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terça-feira, 16 de maio de 2017

No princípio era o Verbo... ou melhor, a pessoa verbal


"E agora vais começar a subir a montanha." 

"Vamos fazer a saudação ao Sol."

"Quando achares que já não vais conseguir mais, vais ter de dar mais um bocadinho."

"Vamos esticar a perna direita até sentir pressão."

Acaba por ser engraçado como as diferentes pessoas verbais utilizadas pelas pessoas que nos dão aula de grupo definem tão bem a nossa atitude perante o exercício.

Estas frases, aqui rudemente transcritas por mim, são de pessoas diferentes. 

Numa aula em que puxam pelo "eu", a ideia que passa é que, apesar de a sala estar cheia de gente, é comigo, Catarina, que o professor está a falar. Sou eu que tenho de ganhar, numa luta entre mim e a bicicleta, entre mim e o meu corpo, entre mim e a minha mente, mas acima de tudo entre mim e a sala cheia de outros "egos".
Acabo sempre uma aula de Cycle com vontade de ir ver quantos quilómetros cada um dos outros egos ali presentes conseguiu fazer, só para saber se ganhei a prova do Tour do dia.
Na parte que me toca, ontem estreei-me nas aulas das 07h20 (sim, da manhã, caso contrário teria escrito 19h20!) e superei, pela primeira vez, a marca dos 30 quilómetros pedalados (foram 32,900). 

Numa aula em que nos colocam juntos na pessoa verbal, como numa aula de Zumba ou de Yoga, é mais fácil esquecermos a "competição". Mesmo se numa aula de Yoga, como nas que tenho feito com a Inês do YogaProjection, o "nós" se refira a mim Catarina e aos meus chacras e não necessariamente a mim Catarina e aos meus parceiros de saudação solar, a realidade é que a atitude muda. Há uma tranquilidade em achar que estamos todos no mesmo barco (ou no mesmo tapete) e que, por isso, nos podemos exercitar serenamente, sem pressões de chegar lá primeiro porque, no fundo, vamos todos juntos. 

Mas quer seja em "nós" ou em "tu", no princípio há o verbo, e só um verbo: IR! É mesmo o mais importante de tudo. Quer seja a lutar contra o nosso corpo ou contra o de outros, quer seja a tentar superar a nossa elasticidade ou a chegar a um nível de serenidade com o mundo que nos rodeia, o importante mesmo é ir. 
Não vos consigo expressar o quanto me custou acordar às 06h para chegar ao ginásio a horas de apanhar a senha para Cycle ontem de manhã. Mas pensei para comigo: "Se conseguires ir, vais sentir um orgulho imenso em ti... e vais adorar! Vamos, Catarina!"

E fui. Eu, o meu ego, os meus chacras e a minha convicção que, se olhar ao espelho, só vou ver uma: a minha verdadeira competição. 



Catarina


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Este artigo tem naves a voarem no Espaço, campoinices e vida de ginásio. Não acreditam?


Naves, sabres de luz, Estrela da Morte, Wookies e tantas outras excentricidades modernas que fazem parte desta fantasia espacial que é o "Star Wars". E depois o ginásio e toda a sua envolvência de máquinas e afins. E ainda por cima eu até treino com um todo-futurista fato de electroestimulação muscular e em cima de uma prancha dentro de água. Até parece que eu não penso em mais nada que não nestas "modernices". 
Longe da verdade. Descobri há pouco tempo o fascínio de plantar uma flor e de a ver crescer, desenvolver e, se já me conhecem, saberão que quando me dedico a algo, é a 100%. 
Assim, nesta minha faceta de "vida no campo", comecei a comprar revistas da especialidade até mais não, e encontrei já há uns tempos uma planta chamada "impatiens".
Foi risada instantânea na família por, desde sempre, me dizerem para ter calma. Parecia que tinha finalmente encontrado a flor ideal para mim, também ela impaciente.
Este fim-de-semana, numa das minhas muitas idas a mercados de flores, lá estava ela, em toda a sua gloriosa cor-de-rosice, por troca de €2: uma "impatiens".


Claro que a comprei, já a plantei e, quanto mais penso nela, mais acho como, no fundo, estou a conseguir dominar as minhas inpaciências.

Vejamos: resolvi-me a perder peso sozinha. Ao contrário do que o meu endocrinologista tanto apelou, há um ano e cinco meses, não quis colocar a banda gástrica. Achei que esse seria um caminho complicado, sim, mas, em última análise, era o mais fácil a seguir. Punha a banda gástrica, sofria ali umas semanas, mas depois o meu eterno problema (fechar a boca) ficava forçosamente resolvido.

Tenho a certeza que, se tivesse optado pela operação, em vez dos 27 quilos que perdi até agora, teriam ido já uns trinta e muitos ou, quiçá?, quarenta. Sem impaciências. O Biquíni Dourado estaria já mais perto, já ali, mas se calhar nem eu estaria a ficar com um corpo tão bonito (fogo! Que boazona que estou a ficar, gente!) nem teria embarcado nesta grande aventura que tem sido a vida de ginásio.

