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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Blogazine de Janeiro nas "bancas"!


Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça... que é a Blogazine de Janeiro! A sério, gente, esta revista está cada vez mais bonita e interessante e conta, de novo, com um texto desta que vos escreve agora, desta feita sobre uma das resoluções de ano novo mais vezes adiada: começar a ir ao ginásio!



Além disso, tem uma entrevista com a encantadora, gira e verdadeira inspiração Damaris Sousa. Para saberem porque lhe dei estes títulos, é ir ler a revista AQUI!

Boas leituras,

Catarina

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Quando ele vem e me diz "É para fazer agachamentos"...

Pelo que aqui vos vou contando, acho que já deu para perceber que gosto muito, mesmo muito, de ir ao ginásio. Que não me importo nada de passar as folgas a treinar e que sentir o suor a escorrer pelo rosto é uma satisfação do caraças.

Mas não se deixem enganar, pois eu não gosto de TUDO o que se faz num ginásio. Há uma coisa que, por mais que faça, e até faço muitas vezes, não consigo gostar: agachamentos. 

Ó coisa do demónio! Até acho que sou uma pessoa coordenada, mas quando se trata de fazer um agachamento é quando a porca torce o rabo, que é como quem diz, é quando a Catarina se sente a desconjuntar toda. 

Não há vez que o Hugo me diga para fazer um agachamento que eu não diga "Oh, maaaaaaaan!", numa espécie de citação queixosa de um teenager norte-americano. Principalmente os agachamentos à frente, que a Internet diz se chamarem "Afundos", mas que pode ser outra coisa que agora não me lembro, pois que mesmo a minha mente fica em modo vazio quando faço os ditos... afundos. 



Mas a verdade é que, mal ou bem, os faço. Com mais ou menos queixume, já devo ter feito para cima de uns milhares de agachamentos neste último ano e meio. E tudo isto para dizer que, mesmo quando não há vontade, tem de haver querer. Mesmo se não gostarmos de fazer uma coisa, basta pensar que daí por cinco ou dez minutos essa "coisa" já passou e que, pelo menos, fizemos!

É isso: vamoquivamo, gente!

Catarina

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Sem ele era ainda mais difícil...


Simulava cada mudança metida e cada pisca colocado. Era das coisas que mais gostava de fazer quando a família ia toda tratar do jardim do meu tio: sentava-me no lugar de condutor a fingir que conduzia. Na minha cabeça, recriava a viagem toda que fazíamos desde a nossa casa nos Olivais até à outra margem, à Lagoa de Albufeira, para a casa de férias de um tio.

Quando fiz 18 anos, a minha avó quis-me oferecer logo a carta de condução, mas eu, que sabia que não ia ter dinheiro para comprar um carro nem para o manter, resolvi esperar. 

Entrei para a faculdade, fiz curso, pós-graduação e estágio, e só ao fim de estar a trabalhar quase dois anos é que resolvi tirar a carta.

Claro, chumbei no exame de código a primeira vez, com quatro (FOI POR UMA!) respostas falhadas. Tive com o código o mesmo amor (not!) que tive com a matemática: para que é que preciso de estudar isto se não me vai fazer falta para a vida? O que é que me interessa se um camião pode levar mil toneladas ou três mil? Não vou andar a pesar camiões, gente! 

Da segunda vez que fiz o exame de código, com a pressão de não querer gastar mais dinheiro em inscrições (sou muito tio Patinhas, confesso), arranjei um estratagema para aqueles dados que eu achava irrelevantes, mas que me tinham tramado no primeiro exame. Compus rimas para todos os valores, pesos, limites de velocidades, enfim, foi ver-me no exame de código a abanar a cabeça ao som das minhas rimas... mas passei, e com zero perguntas falhadas. 

