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terça-feira, 5 de setembro de 2017

As calorias ingeridas na terra ficam lá, certo?


Fui passar o fim-de-semana à terra, que fica ali entre nenhures e lugar algum, mas que é tão rica em presença familiar que ir lá é sempre um aconchego à alma... e ao estômago. A sério, à casa onde for de família, há sempre um bolo, um pão com chouriço, uma frutinha, um miminho estomacal à minha espera. É certo e sabido. Como se as visitas estivessem sempre a serem esperadas, logo, as gulodices têm de estar logo ali, prontas a serem ingeridas. 

E eu ingeri. Lamento. Mas, além de ser uma desfeita não comer as ditas badochices/maravilhas da gastronomia, tenho a minha teoria que as calorias ingeridas na terra ficam lá. Só pode. Só isso explica os repentes que se me dão quando lá estou. Do nada, lá vou eu atacar um pacote de bolachas (leia-se o pacote todo). Além de que, quando lá estou me farto de comer pão, queijo e broas de mel... ai, as broas de mel! 

Mas, no fundo, todos nós sabemos que uma caloria uma vez ingerida fica no corpo feminino a deambular pela eternidade, e por isso já imaginam o prejuízo que trouxe da terra, certo? A balança acusou mais um quilinho, e foram só três dias que lá estive... Portanto, basicamente, até chegar ao Biquíni Dourado, ir à terra está fora de questão... 

Só se lá for com uma valente dor de dentes que me proíba de comer...

Só se for assim...

Ai, que saudades já das broas de melllll!


Catarina

sexta-feira, 19 de maio de 2017

O meu "ai Jesus!" alimentar



São, sem dúvida, dos meus maiores pecados.
Gosto TANTO destas bolachas de manteiga do Continente que não posso sequer pensar em comprar um pacote porque rapidamente ele o deixa de ser (porque as devoro em menos de nada).
São mesmo o meu calcanhar de Aquiles, raça das bolachas!


E vocês? Têm algum "ai Jesus!" alimentar na vossa vida?


Catarina


terça-feira, 9 de maio de 2017

Era mais fácil não gostar de comer, pois era...


Aconteceu ontem, já tinha acontecido antes e claro que vai voltar a acontecer. Agora que está aí no mundo a informação que eu, Catarina, estou na luta pelo Biquíni Dourado, parece que comer (entenda-se badochices) em local público se tornou numa acção proibida. Vá, não escreverei proibida, mas pelo menos numa acção que é acompanhada por um apontar de dedo ou por um olhar reprovador.

Estava eu numa festa a altas horas da noite, para a qual me preparei tomando um SOS Emagril antes de lá chegar - que faz uma espécie de gelatina no estômago que ajuda a diminuir o apetite e a acumulação de gordura -, e até me limitei a apenas almoçar durante o dia inteiro; quando, numa espécie de voz da consciência vinda de trás de mim, e logo na minha primeira dentada a um pastel de nata, em toda a sua gloriosa portugalidade estaladiça e cremosa, ouço: "Ai que assim não chegas ao Biquíni Dourado!"

Pronto, obrigada pela informação. Mas eu acho que vou chegar.

Quando me resolvi a fazer esta mudança de vida, uma coisa que tive sempre como certa era que não me ia privar de comer. Ou seja, pelo menos uma vez por semana eu ia curtir do tal "dia da asneira" a que tinha direito.

Rapidamente essas 24 horas de disparates passaram a ser só uma refeição da asneira, até que chegou a uma gulodice esporádica. Quer queiramos quer não, o nosso corpo começa a habitua-se a ser bem comportado. A não comer nem muitas gorduras nem muitos açúcares, e quando passamos um bocadinho das marcas, ele queixa-se (cheguei a passar uma noite inteira a caminho da casa de banho com questões gregorianas (vomitado) e traseiras (diarreia) por ter comido um Big Mac cheio de gorduras).

Mas a questão é sempre só uma: eu adoro comer. Se adoro comer! E não me vou privar de um pastelinho de nata aqui e ali, mesmo que isso signifique ter de treinar mais ou até engordar um quilo para perder dois (hey! Eu até sou caranguejo, um passo atrás e dois à frente, certo?) Deixem lá isso de fazerem de minha consciência ou olharem para mim com olhar reprovador! 

E não é que até fui ao sushi no domingo, e que esta foto só vos engana não no sentido de estar comida a mais, mas sim no sentido de estar comida a menos pois que ainda comi mais um pratinho cheio de comida crua? 

Mas tomei o SOS Emagril antes, não se zanguem muito comigo, não?

