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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Da série "Só não perdes a cabeça porque não dava jeito!"


Tenho a sensação que não venho ao meu blogue há mais tempo do que desejaria. As razões principais são boas: parece que arranjei trabalho (digo parece porque sendo através de uma empresa de trabalho temporário, a palavra temporário assusta um bocadinho...).

Com este trabalho veio um horário ao qual não estava de todo habituada (com folgas rotativas, sendo que comecei com o horário das 07h às 16h), o que me veio mexer não só com os meus hábitos de escrita (escrevo muito mais à noite, noitinha), mas também com os meus hábitos de ginásio (esquece lá isso de ires à aula das 07h20, Catarina. Vais só à da hora de almoço e é se é se queres ver!). 
Além disso, a família estava toda de férias menos aqui a vossa excelentíssima, o que resultou que, assim que saía do trabalho, ia a voar ter com ela para ainda aproveitar um bocadinho do dia.

Ou seja, basicamente, passei as últimas duas semanas da minha vida a vir a casa dormir, vestir e preparar o saco de ginásio para a hora de almoço do dia seguinte. Ainda por cima, este meu PC é tão lentinho, tão lentinho que não consigo olhar para ele e ter vontade de escrever... relembro que "Impaciente" é o meu nome do meio.

Estão aí os factos. Mas para vos mostrar como anda a minha cabeça, vulgo, na verdade toda eu, conto-vos uma história que se passou na segunda-feira passada, dia em que mamãe me "trocou" ao fim do dia por outra companhia e, como tal, aproveitei para fazer uma aula de Cycle à hora de jantar...

Portanto, tudo começou quando preparei o meu saco na véspera, ou seja, domingo, para levar para o ginásio. Tive na altura a certeza absoluta que me estava a esquecer de algo, mas encolhi os ombros numa espécie de "já estás tão automática a fazer isto que é impossível te enganares".

No dia seguinte, ou seja, segunda-feira, depois do dia de trabalho e já a chegar ao carro, foi óbvio: "Merda, esqueci-me dos ténis em casa!" Ligo à minha mãe, muito chateada, a queixar-me que não só não tinha companhia para jantar como nem podia ir à aula por falta de ténis. "Vai comprar uns", ouvi como resposta do outro lado do telefone.

Ora, sorte das sortes, um dos meus ginásios até fica ao pé de uma grande superfície comercial que tem uma também grande loja que começa por "P" e acaba em "rimark" e outra que começa por "H" e acaba em "&M"... nem é tarde nem é cedo, e se há coisa que ainda hoje tenho como hábito, apesar desta idade toda que tenho, é fazer o que a minha mãe diz. E lá foi ela (ou seja, eu) comprar um par de ténis.

Mas se há coisa perigosa numa mulher sozinha à solta numa loja de roupa é precisamente uma mulher sozinha à solta numa loja de roupa.

Eu fui para comprar um par de ténis o mais barato possível, é verdade. Mas também é verdade que acabei por comprar não só o dito par de ténis como mais outro par (não de ginásio) e... um vestido cheio de pinta.

Estou apaixonada por estes ténis!




É tudo muito giro, não digo que não, mas foi tão grande o desvio da minha ideia original (ir apenas fazer uma aula de Cycle) que não podia deixar de me sentir com remorsos por tanto dinheiro gasto...

Mas há mais história. Claro que há.

Quando cheguei ao ginásio com o saco de ginásio numa mão e o saco da Primark com os ténis novos na outra, qual não foi o meu espanto ao abrir o fecho do primeiro e ver os atacadores fluorescentes dos meus ténis a sorrirem para mim.

Sim, tinha ficado algo em casa nesse dia. Só que não tinham sido os ténis. 

Tinham sido os chinelos.


Catarina


quinta-feira, 29 de junho de 2017

Não foi nada celimpático...

NOTA: Este artigo tem uma introdução algo longa, mas que acho que tem de ser feita. No entanto, se quiserem saltar logo para a parte divertida desta publicação, estão mais do que à vontade. Não fico nada chateada. Começamos?

Quando o período me chegou a primeira vez, ainda era uma inocente menina, que não fazia a mínima ideia do que isso era. Foi durante o Verão, naquelas semanas infindáveis de férias, e, ainda por cima, estava numa colónia de férias, o que foi uma grande chatice. Tive febres altíssimas, dores horríveis e apercebi-me logo que tinha encontrado um inimigo para a vida, e que ele me ia visitar uma vez por mês daí para a frente.