A condução foi outra história. Lembro-me de, na primeira aula em que conduzi, o meu instrutor ter passado a maior parte do tempo ao telemóvel, e chegámos inteiros ao destino - facto que me deu uma confiança parva na altura, do género "Ena, conduzi sozinha!"
A realidade é que passei no exame de condução à primeira, apesar do (muito) nervosa que ia.

Toda esta viagem pela minha memória automobilística para chegar a esta conclusão que, agora sim, tem que ver com este blogue:

se conduzir desse para perder peso, podem ter a certeza que já tinha chegado aos 30 quilos, quiçá 35?, perdidos. As voltas que dou no meu carro de um lado para o outro de ginásio em ginásio, fazem dele um verdadeiro peregrino nesta minha causa.

Por isso, hoje queria pedir uma salva de palmas para o meu bólide, o parceiro ideal de treino, o verdadeiro Jedi Master!


Catarina

terça-feira, 18 de abril de 2017

Sou uma "Danielete". Ou uma "Barretete". No fundo, sou mais feliz porque danço com ele!

Regra geral, quando começo um texto para o blogue, já sei precisamente o que escrever. Sei como vou começar, as metáforas a empregar, as imagens ou vídeos que quero usar e até como quero concluir.

Deparo-me por isso perante a ingrata tarefa de querer escrever sobre uma pessoa de quem até já aqui falei... e falhar-me o português. Sim, falham-me as palavras porque tenho tanto para dizer e tenho por missão de vida ser a pessoa que mais textos bonitos que dedica... Quero tanto passar uma coisa não-palpável para palavras que o piscar do cursor a querer que lhe dê texto parece exercer uma pressão enorme em mim. Mas cá vai. 

Pensar nas aulas do Daniel Barreto, seja Zumba, Euphoria, Strong (e até quer-me parecer que se ele desse aulas de Métodos Quantitativos eu iria achar interessante), e de como elas me fazem sentir, é quase uma experiência extra-sensorial. Tenho alturas nas aulas em que me perco, não por culpa das coreografias (OK, às vezes também acontece), mas porque dou por mim a observar este talento de menino-homem que tive a sorte de conhecer. 

Honestamente, seria feliz só a ver uma aula dele, assim a espreitar pela janela do ginásio e a vê-lo não só a ele a dançar, mas também a quem com ele dança. Não há caras tristes. Não há problemas. Assim que se entrega a senha ao Daniel, é como se o mundo fosse só aquela sala de ginásio. Aquelas músicas (ainda por cima trago já uma nova Banda Sonora para a minha vida). Aquelas coreografias. Aquela energia do Daniel.

Acredito mesmo que ele tem mais ritmo, encanto, talento, energia, felicidade e boa-disposição no lenço que traz sempre pendurado de lado do que eu nos meus 1,83 inteiros. E se isso não o faz especial, não sei o que fará.

Ele é só assim o melhor mestre de Zumba do Universo, e não sabe, que nunca lho disse, mas foi muito por culpa dele e das suas aulas que aqui esta menina que vos escreve não desistiu do ginásio. Elas eram um incentivo a pôr ali (no ginásio) o meu pezinho, e, já que lá ia, porque não fazer uma aula de Cycle antes ou de BodyPump depois da Zumba?

Ultimamente têm-me feito muito uma pergunta: "O que é que te imaginas a fazer daqui a 10 anos?"
Para ser sincera, não sei. Mas se daqui a 10 anos continuar a dançar com o Daniel (pode ser que finalmente deixe de "catarinar" nas aulas de Zumba e solte de vez a franga) podem ter a certeza que vou ser uma pessoa feliz. 

Porque, afinal, quem dança é mais feliz... Mas quem dança com o Daniel, fogo!, é TÃO mais feliz! Não se nota no meu sorriso?