Mergulhava de novo nestes pratos, percebem?

Catarina





segunda-feira, 24 de abril de 2017

Idiossincrasia... ou só Idio...tice!



Esta é uma idiossincrasia que, além de ser peculiar, chega a ser incomodativa quando estou em grupo.

Acontece que não consigo beber água a partir de um copo. Quer dizer, não é não conseguir, claro que consigo. A questão é que não me sabe bem! Se não beber de uma garrafa de plástico, até parece que fico com azia, ou coisa que o valha.

Confesso que sempre que vou jantar fora, ou mesmo quando faço jantares em minha casa, ou quando engolo pirolitos na piscina, já agora!, olho sempre com algum desdém para a estrutura que se me apresentam para efectuar o acto de beber H2O... E é "só" com H2O. Tudo o resto não hesito em beber de um copo. 

Agora, dêem-me um copo com água e é ver-me a revirar os olhos em desaprovação.

Digam-me que também têm uma mania esquisita como esta, por favor!

Catarina

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Pós-Páscoa



Querendo, tinha toda uma parafernália de adereços de ginásio para fazer exercício em casa: tenho bola de pilates, halteres, kettlebell, bicicleta estática, tapete de yoga, até tenho um TRX. Mas, lá está... Querendo. 
A realidade é que me habituei tanto a ir ao ginásio que me custa imenso fazer o que quer que seja em casa. (Também é um facto que passo pouco tempo em casa, e quando lá estou dá-me para fazer coisas tão triviais como arrumar a cozinha, engomar, limpar o pó, etc. Só luxos, portanto!)
Estes três dias de Páscoa passaram-se e eu, que há oito anos não a passava com a família, fui adiando a ida ao ginásio até que, sábado à noite, "caí na real" e disse logo para mim mesma: "Não, Catarina. Amanhã também não vais ao ginásio." E assim não fui.

Foram TRÊS dias sem o rebuliço de ginásio. Sem transpirar uma gotinha de suor. Sem vestir um soutien desportivo. TRÊS dias. 
E agora perguntam-me: Soube-te bem, Catarina?
Claro que não!
Hoje na aula de Zumba até parecia que estava a ter taquicardias, de tão fora de forma que me sentia! Foram só três dias, é verdade, mas fui tão calona que nem me dei ao trabalho de vir ao blogue ver se estava vivo, se tinha sido atacado por algum hacker, enfim... foi o verdadeiro "dolce fare niente"...

Espero que a vossa Páscoa tenha sido mais activa que a minha, tanto a nível de exercício físico como de ingestão de doces, já que uma fatia de bolo não se pode propriamente afirmar como um pecado de gula, pois não? É que se for pecado, sou culpada. Mas foi só uma fatia de bolo. E algum pão com queijo... OK, talvez tenha sido muito pão com queijo...

Catarina

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Eu não sou desastrada... Vá, talvez seja um bocadinho...


Fiz a cambalhota que a professora Arlete (de apelido dado por mim "Cara-de-Omelete") mandou numa aula de Educação Física do 5.º ano. Ao levantar-me, pus mal o pé. Muito mal. A dor foi instantânea. O inchaço também. Não obstante o meu queixume, ainda tive que fazer mais uma cambalhota porque, para a Arlete Cara-de-Omelete, é claro que eu estava a simular uma lesão.

Resultado: dedo mínimo do pé direito partido (só aí fiquei a saber distinguir a direita da esquerda. Bem, mais ou menos. Foi só aí que arranjei uma "bengala" - ou uma canadiana - que ainda hoje uso para saber qual a esquerda e a direita: olho para o pé que parti e tive engessado durante duas semanas).

Fiz cavalinhos de bicicleta; subi montanhas e montes. Corridas? Era a primeira a dizer "Vamos a isso!" E todas as cicatrizes que tenho nas pernas provocadas na bicicleta foram a rolar suavemente na rua. Quando era o verdadeiro "passeio no parque", lá ia eu conhecer as pedras da calçada com os meus joelhos.

Resultado: "Ó mããããããããe!"

A primeira (e única) queda que dei a andar de patins-em-linha foi em casa. Caí de cu no chão porque o raio do patim (direito) ficou preso no tapete da sala enquanto me dirigia para a rua.

Resultado: Andei com a bunda a gelo durante um bom par de semanas. Mas, mesmo assim, depois da queda fui para a rua andar de patins. Combinações com os amigos são combinações com os amigos, caramba!

