem, já aqui mostrei que tenho dois grandes defeitos (tenho mais, mas para o desenrolar deste artigo, fiquemos por estes dois para não transformar isto num programa lamechas de fim de tarde da televisão nacional): falta de visão e falta de equilíbrio.

Quando se me falha a visão, além do óbvio, costumo dizer que fico surda, logo, mais desequilibrada (das pernas, não das ideias). Ora, eu até tenho uns óculos de mergulho graduados, mas não sei deles, por isso não os levei. Má onda, Catarina. Má onda. É que para a aula de Fitness On Water ter corrido melhor (ou menos mal, vá!) os óculos eram um elemento essencial para: a) ver; b) não ficar surda; e c) não sofrer (ainda mais) de desequilíbrio.

O Fitness On Water é um conceito que se explica no próprio nome. É uma aula de fitness, mas dentro de água. Ou melhor, em cima de uma base flutuante (mas, sim, sejamos honestos, fui parar algumas vezes dentro de água). Os exercícios são baseados no modelo de treino HIIT e inspirados nos movimentos de yoga, com o elemento água a servir de nosso chão.  

Confesso que assim que percebi o que ia acontecer MESMO, achei que nem me ia conseguia pôr em cima da base. Da primeira vez que subi para aquela espécie de prancha, ainda tive ali um percalço com o fato-de-banho (ainda era de há 24 quilos, já está um pouco largo e as mamocas são pequenas e querem é liberdade), mas tranquilo. Já estou habituada a envergonhar-me nas aulas de hidroginástica com o mesmo fato-de-banho. Até aqui, nada de novo, portanto!
Mas não só consegui pôr-me em cima da base flutuante, como consegui repetir a proeza uma e outra vez graças às mil quedas que dei, pois, afinal, como a Filipa disse, o cair faz parte, principalmente numa primeira aula.

E por falar em Filipa, espectáculo não chega! Ela esteve sempre ali a puxar por cada uma de nós que experimentou a aula; foi incansável, a dar-nos estabilidade através da sua voz. E de uma elegância tal que mesmo eu sem óculos conseguia perceber a graciosidade com que ela executava os movimentos. Além de que é um deleite ouvi-la falar deste seu projecto/paixão.

Tenho consciência da minha falta de equilíbrio, mas também acho que, com tempo, vou conseguir dominar o raio da base. É que mesmo só durante o desenrolar da uma hora de aula já senti evolução, imagino com o tempo! E é muito interessante pensar que a água acaba por ser a nossa maior inimiga, gerando instabilidade e fazendo o "chão" mexer, mas que também é a nossa maior aliada: a minha hérnia não se queixou um bocadinho que fosse com os exercícios graças ao factor "impacto zero" fornecido pela água.

Além de tudo isto, a camaradagem entre "atletas" foi tão boa que até eu, que tenho imensa dificuldade em decorar nomes, o consegui fazer quase com uma perna às costas (mesmo, que mandei com cada mergulho mais estranho que juro que devo ter em algum momento ficado com uma perna às costas!). Mesmo fora de água, o Nuno, o director da Piscina Municipal de Barcarena (onde foi o treino) e fotógrafo/realizador destes dois momentos que aqui vos deixo, esteve ali a puxar por nós e ficou a promessa que, da próxima, também vai à água! (Lembram-se de como comecei este texto a falar da importância das pessoas? Exacto. Aqui fica mais uma das que já trago comigo.)

Deixo-vos um vídeo, até vos dizia para tentarem adivinhar quem sou eu, mas nota-se que sou a desequilibrada, com certeza (a do meio, pois claro!)


Acho que a minha cara diz tudo: mega feliz, mesmo de touca. 

Falharam-me os óculos, falharam-me as pernas, mas não me falhou a vontade de conseguir e de voltar a tentar. Venham mais aulas de FOW! 

Catarina


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