Catarina


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Pós-Páscoa



Querendo, tinha toda uma parafernália de adereços de ginásio para fazer exercício em casa: tenho bola de pilates, halteres, kettlebell, bicicleta estática, tapete de yoga, até tenho um TRX. Mas, lá está... Querendo. 
A realidade é que me habituei tanto a ir ao ginásio que me custa imenso fazer o que quer que seja em casa. (Também é um facto que passo pouco tempo em casa, e quando lá estou dá-me para fazer coisas tão triviais como arrumar a cozinha, engomar, limpar o pó, etc. Só luxos, portanto!)
Estes três dias de Páscoa passaram-se e eu, que há oito anos não a passava com a família, fui adiando a ida ao ginásio até que, sábado à noite, "caí na real" e disse logo para mim mesma: "Não, Catarina. Amanhã também não vais ao ginásio." E assim não fui.

Foram TRÊS dias sem o rebuliço de ginásio. Sem transpirar uma gotinha de suor. Sem vestir um soutien desportivo. TRÊS dias. 
E agora perguntam-me: Soube-te bem, Catarina?
Claro que não!
Hoje na aula de Zumba até parecia que estava a ter taquicardias, de tão fora de forma que me sentia! Foram só três dias, é verdade, mas fui tão calona que nem me dei ao trabalho de vir ao blogue ver se estava vivo, se tinha sido atacado por algum hacker, enfim... foi o verdadeiro "dolce fare niente"...

Espero que a vossa Páscoa tenha sido mais activa que a minha, tanto a nível de exercício físico como de ingestão de doces, já que uma fatia de bolo não se pode propriamente afirmar como um pecado de gula, pois não? É que se for pecado, sou culpada. Mas foi só uma fatia de bolo. E algum pão com queijo... OK, talvez tenha sido muito pão com queijo...

Catarina

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Eu não sou desastrada... Vá, talvez seja um bocadinho...


Fiz a cambalhota que a professora Arlete (de apelido dado por mim "Cara-de-Omelete") mandou numa aula de Educação Física do 5.º ano. Ao levantar-me, pus mal o pé. Muito mal. A dor foi instantânea. O inchaço também. Não obstante o meu queixume, ainda tive que fazer mais uma cambalhota porque, para a Arlete Cara-de-Omelete, é claro que eu estava a simular uma lesão.

Resultado: dedo mínimo do pé direito partido (só aí fiquei a saber distinguir a direita da esquerda. Bem, mais ou menos. Foi só aí que arranjei uma "bengala" - ou uma canadiana - que ainda hoje uso para saber qual a esquerda e a direita: olho para o pé que parti e tive engessado durante duas semanas).

Fiz cavalinhos de bicicleta; subi montanhas e montes. Corridas? Era a primeira a dizer "Vamos a isso!" E todas as cicatrizes que tenho nas pernas provocadas na bicicleta foram a rolar suavemente na rua. Quando era o verdadeiro "passeio no parque", lá ia eu conhecer as pedras da calçada com os meus joelhos.

Resultado: "Ó mããããããããe!"

A primeira (e única) queda que dei a andar de patins-em-linha foi em casa. Caí de cu no chão porque o raio do patim (direito) ficou preso no tapete da sala enquanto me dirigia para a rua.

Resultado: Andei com a bunda a gelo durante um bom par de semanas. Mas, mesmo assim, depois da queda fui para a rua andar de patins. Combinações com os amigos são combinações com os amigos, caramba!

No início do Verão passado, durante uma aula de Cycle, e depois de ler um artigo a dizer que devíamos contrariar o nosso cérebro todos os dias fazendo coisas (deixo à imaginação que coisas podem ser essas) com a mão oposta à do costume, resolvi aumentar a carga da bicla.

Resultado: Ainda hoje (sim, HOJE) me dói o dedo mínimo da mão esquerda porque bati contra o guiador num momento de desequilíbrio durante essa tal aula de Cycle.

Faço trinta por uma linha no ginásio, que faço. Dou por mim armada em Amazona caixa-de-óculos a fazer coisas que nunca pensei fazer e, mesmo assim (mesmo assim), continuo a lesionar-me das maneiras mais esquisitas possíveis...