Tive sempre menstruações dolorosas, e perdas de sangue tais que sempre me fizeram acreditar que ficava mais barato a minha mãe comprar uma fábrica de pensos higiénicos do que ter de comprar aos quatro e cinco pacotes por mês. De intervalo em intervalo lá ia eu à casa de banho ver se estava tudo bem (regra geral não estava) e odiei o meu corpo de cada vez que tinha o período. 

Rapidamente começámos (eu e os médicos, fui a muitos por causa disto) a perceber que as menstruações longas vinham, sim, de uma anemia (ou a anemia é que vinha das menstruações longas, é escolher!) e comecei a tomar a pílula e ferro. Isto com 13 anos.

São muitas as histórias, ui!, que podia contar sobre a longevidade do meu período (tipo aquela vez em que estive com o período non-stop durante duas semanas), mas fiquemos pelo mais importante, só há uns quatro ou cinco anos é que consegui finalmente estabilizar o bicho. 

Menstruações de longevidade moderada a curta; fluxo mínimo, tendo apenas a agravante de ter dores horríveis. "É porque és gorda", foi sempre o conselho cheio de sabedoria que as ginecologistas me foram dando. (São tão fofinhas, cá beijo na bunda)

Perdi o peso (ainda não todo, OK, mas já foi algum) e as dores continuam... Mas como sou teimosa, e apesar de nunca antes desta vida de ginásio ter usado, mesmo quando estou com o período dou por mim a ir de tampão para o ginásio... e com dores.

E agora entra a parte divertida (ou não!) do artigo. Se saltaram logo para esta parte, não fico chateada, mas espero que tenham consciência que perderam uma partilha longa, sim, mas também muito divertida! Siga:

Ora, ontem, ao terceiro dia de menstruação, eu NÃO era para ter ido fazer a aula que fui fazer. Mas, como me despachei, cheguei ao ginásio mais cedo do que o previsto, toda contente com a minha aulinha à minha espera. 

E que aula era essa? Ora, dolorosamente, estupidamente e até envergonhadamente, digo-vos que fui fazer uma aula de Cycle. Até aqui tudo bem, nada de vergonhas, estupidez ou dores, mas se acrescentar que fiz esta aula de TAMPÃO, aí o caso muda de figura! 

Não sei se já alguém experimentou fazer aula de Cycle com tampão, mas digamos que assim que me sentei na bicicleta, depois daquele impulso natural para colocar o bundão no celim, senti o que estava dentro de mim e não mais parei de o sentir... e não foi agradável. Na verdade, foi tão desagradável que ainda agora, que já passaram mais de 24 horas, tenho a sensação de ainda ter algo em mim, que não tenho. 

Foi muito desagradável, foi tão desagradável! Se não é possível saber o que dói mais, se um chuto nas bolinhas (dos senhores) ou as dores menstruais, se calhar o que eu senti ontem durante 50 (CINQUENTA!) minutos é assim um mix dos dois... 



As coisas que eu faço pelo meu Biquíni...


Catarina

terça-feira, 16 de maio de 2017

No princípio era o Verbo... ou melhor, a pessoa verbal


"E agora vais começar a subir a montanha." 

"Vamos fazer a saudação ao Sol."

"Quando achares que já não vais conseguir mais, vais ter de dar mais um bocadinho."

"Vamos esticar a perna direita até sentir pressão."

Acaba por ser engraçado como as diferentes pessoas verbais utilizadas pelas pessoas que nos dão aula de grupo definem tão bem a nossa atitude perante o exercício.

Estas frases, aqui rudemente transcritas por mim, são de pessoas diferentes. 

Numa aula em que puxam pelo "eu", a ideia que passa é que, apesar de a sala estar cheia de gente, é comigo, Catarina, que o professor está a falar. Sou eu que tenho de ganhar, numa luta entre mim e a bicicleta, entre mim e o meu corpo, entre mim e a minha mente, mas acima de tudo entre mim e a sala cheia de outros "egos".
Acabo sempre uma aula de Cycle com vontade de ir ver quantos quilómetros cada um dos outros egos ali presentes conseguiu fazer, só para saber se ganhei a prova do Tour do dia.
Na parte que me toca, ontem estreei-me nas aulas das 07h20 (sim, da manhã, caso contrário teria escrito 19h20!) e superei, pela primeira vez, a marca dos 30 quilómetros pedalados (foram 32,900). 