No início do Verão passado, durante uma aula de Cycle, e depois de ler um artigo a dizer que devíamos contrariar o nosso cérebro todos os dias fazendo coisas (deixo à imaginação que coisas podem ser essas) com a mão oposta à do costume, resolvi aumentar a carga da bicla.

Resultado: Ainda hoje (sim, HOJE) me dói o dedo mínimo da mão esquerda porque bati contra o guiador num momento de desequilíbrio durante essa tal aula de Cycle.

Faço trinta por uma linha no ginásio, que faço. Dou por mim armada em Amazona caixa-de-óculos a fazer coisas que nunca pensei fazer e, mesmo assim (mesmo assim), continuo a lesionar-me das maneiras mais esquisitas possíveis...

A semana passada, ao vestir um casaco, devo-me ter armado em contorcionista chinês pois que ando aqui com a chamada "pontada" desde o ombro até ao pulso direito... Lá cedi às evidências, e já ando de pulso elástico há cinco dias, já que o "Amanhã já estou boa" nunca mais chegava e a vida de ginásio começou a piorar a dor...

Resultado:

Catarina






segunda-feira, 10 de abril de 2017

Uma aula de Strong que me deixou fraquinha, fraquinha!


Se vos disser que estou que nem me aguento depois da aula de Strong by Zumba do passado sábado, se calhar vão duvidar de mim, mas garanto-vos que até os dedinhos das mãos me estão a doer enquanto passam pelas teclas para escrever este texto.

Se vos disser que até tivemos que ir buscar um colchão para fazer abdominais, já se começam a ambientar que, esta, não é uma aula de Zumba normal... Na realidade, nem uma aula de Zumba é, e não fosse eu tão ceguinha pelo Daniel e pelas suas aulas, tinha ido procurar mais informações sobre esta modalidade nova, a tal Strong by Zumba, que é assim uma espécie de equívoco chamar-se Zumba. Convenhamos. 

O site oficial, que já sei que devia ter ido espreitar ANTES de ir fazer a aula, diz que o Strong "combina o treinamento intervalado de alta intensidade com a ciência da motivação por música sincronizada." 
Ou seja, há burpees, jumping jacks, abdominais, kickboxing, e tudo isto, sim, ao ritmo de música, que é o que mais se pode assimilar a uma aula de Zumba. 

Não fui física nem estomacalmente preparada (tinha almoçado peixe, caneco!) para a aula. Se gostei? Gostei, sim. Diferente. Desafiante. Mas estava longe de imaginar que era onde ia gastar energias num sábado de sol à tarde.

Depois de 50 minutos de "porrada", veio a tal aula de Zumba, que confesso não ter curtido como seria suposto por estar tão de rastos... E para verem que não falo mentira, deixo-vos um vídeo em que mostra o que raio é isto do Strong by Zumba, e sugiro-vos uma visita ao site, a tal que eu não fiz e que já me arrependi!


terça-feira, 21 de março de 2017

Mirror, mirror on the gym...

Traio o Pedro com o Hugo; o Hugo com o Daniel e o Daniel com o Carlos... e ainda consegui traí-los a todos com o Vasco.

De todos eles, além do treino em si e dos seus benefícios, trago sempre alguma coisa. 


Do Pedro trago a inquietude; 

do Hugo trago as boas vibrações;
do Daniel trago a felicidade de dançar;
do Carlos trago o entusiasmo...
e do Vasco trouxe um invulgar orgulho.

Conheci o Vasco numa sessão experimental de Personal Trainer que vos falarei por cá em breve. Uma hora foi o suficiente para ele perceber que eu tenho um problema com espelhos: "Tens de olhar em frente, é importante não só para veres como está o teu corpo, como para manter o equilíbrio e uma postura direita", disse-me ele umas duas ou três vezes antes de eu lhe confessar: "Odeio olhar-me ao espelho..."

A resposta dele foi a mais improvável e, ao mesmo tempo, a mais óbvia. Gostava de tatuar as suas palavras no meu âmago para não mais me esquecer delas, mas partilho-as convosco pois... é isto mesmo. É isto mesmo...! Disse-me ele: "Ainda é tão pequena a percentagem de pessoas que praticam desporto no nosso país, que quem não pratica é que devia ter problemas em se olhar ao espelho. Tu tens de encher o peito e ter orgulho em ti, ainda por cima, fazes exercício com gosto. Sabes que isso é ainda mais raro, certo?"

Como não encarar o espelho com outros olhos depois deste discurso? E é algo tão óbvio que até parece ridículo ter tantos problemas em olhar para mim a treinar. Sim, transpiro que nem um texugo, sim, (ainda) estou fora da minha zona de conforto, mas, caneco!, estou a tentar, e com gosto! 