A semana passada, ao vestir um casaco, devo-me ter armado em contorcionista chinês pois que ando aqui com a chamada "pontada" desde o ombro até ao pulso direito... Lá cedi às evidências, e já ando de pulso elástico há cinco dias, já que o "Amanhã já estou boa" nunca mais chegava e a vida de ginásio começou a piorar a dor...

Resultado:

Catarina






domingo, 2 de abril de 2017

Todos a pensar no mesmo...

À segunda-feira é dia de Zumba à hora de almoço. Não uma Zumba qualquer, uma Zumba com o meu mestre Daniel Barreto. É assim a minha hora obrigatória de ir ao ginásio. Faço mil e um malabarismos para conseguir chegar a horas, mas na segunda-feira passada, o Daniel não foi. 

Nada contra a menina que o ia substituir, mas rodei nos calcanhares e fui trocar a senha de Zumba por uma de Cycle, já que também é uma aula que me diz muito e achei, porque não?, já que fico sem Daniel, pelo menos não fico sem mexer a bunda.

Se já aqui vos falei da minha paixão por aulas de Cycle e de como consegui superar a questão traseira de ficar com o hemorroidal aflito com a ajuda de uns calções almofadados, orgulhem-se de saber que, apesar de não ir, de todo, a contar rolar 27 quilómetros numa bicicleta, ou seja, ia sem os ditos calções, pelo menos foi bom ficar a saber que as minhas partes baixas já aguentam este treino sem protecção extra.

E sim, estamos todos a pensar no mesmo.



Boa semana!

Catarina

terça-feira, 21 de março de 2017

Mirror, mirror on the gym...

Traio o Pedro com o Hugo; o Hugo com o Daniel e o Daniel com o Carlos... e ainda consegui traí-los a todos com o Vasco.

De todos eles, além do treino em si e dos seus benefícios, trago sempre alguma coisa. 


Do Pedro trago a inquietude; 

do Hugo trago as boas vibrações;
do Daniel trago a felicidade de dançar;
do Carlos trago o entusiasmo...
e do Vasco trouxe um invulgar orgulho.

Conheci o Vasco numa sessão experimental de Personal Trainer que vos falarei por cá em breve. Uma hora foi o suficiente para ele perceber que eu tenho um problema com espelhos: "Tens de olhar em frente, é importante não só para veres como está o teu corpo, como para manter o equilíbrio e uma postura direita", disse-me ele umas duas ou três vezes antes de eu lhe confessar: "Odeio olhar-me ao espelho..."

A resposta dele foi a mais improvável e, ao mesmo tempo, a mais óbvia. Gostava de tatuar as suas palavras no meu âmago para não mais me esquecer delas, mas partilho-as convosco pois... é isto mesmo. É isto mesmo...! Disse-me ele: "Ainda é tão pequena a percentagem de pessoas que praticam desporto no nosso país, que quem não pratica é que devia ter problemas em se olhar ao espelho. Tu tens de encher o peito e ter orgulho em ti, ainda por cima, fazes exercício com gosto. Sabes que isso é ainda mais raro, certo?"

Como não encarar o espelho com outros olhos depois deste discurso? E é algo tão óbvio que até parece ridículo ter tantos problemas em olhar para mim a treinar. Sim, transpiro que nem um texugo, sim, (ainda) estou fora da minha zona de conforto, mas, caneco!, estou a tentar, e com gosto! 

Assim como a alimentação saudável ou o exercício físico, o espelho é só mais uma barreira. Vamos lá superá-la!



Catarina

quinta-feira, 16 de março de 2017

Em modo Capela Sistina


Há updates importantes a serem feitos de vez em quando neste blogue.
Um deles, claro está, é a minha pança. Como vai ela?, perguntam vocês. 