Numa aula em que nos colocam juntos na pessoa verbal, como numa aula de Zumba ou de Yoga, é mais fácil esquecermos a "competição". Mesmo se numa aula de Yoga, como nas que tenho feito com a Inês do YogaProjection, o "nós" se refira a mim Catarina e aos meus chacras e não necessariamente a mim Catarina e aos meus parceiros de saudação solar, a realidade é que a atitude muda. Há uma tranquilidade em achar que estamos todos no mesmo barco (ou no mesmo tapete) e que, por isso, nos podemos exercitar serenamente, sem pressões de chegar lá primeiro porque, no fundo, vamos todos juntos. 

Mas quer seja em "nós" ou em "tu", no princípio há o verbo, e só um verbo: IR! É mesmo o mais importante de tudo. Quer seja a lutar contra o nosso corpo ou contra o de outros, quer seja a tentar superar a nossa elasticidade ou a chegar a um nível de serenidade com o mundo que nos rodeia, o importante mesmo é ir. 
Não vos consigo expressar o quanto me custou acordar às 06h para chegar ao ginásio a horas de apanhar a senha para Cycle ontem de manhã. Mas pensei para comigo: "Se conseguires ir, vais sentir um orgulho imenso em ti... e vais adorar! Vamos, Catarina!"

E fui. Eu, o meu ego, os meus chacras e a minha convicção que, se olhar ao espelho, só vou ver uma: a minha verdadeira competição. 



Catarina


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Yoga também é uma espécie de Yoda, certo?

Através da minha escrita, acho que conseguem perceber que sou um pouco ansiosa... muitas reticências (como as que usei antes de escrever "muitas reticências"), muitos solilóquios entre parêntesis (como os que usei depois de escrever "muitas reticências" e que voltei a usar agora), muitas enumerações (confere!), muitas interjeições, enfim!, muita pressa de deitar cá para fora o que parece estar preso na ponta dos dedos e ansioso de ser digitado num teclado.

Mas a palavra-chave é mesmo "ansiedade". Estou constantemente ansiosa que o amanhã chegue. Vivo em ânsias que chegue daqui a um bocadinho, mesmo que esse daqui a um bocadinho nada traga de novo; odeio esperar e sinto que às vezes quando me sento verdadeiramente quieta durante cinco minutos, todo o meu corpo pulsa numa espécie de "Ena! Isto é novo! Deixa-me cá aproveitar antes que ela se levante..."

Por isso, uma aula de Yoga sempre me pareceu uma opção pouco "catarinesca". Se no ginásio experimentei BodyBalance, que é uma mistura de yoga, tai chi e pilates, e até acho que não me saía mal, o yoga em si, sozinho em toda a sua dificuldade e "inner self", nunca tinha experimentado. Mas fui desafiada. E raramente digo que não a um desafio (corri ou não corri a Meia-Maratona?!) 


Sexta-feira de manhã, o meu dia de folga e logo a finalizar uma semana complicada a todos os níveis, lá foi ela (eu). A medo. Com todas as emoções à flor da pele: as de rever um amigo (que me desafiou), as de estar frio e não levar roupa apropriada para o suportar, as de ainda estar a pensar no que aconteceu no trabalho durante a semana, as de... as de... as de... Enfim, a cabeça ia cheia, como costuma ir para todo o lado. 

O texto já vai longo, eu sei, mas é mesmo para mostrar como funciona a minha cabeça... sempre a mil... até que... pára tudo. Há uma calma. A voz da Inês ao fundo da sala. O aconchego de quatro paredes tão próximas, num espaço tão intimista. O riso atrevido do Nuno, quem me desafiou para fazer a aula, como que a dizer "Preferias estar a abanar a bunda, que eu bem sei..." E, estranhamente, posso afirmar que não preferia.

É isso mesmo, estranho. Mas se me tenho vindo a superar em tudo, no peso, na alimentação, nas rotinas, que esquisito ainda não me ter lembrado de abrandar a mente, ou seja, de superar o acto de me deixar tranquilizar.

Claro, não foi fácil. Na verdade, nem chegou bem a ser pois passei grande parte da aula a olhar para a Inês, a tentar perceber se estava a fazer tudo bem e ainda e sempre a minha eterna luta com os óculos que de cabeça para baixo e pernas para o ar deixaram a gravidade levar a melhor, os bandidos!