Assim como a alimentação saudável ou o exercício físico, o espelho é só mais uma barreira. Vamos lá superá-la!



Catarina

terça-feira, 14 de março de 2017

A semiverdade da paixão




Quando digo que estou apaixonada por mim, isto tem algo de falso. 
Acho que o que me foi fazendo apaixonar por mim, foi ter descoberto uma força que desconhecia ter. 
Não sejamos ingénuos. Vinte e quatro quilos não se perdem assim tão facilmente (I wish!). É, que é, preciso ter muita força de vontade. É preciso ver sempre a luz ao fundo do túnel para não desistir. E eu, mal ou bem, lá fui vendo. Sei que tenho tudo para ser um caso falhado, mas estou, devagarinho, a chegar ao Biquíni Dourado. Gosto desta minha faceta de cuidar de mim.
Além disso, esta minha paixão por mim própria vem, claro, da energia extra que ganhei. Sinto que sou uma pessoa melhor por fazer. Fazer. Fazer. E este blogue, em que faço questão de escrever todos os dias, também me encanta, confesso.

No entanto, quando estamos apaixonados por alguém, por muito não bonita que seja essa pessoa, torna-se no ser humano mais belo a já ter pisado a Terra. E, isso, eu não sinto por mim. 

Todos os defeitos que sempre vi em mim continuam por cá. Continuo a achar-me demasiado feia; que tenho peito pequeno; que tenho um cabelo fino em demasia; que estes meus olhos verdes de nada me servem porque, além de serem pitosgas, são pequeninos e passam por castanhos; por vezes sinto-me demasiado alta; há as marcas estriadas na pele de todo o peso perdido; vejo a flacidez ainda em tantos sítios e não posso deixar de me perguntar se algum dia esta espécie de repulsa vai mudar...

Continuo a olhar para o espelho e a odiar (com todas as forças, aquelas de que falei lá em cima) o que ele me mostra. É uma pena. Tendo eu uma mãe e um pai tão bonitos, podia ter saído algo melhor, mas não. 
Claro que tento compensar tudo isto com uma personalidade cativante, e, como diz o outro "o importante é ter saúde". Mas, na minha cabeça, serei sempre "a alta"; "a gordita" e nunca "a bonitinha" ou "a dos olhos verdes". 

Valha-me esta personalidade e raça, é o que vos digo. 

Mas não se deixem enganar pois, mesmo com isto tudo, sim, há muita paixão em mim... por mim! Só ainda não há pelo reflexo no espelho, mas, isso, quer-me parecer, nada tem que ver com o excesso de peso, mas sim com os olhos de quem olha para o espelho. Os meus.

Catarina

quarta-feira, 1 de março de 2017

Confissões, confissões...


Adoro comer.

Aí têm a confissão.

Mas não é aquele comer alarve; aquele comer só por encher a cara (e a boca... e o estômago...) de comida só porque sim! Gosto de comer porque gosto de comer. 

Gosto de tentar descobrir os ingredientes que compõem um prato. Gosto de conhecer coisas novas e de saborear sabores antigos. Gosto de elogiar quem cozinha e saber as razões pelas quais elogio, ou seja, tenho de provar bem provadinho! Gosto de perceber porque é que determinado prato falhou... ou resultou. Gosto de ir provando à medida que estou a cozinhar. Gosto de usar temperos. Gosto de inventar na cozinha e gosto de seguir receitas. Acho mesmo que tenho um masterchef frustrado dentro de mim.

Gosto de comer e gosto que isso seja um prazer da vida e não apenas uma necessidade para me manter viva. 

Assim como quando nos perdemos na leitura de um livro, mesmo quando já é quase a manhã do dia seguinte e as remelas do sono que ainda não dormimos se formam à volta dos olhos e nós sabemos que nos vamos arrepender de não pousar o livro e dormir, assim sou (era?) eu com a comida, com o acto de comer. Compulsiva. Sempre só mais um bocadinho. Podendo, comia até o estômago doer. Comia até não conseguir mais pelo simples gosto que tenho em comer. É isso: pelo gosto em comer. 

Mudar de hábitos alimentares foi mil vezes mais difícil que todas as dores que senti ao começar a fazer exercício físico. Nos períodos de maior privação de "badochices" até o chocolate, essa "coisa" que eu não gosto, era alvo dos meus desejos. 
Foram tempos difíceis, os do desmame à comida farta. Mas consegui. Sei que hoje em dia olho para o que como, saboreio com todos os dentes e com toda a língua o que como e até, confesso, sou mais feliz na hora de comer. Claro, sinto falta de grandes pratadas, de comer pão só porque me apetece, mas a realidade é que mesmo o meu estômago está já menos resistente a esses ataques de gula.