Ao que respondo, assim:


Posso afirmar que está a funcionar... Pelo menos, acho que sim. Tanto os treinos com o Pedro como os treinos com o Hugo na Rapid FIT&WELL começam a dar (boa) forma a este meu corpo. Claro que fico super contente por mim, mas, caramba, quero mesmo deixar os meus dois moços orgulhosos! Quero ser uma espécie de Capela Sistina deles. Estou a dar trabalho, eles têm que ter muita paciência, mas vou ficar um deleite, se vou!

Catarina

segunda-feira, 13 de março de 2017

Artigo que mete água


O que menos me custa fazer nesta luta diária para ser mais saudável, é beber água. Faço-o com satisfação e consigo beber até 3 litros por dia como quem... bom, na realidade, como quem bebe água. Não há metáfora menos "metaforicável". 
E antes que pensem "Ena! Tanta água!", convenhamos que passo muito tempo no ginásio a transpirar, portanto, logo aí devo beber entre 1,5l/2l todas as manhãs. Acaba por ser fácil chegar aos tais 3l diários. No entanto, tenho consciência que, para muito boa gente, é difícil... meter água! 

Foi em conversa com uma amiga que ela partilhou comigo as suas frustrações em ter de fazer essa tarefa de objectivos mínimos de ingestão de água. A vontade é pouca, mas tem que ser. Assim, e como tem um namorado muito espirituoso que lhe deu este miminho, a solução apareceu em forma de motivação numa garrafa adaptada à falta de vontade em beber água... 



E digam-me lá se assim não fica mais fácil chegar ao fundo da garrafa?... 

Bem, se calhar não fica, mas pelo menos há um sorriso de cada vez que se olha para a garrafa! É o amor a meter água...

Catarina


sexta-feira, 10 de março de 2017

Dança comigo, bicicleta!




A primeira vez que fiz uma aula de Cycle, ia para aí na minha segunda semana de ginásio. Como sempre adorei andar de bicicleta, achei que aquela aula seria, quase literalmente, um passeio no parque. Estava (muito) enganada.

Foram dos 45 minutos mais improvavelmente desconfortáveis da minha vida: doía-me o rabo quando estava sentada. Doía-me as pernas quando o professor nos mandava levantar. Tive mais sede do que o litro e meio de água que levei conseguiu saciar. Tive muito calor. Pensei mesmo que não seria capaz de aguentar o tempo regulamentar da aula. Mas consegui. Mal, mas consegui.

Quando saí, o professor perguntou-me como correu, ao que respondi: "Mal, senti desconforto no banco o tempo todo!"
"Pois, acontece", retorquiu ele.

Não sei se por esta atitude "Não quero saber de ti, sua gorda" do professor, se por ter ficado as duas semanas seguintes sem sequer me conseguir sentar para fazer chichi, mas coloquei a bicicleta "na garagem" durante uns valentes meses, mas o bichinho esteve sempre lá.

Numa conversa de ginásio, falaram-me de uns calções almofadados que faziam milagres nas aulas de Cycle. Resolvi experimentar. 

Fui confiante: calções almofadados, duas garrafas de água, top de alças e já uns quatro meses de ginásio no corpo. O professor foi o mesmo, o que ajudou a dar ainda mais o litro. Queria-lhe mostrar que a gordita conseguia pedalar! Tinha tudo para dar certo... e deu!

Hoje em dia é das aulas que mais gosto de fazer, e sei que tenho boa perna para pedalar. Quando estou numa aula de Cycle, parece que é só a música e a bicicleta. Gosto de pedalar com os ritmos que me dão, por isso acho que acaba por ser mais uma aula de dança em que o meu parceiro é uma bicicleta. E basta um bocadinho de imaginação para transformar o Estúdio da aula numa paisagem idílica e ir por aí fora com os meus cabelos ao vento... Adoro!


Catarina



domingo, 5 de março de 2017

Eu tenho dois amores na Rapid FIT&WELL


Já aqui vos disse que tive de "partilhar" o Hugo na sessão da semana passada e, como tal, treinei com a outra cara laroca da Rapid FIT&WELL de Campo de Ourique, o Carlos. 

