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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

T-Rex driving here


Tinha todo um texto mentalmente preparado para aqui escrever para a pós-primeira vez que voltasse a pegar num carro.
Pensei que fosse ter ali um momento de pânico ou um momento de glória/espécie de conquista por não ter entrado em pânico, mas a verdade é que nada disso.

Talvez inspirada pelo visionamento do novo Star Wars, e, cheia de uma Força que só quem é crente acredita, foi já no dia 13 de Dezembro, aquando do visionamento do filme, que voltei a pegar num carro depois do dia do acidente.

De verdade, assim que chegámos ao parque de estacionamento, nem hesitei em pedir para ser eu a conduzir e o entusiasmo foi tal e ia tão obcecada em debater o novo SW que… quando cheguei a casa, nem me apercebi que tinha voltado a conduzir nem das boas implicações que isso trazia.

Só já no dia a seguir, quando voltei a pegar em carro emprestado e quando estava a passar por um túnel mais sombrio, é que me apercebi: “ò Diabo, isto devia estar a ser muito traumatizante”… Mas não. Conduzir é de facto um gosto enorme e, pelo menos em dias em que não chove, atrás do volante sinto-me quase como me sentia dantes. E digo quase porque sei que o meu cotovelo ainda não me permite ter a agilidade suficiente para uma condução 100% desenvolta, por isso, se derem por um carro-banheira a ir a 70 na auto-estrada, não buzinem que sou eu e o meu braço T-Rex a andar por lá, e melhor não conseguimos fazer... já só falta voltar a fazer FOW…

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

F*ck you, obsessive compulsive eating!




A minha vida anda um pouco à roda disto neste momento, o que resulta que, consequentemente, neste blogue também se escreva muito deste facto, principalmente quando se tem um blogue sobre um tipo de vida que, de momento, quase não existe precisamente por culpa daquilo: a vida de ginásio. Até porque, lá está, entre seguradoras, médicos, segurança social, dores constantes e mudanças radicais de vida, este acidente ainda marca o meu dia-a-dia… começando pelo que como.

Nos dias imediatos a seguir ao acidente, aqui confesso, rebelei-me. Bom, na verdade, não foi logo nos dias a seguir, pois nos dias a seguir nem conseguia comer com as dores, mas, passados esses primeiros dias, a comida voltou a desempenhar o papel na minha vida que já tinha desempenhado antes: o de consolo.

Rebelei-me mesmo. Pensei para comigo que, se era para morrer já, se a vida era tão efémera, mais valia aproveitá-la e comer as badochices todas que quisesse. Beber toda a Coca-Cola que quisesse… enfim. A velha Catarina apoderou-se de mim, com a agravante que tinha uma desculpa: tive um acidente, perdi o meu carro e mereço consolar-me de alguma maneira.

Mas este pensamento é tão estúpido que, podendo, daria um calduço à Catarina que se apoderou de mim naquelas semanas pós-acidente (sim, foram semanas!).

É muito parvo pensar na efemeridade da vida. Porque, se ela pode ser efémera, também pode ser poupada e continuarmos por cá, certo? E, pelo menos, enquanto andarmos por cá, mais vale ser saudável e comer bem, o que nos faz sentir bem, do que comer quem nem um alarve e queixarmo-nos das banhas que começaram a aparecer na barriga… E se começaram a aparecer entretanto...!


Mas já aprendi. Já voltei ao normal e, por muito que me tenha custado, portei-me exemplarmente bem no Natal. Até parecia uma pessoa saudável, com prato cheio de verdes, sem repetir a dose e comendo apenas um docinho para finalizar a refeição. Que linda menina! 

No fundo, queria partilhar convosco que não sou uma menina assim tão exemplar, que vacilei ali uns tempos, mas que, acredito, estou de volta à minha rotina saudável, de comer com cabeça, tronco e membros para a cabeça, tronco e membros ficarem supé-fits e dourados. That's the dream!

Catarina 

domingo, 22 de outubro de 2017

Parece-me que já só tenho seis vidas...



Confere.
Vê-se a vida a passar à frente dos olhos.
Vê-se um flash, uma luz.

Lamechas ou não, sei que, depois do flash, foi o pensamento da minha mãe que me fez afastar da luz... E foi com o amor dela que me agarrei à vida na passada terça-feira.

Quando o carro parou, a primeira coisa que fiz foi pedir desculpa ao meu parceiro de quatro rodas. Vi logo que a parte da frente tinha desaparecido toda. A segunda coisa que fiz foi desapertar o cinto de segurança, apalpar-me e sentir as pernas. Estava tudo lá.

Ia da faculdade para casa e, apesar de não estar a chover muito, estava o suficiente não só para andar com extra cuidado, como para acontecer o que aconteceu: apanhei óleo na estrada numa descida, perdi o controlo, fiquei em contramão no IC17 e levei com um camião de frente. Poucas palavras para resumir o susto da minha vida. Até porque, por mais que revisite essa memória, a câmara lenta que lhe dou agora nada tem que ver com a rapidez dos acontecimentos. Foi tudo muito rápido.

Olhando para trás, quando vi o camião vir na minha direcção, tive a certeza que ia morrer. Tive mesmo. Mas, por incrível que pareça, saí desta com um cotovelo partido, nódoas negras, umas costelas doridas e 1.83 metros de dores variadas (que, confesso, já tive treinos que me deixaram mais dorida que o acidente!)

Enquanto os bombeiros me tiravam do carro, prometi a mim mesma que, se me fosse safar desta, para o ano ia voltar a correr a Meia-Maratona de Lisboa (eu ODEIO correr) e que ia fazer menos tempo que este ano (três horas) o que prova que, ali por breves instantes, terei perdido o juízo, mas acho que mais do que por culpa do acidente, terá sido, sim, por me encontrar de repente rodeada de bombeiros! Nossa! Eram muitos e eu sem óculos para os ver bem, que entretanto ficaram com os destroços do carro...

Há mais que quero contar, como o senhor do camião que não me largou a mão, a simpatia e cuidado da equipa do INEM e dos bombeiros, o carinho que tenho recebido... mas hoje o essencial está dito: estou cá. E vou continuar a lutar pelo Biquíni Dourado... Afinal, até tenho uma Meia-Maratona para correr...

Catarina

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