Ando sempre a correr de um lado para o outro. Se estou em casa, mesmo quando estou a ver um filme ou uma série ou estou a engomar ou a dobrar cuecas e meias ou até a preparar o saco do ginásio para o dia seguinte, mas, assim que ponho um pé em casa da minha mãe... ui! Parece que desce em mim uma menina sossegadita e que só quer estar encostada no seu cantinho de sofá favorito de todo o mundo.
Não sei se também vos acontece, ou se é só comigo, mas quando vou a casa da minha mãe sinto sempre que nem vale a pena tentar fazer o que quer que seja que a resposta é sempre "Vai para a sala que eu trato disso" ou "Deixa-te estar sentada que eu vou buscar". E eu vou para a sala. E eu sento-me. Que isto de ter 33 anos é muito giro, mas mãe é mãe e se diz que é para fazer alguma coisa que ela mande eu faço e não refilo.
No fundo, ir a casa da mãe é como voltar ao ninho quentinho onde não havia preocupações de fazer comida, lavar a roupa, fazer um café no fim da refeição. É que a mãe faz com gosto. E eu, também com gosto, encolho-me sempre no meu cantinho do sofá, dos poucos sítios do mundo em que consigo adormecer em menos de cinco minutos, e sempre com a mãe a fazer festinhas no cabelo...
Haverá lá melhor descanso do que este?
Catarina