O que vos posso dizer sobre o Carlos? Bom, para começar, é um irrequieto de primeira, o que, para mim, são logo pontos extras. Acho que quem tem calma não tem alma, como diria o Fernando Pessoa, e ele é o oposto disso. É uma "alma nova" num corpo cheio de energia e, ainda por cima, dá treinos com o tal fatinho mágico da electroestimulação muscular. Parecem um "match made in heaven".

Começou logo por me avisar que ia puxar por mim! Desafio aceite, Carlos! Mas mal eu sabia o que me esperava...
Deu-me a escolher entre dois treinos: (St)ab Strenght ou o TEA (treino de estrutura axial), carinhosamente chamado de Hora do Chá.
Como o Hora do Chá me pareceu um nome muito fofinho e com "água  no bico" (because "tea"), optei pelo (St)ab Strenght o que, olhando para essa escolha agora, me faz pensar que foi a menos correcta... É que, hoje é domingo, o treino foi na quinta-feira, e ainda sinto os meus músculos para lá de doridos. Sim, é brutal, das melhores sensações do mundo, mas quando vos derem a escolher entre um Chá e um "stABing", escolham sempre o Chá... Quer dizer, acho eu!

Sei que tive ali momentos em que o corpo (e a força) me falhou, mas o Carlos é um optimista e esteve sempre ali a torcer por mim, a ajudar-me e a amparar-me. Até me senti uma atleta olímpica, de verdade! É um profissionalão!

Acaba por ser interessante trabalhar com outras pessoas, para receber diferentes estímulos. Foi mesmo um gosto trabalhar com ele. É caso para dizer que tenho dois amores na Rapid Fit! (Bom, na realidade são mais amores, que a equipa é toda um mimo, e o meu coração é grande para todos).

'Bora lá, Carlos! Estou ansiosa de beber um chá contigo da próxima vez... Ou será que não estarei?

Quando o cabelo torna alguém mais alto que eu!
Catarina

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A minha imagem de marca

Eu e o meu cabelo temos uma relação complicada. Eu até gosto dele, que gosto. Regra geral, cheira sempre bem, é assim comprido, ondulado, e dá-me um ar de amazonas que eu bem gosto. É quase a minha imagem de marca, o meu cabelo. (Ainda no outro dia um colega disse-me que me reconheceu no carro por causa dos caracóis dos cabelos aos saltos.)

Mas já uso o mesmo penteado há tantos anos que acho que está na hora de mudar. Mas (há sempre um mas) o meu cabelo, mais que um acessório de moda ou engate, é mesmo a minha maior manta. Serve para me esconder do mundo. Para me deixar refugiar atrás de uma cortina morena, num palco só meu. E é por isso, e só por isso, que o continuo a usar assim. Comprido.  

Prometi a mim mesma que, quando chegasse aos 30 quilos perdidos, ia ao cabeleireiro resolver isto. Até já sei o corte que quero, bem mais pequeno, até porque, nesta vida de ginásio, um cabelo mais curto é tão mais prático e poupa imenso tempo em lavagens e secagens! Mas falta chegar aos 30 quilos perdidos… claro que não é uma lei. Não vou presa se o for cortar agora aos 24 quilos perdidos… mas sempre vi os 30 quilos como um marco. Bem sei que, mesmo com 30 quilos a menos, ainda não vou estar fit, longe disso, mas é uma conquista, o chegar aos 30 quilos, e merece uma mudança!

Quando cheguei aos 20 quilos perdidos, mudei de óculos. Comprei uns bem mais pequeninos, uns que não dessem para me esconder tanto a cara.

Quando chegar aos 30 quilos perdidos, mudo de penteado.

Mas… até lá, vou continuar a ter “bad hair weeks” como esta. Sim, porque se lhe estou a dedicar todo um artigo, é porque esta minha gadelha esta semana está-me a deixar os cabelos em pé!