Mas soube-me estranhamente bem. Sei que tenho um problema de elasticidade (de falta dela) e de equilíbrio (de falta dele) e que os devia tentar resolver. Mas, acima de tudo, a música calma a envolver a mente, a tentar travar os pensamentos constantes, esse é mesmo o desafio.

Numa aula de Cycle, a luta é com o meu corpo, claro, mas também é com o corpo dos outros: o objectivo é pedalar mais rápido que eles, ser a líder do pelotão e a mente agarra-se a tudo para conseguir ganhar. Numa aula de Yoga nada disso pode existir. É tão o oposto que sinto mesmo que ainda vou demorar bastante tempo a conseguir libertar a mente do pelotão. Mas hei-de conseguir.

E, lá está, as pessoas! Tenho tido a sorte de ir encontrando as pessoas certas neste último ano e meio e têm-me chegado sempre na altura certa.
A Inês é o corpo elástico (que ainda nem existe palavra para a elasticidade daquela mulher, e se não acreditam vejam as fotografias do Facebook dela!) por trás do projecto YogaProjection. Podendo, acho que tinha feito um áudio da aula só para transportar a sua voz calma, mas segura comigo para todo o lado. 

É estranho, pois se o Yoga nos parece trazer à terra, acaba também por deixar a mente a flutuar... E a Inês dá uma entrega tão grande à sua aula, a sua voz dá tanta certeza que vamos conseguir fazer saudações ao Sol sem vacilar que acabamos por fazer... bom, mais ou menos. Mas a vontade está lá!

Temos já futuros encontros marcados e não têm desculpa para não irem experimentar uma aula com ela! Santa Amaro de Oeiras, Massamá, Queluz, Olivais, Póvoa de Santo Adrião...! Uf! Para quem transporta a tranquilidade e serenidade esta mulher não pára!

E claro que tenho que agradecer ao Nuno por me ter desafiado. E por ter estado tão à vontade no final da aula no momento do relaxamento que até ressonou. A sério. Ele já vai num nível superior de entrega ao Yoga. Já vai em nível mestre Jedi Yoda, enquanto eu ainda sou uma jovem Padawan... (fogo! Até com Yoga eu falo em "Star Wars"! Alguém que tenha mão em mim!)

Catarina

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Dia Mundial da Actividade Física

Quando era miúda, arranjava os estratagemas mais estapafúrdios para pedir à minha avó dinheiro. Era uma verdadeira capitalista: ou porque tinha tido positiva num teste, ou porque tinha comido a sopa toda ou porque era dia mundial de alguma coisa.
Claro que ela alinhava sempre nas minhas teorias. Hoje em dia, vejo que o fazia porque... é minha avó, mas na altura pensava mesmo que lhe estava a pregar grandes petas e que até poderia ter futuro como política. Estava enganada, claro.

Mas hoje, hoje não preciso que ela me dê dinheiro para celebrar este dia. Eu, sim, é que vou dar o litro no ginásio. Tenho uma aula de Cycle e outra de Zumba (e se bem me conheço ainda vou ter energias para dançar um bocadinho quando chegar a casa) e tenciono celebrar o Dia Mundial da Actividade Física a fazer o que descobri me fazer verdadeiramente feliz: mexer!



Se ainda estão com desculpas para fazerem exercício físico, acho que hoje era um muito bom dia para se deixarem disso. Pensem no dia de hoje como uma espécie de marco que daqui a um ano vos podia fazer lembrar que foi quando começaram a mudar.

Deixo-vos três sugestões que, se tivesse eu hoje oportunidade, acrescentava às minhas aulinhas. A saber:

1 - A Piscina Municipal do Alvito, em Alcântara, vai ter uma Festa na Piscina, com aula de hidropower, Fitness On Water (que já partilhei convosco a minha experiência e que tenciono repetir!), brindes e surpresas! A entrada é um donativo de 1 kg de alimentos.

2 - Se calhar está na hora (ou no dia!) de ligarem para a Rapid FIT&WELL para fazerem uma sessão experimental de treino, não? Eu acho que sim! Já vos falei aqui tanto do quanto gosto disto que bem que podiam ir testar para perceberem o fascínio. Vá, está à distância de um clique!

3 - Se acham que isto ainda não é para vocês (ai, credo!, ter que fazer exercício físico ao pé de outras pessoas!) e que tal uma musiquinha para Abanar o Esqueleto? Deixo-vos uma que, se não vos deixar um sorriso na cara e com vontade de dançar, é porque são uns insensíveis, fiquem já a saber! ;)



Feliz Dia Mundial da Actividade Física!