Mas, para sempre, sei que uma das grandes paixões da minha vida é o simples acto de comer. E que esse acto, quando mal ponderado, é a diferença entre o que eu já fui e onde cheguei agora... e onde quero chegar. 

Mas fica a confissão: adoro comer.

Catarina


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Mente criminosa...





Assim funciona a mente de uma pessoa gorda, a minha, pois claro:

prometi a mim mesma que, quando chegar aos 27 quilos perdidos, vou comer um bolo de aniversário daqueles com doce de ovos, sabem?

E sim, sozinha.

Shame... shame... shame...

Mas mal posso esperar...


Catarina


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Agarra-te às paredes!

Aqui há uns valentes anos, era eu uma gaiata mínima, por uma longa razão que não vale a pena contar, chateei-me com os meus avós. Fiz birra, vá. 

Quem conhece a zona de Campolide, em Lisboa, onde os meus avós moravam, saberá que tem ruas assim inclinadas. Inclinadíssimas! E eu, na minha birra, seguia à frente dos meus avós, indignada da vida em modo "ninguém-gosta-de-mim-sou-tão-infeliz-olhem-para-mim-a-ser-mimada". A minha avó, a tentar apaziguar a zanga, gritou-me lá de trás: "Não vens ajudar a avó a descer a rua?"
Ao que eu, do alto do meus 6/7 anos respondi: "Agarra-te às paredes!"

Até hoje (sim, até hoje), com os meus 32 anos, a minha avó continua a chamar-me "Ó Agarra-te às Paredes" quando me quer arreliar. 

Castigo do destino, hoje em dia tenho vertigens. É-me mesmo muito complicado descer escadas, saltar de um muro, caramba!, até se estiver em pé é-me difícil olhar para o chão (está lá longe, relembro que tenho 1,83m...). Ando sempre em modo "Agarra-te às paredes"... E quando digo sempre, sim, também quando treino. Se soubessem o difícil que era para mim descer de uma PASSADEIRA! Parecia que estava a saltar a Grande Muralha da China, eu sei lá! Mas já estou melhor. Quer dizer, vou estando. 

De vez em quando, deparo-me com bichos como este, que a Decathlon chama de "Pilates Balance Station Ginástica", mas que eu baptizei de "Lá está o karma a ser divertido."

A olhar para a imagem, até acho parva a dificuldade que tive das vezes que treinei com este bicho azul, mas a realidade é que tive.

Racionalmente, sei que, se cair, a queda nem será por aí além, claro. Mas, relembro, o chão está lá longe, caramba! E convenhamos que em cima deste "estrunfe wannabe" fico ainda mais distante dele, é o que é! Já para não falar da instabilidade que dá, obviamente. É o que vos digo: o karma a ser karma. 

Não há vez em que treine com isto que não ouça em eco, e com voz de gozo, a minha avó a dizer "Agarra-te às paredes!" 

Felizmente, há sempre um Hugo (relembro que com este moçoilo ainda por cima treino com o fato da Rapid FIT&WELL!) ou um Pedro ao lado, mas, se um deles não estivesse lá a postos para dar a mão, só tinha mesmo uma solução: agarrar-me às paredes!

Karma. É só o que vos digo.


Catarina

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Eu, Catarina, aqui me confesso:


Até posso ser tarada do ginásio hoje em dia, mas nem sempre foi assim...

Confesso aqui, com muita vergonha na cara que, apesar de já estar inscrita no ginásio há uns valentes meses, a primeira vez que lá pus verdadeiramente os pés foi para fazer um workshop de... doçaria.

É verdade. Claro que foi um workshop de doçaria light, mais concretamente de doçaria de Natal light, como bolachinhas e broas menos calóricas, mas convenhamos que eu serei, para sempre, e por mais ou menos anos que viva, aquela pessoa que se estreou no ginásio para ir comer.

Sim, confesso com alguma vergonha na cara. Mas pouca. Que, afinal, comer continua a ser dos meus maiores prazeres e, dêem-me um desconto, pelo menos estava a tentar comer de forma mais saudável!


Catarina

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

"Mood" do dia:



Hoje é daqueles dias em que começo a pensar porque raio é que a balança nunca mais baixa o número.
Com certeza está avariada, a rapariga. 

O problema não sou eu, és tu, minha menina!


Catarina
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