Catarina


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

De caneta e haltere na mão




Quando comecei o blogue, pensei que rapidamente me fosse arrepender da "temática" escolhida: "Pronto, OK, vou partilhar que perdi peso e que vou ao ginásio, vou ficar sem assunto em menos de nada, mas vou arriscar", pensei na altura.

E ainda bem que o resolvi fazer. É muito mais que só essa partilha, este meu blogue, é a descoberta constante, quase diária, do gosto que é ter decidido mudar de vida. São os pequenos tudos, os pequenos nadas deste corre-corre diário de ir ao ginásio, de mexer, de experimentar coisas novas, de lidar com tanta e boa gente (no ginásio e aqui na blogosfera).

Há sempre coisas para contar. Estou tão focada em mim e neste objectivo que tenho que não há como fugir do assunto "eu" todos os dias. É esta a minha vida agora e claro que há assunto! Se há!

Tivesse eu uma caneta e um papel sempre comigo e vos garanto que tinha muito para vos contar. Há quem seja mais criativo quando vai a conduzir, a tomar banho ou até a fazer o amor, acontece que comigo eu sou mais criativa quando estou na passadeira. É verdade. Aquele ramerrame da passada despoleta em mim o heterónimo Biquíni e fico cheia de ideias e vontades de escrever sobre tudo e nada da vida de ginásio (ou será o subconsciente a mandar-me sair da passadeira?!)

Claro que não dá muito jeito escrever naquela altura, certo? Mesmo no smartphone já se mostrou difícil de o fazer, afinal, uma pessoa já está ocupada em andar, manter-se de pé, equilibrar-se, respirar, ter a certeza que não põe um pé fora da passadeira, observar quem passa, ouvir a música de fundo, pensar que tem fome, pensar que tem sede, pensar que tem calor, pensar que ainda tem os pés frios... uma canseira de coordenação! 

Mas acho que está a correr bem esta minha/nossa partilha. Não encaro de todo vir aqui como um sacrifício, é quase como o arrumar do saco do ginásio ao fim do dia. 

Vir aqui é quase a conclusão do meu dia de actividade.

E de pensar que há pouco mais de um ano a minha vida era tão diferente...

Catarina


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Agarra-te às paredes!

Aqui há uns valentes anos, era eu uma gaiata mínima, por uma longa razão que não vale a pena contar, chateei-me com os meus avós. Fiz birra, vá. 

Quem conhece a zona de Campolide, em Lisboa, onde os meus avós moravam, saberá que tem ruas assim inclinadas. Inclinadíssimas! E eu, na minha birra, seguia à frente dos meus avós, indignada da vida em modo "ninguém-gosta-de-mim-sou-tão-infeliz-olhem-para-mim-a-ser-mimada". A minha avó, a tentar apaziguar a zanga, gritou-me lá de trás: "Não vens ajudar a avó a descer a rua?"
Ao que eu, do alto do meus 6/7 anos respondi: "Agarra-te às paredes!"

Até hoje (sim, até hoje), com os meus 32 anos, a minha avó continua a chamar-me "Ó Agarra-te às Paredes" quando me quer arreliar. 

Castigo do destino, hoje em dia tenho vertigens. É-me mesmo muito complicado descer escadas, saltar de um muro, caramba!, até se estiver em pé é-me difícil olhar para o chão (está lá longe, relembro que tenho 1,83m...). Ando sempre em modo "Agarra-te às paredes"... E quando digo sempre, sim, também quando treino. Se soubessem o difícil que era para mim descer de uma PASSADEIRA! Parecia que estava a saltar a Grande Muralha da China, eu sei lá! Mas já estou melhor. Quer dizer, vou estando. 

De vez em quando, deparo-me com bichos como este, que a Decathlon chama de "Pilates Balance Station Ginástica", mas que eu baptizei de "Lá está o karma a ser divertido."

A olhar para a imagem, até acho parva a dificuldade que tive das vezes que treinei com este bicho azul, mas a realidade é que tive.