Catarina

domingo, 2 de abril de 2017

Todos a pensar no mesmo...

À segunda-feira é dia de Zumba à hora de almoço. Não uma Zumba qualquer, uma Zumba com o meu mestre Daniel Barreto. É assim a minha hora obrigatória de ir ao ginásio. Faço mil e um malabarismos para conseguir chegar a horas, mas na segunda-feira passada, o Daniel não foi. 

Nada contra a menina que o ia substituir, mas rodei nos calcanhares e fui trocar a senha de Zumba por uma de Cycle, já que também é uma aula que me diz muito e achei, porque não?, já que fico sem Daniel, pelo menos não fico sem mexer a bunda.

Se já aqui vos falei da minha paixão por aulas de Cycle e de como consegui superar a questão traseira de ficar com o hemorroidal aflito com a ajuda de uns calções almofadados, orgulhem-se de saber que, apesar de não ir, de todo, a contar rolar 27 quilómetros numa bicicleta, ou seja, ia sem os ditos calções, pelo menos foi bom ficar a saber que as minhas partes baixas já aguentam este treino sem protecção extra.

E sim, estamos todos a pensar no mesmo.



Boa semana!

Catarina

sexta-feira, 10 de março de 2017

Dança comigo, bicicleta!




A primeira vez que fiz uma aula de Cycle, ia para aí na minha segunda semana de ginásio. Como sempre adorei andar de bicicleta, achei que aquela aula seria, quase literalmente, um passeio no parque. Estava (muito) enganada.

Foram dos 45 minutos mais improvavelmente desconfortáveis da minha vida: doía-me o rabo quando estava sentada. Doía-me as pernas quando o professor nos mandava levantar. Tive mais sede do que o litro e meio de água que levei conseguiu saciar. Tive muito calor. Pensei mesmo que não seria capaz de aguentar o tempo regulamentar da aula. Mas consegui. Mal, mas consegui.

Quando saí, o professor perguntou-me como correu, ao que respondi: "Mal, senti desconforto no banco o tempo todo!"
"Pois, acontece", retorquiu ele.

Não sei se por esta atitude "Não quero saber de ti, sua gorda" do professor, se por ter ficado as duas semanas seguintes sem sequer me conseguir sentar para fazer chichi, mas coloquei a bicicleta "na garagem" durante uns valentes meses, mas o bichinho esteve sempre lá.

Numa conversa de ginásio, falaram-me de uns calções almofadados que faziam milagres nas aulas de Cycle. Resolvi experimentar. 

Fui confiante: calções almofadados, duas garrafas de água, top de alças e já uns quatro meses de ginásio no corpo. O professor foi o mesmo, o que ajudou a dar ainda mais o litro. Queria-lhe mostrar que a gordita conseguia pedalar! Tinha tudo para dar certo... e deu!

Hoje em dia é das aulas que mais gosto de fazer, e sei que tenho boa perna para pedalar. Quando estou numa aula de Cycle, parece que é só a música e a bicicleta. Gosto de pedalar com os ritmos que me dão, por isso acho que acaba por ser mais uma aula de dança em que o meu parceiro é uma bicicleta. E basta um bocadinho de imaginação para transformar o Estúdio da aula numa paisagem idílica e ir por aí fora com os meus cabelos ao vento... Adoro!


Catarina



sábado, 25 de fevereiro de 2017

Abanar o esqueleto #15

Durante anos, andei atrás destes senhores que nem uma abelha atrás de pólen. Fui a concertos, encontros, festivais, lançamentos de livros, lançamentos de álbuns, peças de teatro (sim, que ainda assisti a uma ou duas peças sobre a vida destes senhores)... onde eles estavam, era seguro que eu estaria por perto.

Os tempos de faculdade passaram, e esta minha ânsia de os ver acalmou. 

Na quinta-feira, durante a aula de Cycle, eles ecoaram no Estúdio 3 e, qual não foi o meu espanto, quando dei por mim a trepar uma montanha ao som deles. E não é que combina? Combina tanto que de tão embrenhada que estava a cantarolar as suas músicas (em voz alta), continuei a trepar a montanha, mesmo quando já toda a gente estava de rabo sentado na bicicleta.

É que, coincidência das coincidências, esta é das minhas músicas favoritas dos Xutos & Pontapés!



Bom fim-de-semana!


Catarina

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