Racionalmente, sei que, se cair, a queda nem será por aí além, claro. Mas, relembro, o chão está lá longe, caramba! E convenhamos que em cima deste "estrunfe wannabe" fico ainda mais distante dele, é o que é! Já para não falar da instabilidade que dá, obviamente. É o que vos digo: o karma a ser karma. 

Não há vez em que treine com isto que não ouça em eco, e com voz de gozo, a minha avó a dizer "Agarra-te às paredes!" 

Felizmente, há sempre um Hugo (relembro que com este moçoilo ainda por cima treino com o fato da Rapid FIT&WELL!) ou um Pedro ao lado, mas, se um deles não estivesse lá a postos para dar a mão, só tinha mesmo uma solução: agarrar-me às paredes!

Karma. É só o que vos digo.


Catarina

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Eu, Catarina, aqui me confesso:


Até posso ser tarada do ginásio hoje em dia, mas nem sempre foi assim...

Confesso aqui, com muita vergonha na cara que, apesar de já estar inscrita no ginásio há uns valentes meses, a primeira vez que lá pus verdadeiramente os pés foi para fazer um workshop de... doçaria.

É verdade. Claro que foi um workshop de doçaria light, mais concretamente de doçaria de Natal light, como bolachinhas e broas menos calóricas, mas convenhamos que eu serei, para sempre, e por mais ou menos anos que viva, aquela pessoa que se estreou no ginásio para ir comer.

Sim, confesso com alguma vergonha na cara. Mas pouca. Que, afinal, comer continua a ser dos meus maiores prazeres e, dêem-me um desconto, pelo menos estava a tentar comer de forma mais saudável!


Catarina

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Pequenos "tudos" da vida


Quando na entrada do ginásio se enganam, e em vez de nos darem uma toalha (a única a que temos direito) nos dão duas...


You made my day, sir!

Catarina

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Jogos Sem-Fronteiras pré-ginásio


Há, logo à partida, muitas forças que nos afastam do ginásio. Bem, não são exactamente forças, são quase uma espécie de Jogos Sem-Fronteiras que temos de ultrapassar para chegar ao sítio onde vamos, de facto, treinar:

  • A primeira será, claro está, a vontade.
    Sim, mesmo eu tenho falta dela por vezes. Principalmente em dias de chuva, parece que a cama me prende (ainda) mais.
  • A falta de roupa.
    Sim! É verdade, com as semanas de chuva que têm estado, dou por mim a ter só as calças de fato-de-treino de há 20 quilos disponíveis. Ou seja, as calças caem e até me atrapalham o andar de tão largas que estão... Não apetece sair assim de casa, certo?
  • O trânsito.
    Como tenho as manhãs livres para ir ao ginásio, às vezes dou por mim a adiar a saída de casa para fugir ao trânsito. Vou adiando de tal maneira que, há dias, em que me sai um "pronto, agora também já se faz tarde, o melhor é nem ir lá hoje".
  • E agora, a razão mais improvável... Aquela que, hoje de manhã, me ia desencaminhando do meu objectivo, o tal do Biquíni Dourado, me ia fazendo ficar logo por ali, à PORTA DO GINÁSIO: 



    Sabem o que isto é? Isto que está MESMO à porta do ginásio? Exacto: é uma CASA DE FARTURAS!

    E lá estava ela, a enviar os seus cheiros pecaminosos por toda a entrada do ginásio, de tal maneira que já os sentia no parque de estacionamento... 


    Claro, tive de dar uso a todas as minhas forças para não me dirigir a esta banca cheia de pedaços de mau caminho. Ainda por cima, até tinha uma boa lógica comigo para "atacar" churros e afins: precisava de trocar dinheiro.
    Sim, eu até tinha uma desculpa para me desencaminhar, mas consegui ser forte! Tão forte que acho que mereço um docinho como recompensa.

    Ah... espera.
    Pois!



    Catarina
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