Em última análise, nunca teria conhecido as pessoas que conheci e nunca teria começado a treinar na RAPID FIT&WELL de Campo de Ourique nem com a Fitness On Water e, isso, era uma grande pena. 
Sou tão mais feliz desde que treino na RAPID (que tem um título também um pouco "impatiens", logo, muito eu) e em cima da waterbase. Fogo! Ou melhor: Electricidade! Água! Claro, quando fazemos exercício físico o organismo fica todo ele mais receptivo à boa disposição, não é novidade, mas garanto-vos que aquela gente tem uma certa magia.

A Flávia (linda que dói, a parva!) que desde o primeiro dia me recebeu de samba no sorriso e calor no tratamento; o Francisco, um tipo boa onda (e também giro à brava, desconfio que o ginásio também torna as pessoas mais bonitas) e um verdadeiro homem dos sete ofícios; a Vanessa (gata!), que me recebe sempre de olá cheio e braços abertos; o Rui (gato!), o novo PT que, além de ser um campeão (é mesmo de verdade) tem os olhos mais "ai Jesus" de Lisboa e arredores e que é um doce de pessoa e sempre que me vê diz um "Olha, está cá a Catarina!" cheio de carinho; o Carlos (gato!), que tem uma energia contagiante, se eu sou "impatiens" ainda nem existirá um termo para ele; e o Hugo... claro, o "meu" Hugo (gato-mor!). Sem ele desconfio que o Biquíni Dourado estava mais longe. Andamos sempre às turras, é verdade (e ele ignora as minhas declarações de amor aqui no blogue e eu tenho que aproveitar agora para me fazer de ofendida!), mas não deixa de ser ele um dos grandes responsáveis por este corpinho de 1,83 estar a ficar em forma. Isto na Rapid.


Falta o Rui, ora bolas, mas é tanta gataria nesta foto que se calhar com ele nem a máquina aguentava!

No Fitness On Water a pessoa é a (gata!) Filipa, a calorosa Filipa, a querida Filipa, a encantadora Filipa, a mulher de garras Filipa, a mulher que não mete água Filipa. A "minha" Filipa. E acho que com estas linhinhas se aperceberam o quanto gosto dela e, acima de tudo, de treinar com ela.




Se o objectivo número 1 é chegar ao Biquíni Dourado, o objectivo número 1.1 é ser a Capela Sistina desta gente toda. Eles são uma espécie de banda gástrica mental que me coloco quando me apetece atacar aquele doce ou aquele salgadinho (a minha perdição, confesso). São os meus Michelangelos. De verdade. Quero deixar aquela gente toda orgulhosa, como eles me deixam a mim cheia de boas vibrações. É por mim que me esforço todos os dias, mas é muito por eles que quero lá chegar mais depressa (e não, não tem nada que ver com ser "impatiens"! Deixem-me ser, sim?)

E parabéns! Se leram este artigo até ao fim sem saltar uma palavra que fosse, ganham o título de "patiens-patiens", uma espécie de paciente ao quadrado que isto foi uma leitura bem longa! Acho que nem eu tive paciência para ler isto tudo, e fui eu que escrevi! Parabéns!

Catarina


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Assenta que nem... um soutien!

A primeira coisa a ir foram as mamas. 

A sério. 

Se eu sempre saí mais ao pai, com a perda de peso fui ficando cada vez mais parecida com ele (se calhar graças ao seu excesso de peso ele até me ganha, mas isso já são contas de outro rosário...) Tranquilo, sempre gostei de olhar para baixo e conseguir ver os meus pés, pelo que mamas grandes nunca foram um objectivo de vida. 

Portanto, se até estou mais ou menos a conseguir ir usando a roupa da antiga Catarina, mais cinto mais apertado, mais camisola a parecer um saco de batatas, com os soutiens começou a ficar quase impossível continuar a usar os de há 27 quilos.

Tem sido uma verdadeira empreitada, esta a de actualizar a lingerie, e dou por mim a ser mais esquisita do que era dantes. Talvez por me sentir mais à vontade na minha pele, faz sentido, claro!, mas também por achar que, já que por enquanto ainda não vou apostar em outra roupa nova, pelo menos na interior vamos lá gastar euros!

Nem por acaso, no site da Intimissimi despertou-me a atenção um soutien maravilhoso, romântico, doce, rendado, todo ele algo que a outra, a antiga Catarina, teria sem dúvida querido comprar e não o teria feito não por falta de dinheiro, mas sim por falta de um corpo à medida...

Lá foi esta, a Catarina de agora, com umas costas um tudo-nada mais elegantes e um peito menos cheio mas mais "fit" experimentar "o" soutien. Tirei-lhe uma fotografia a partir do site e sabia ao que ia. Quando me perguntou o número, respondi à funcionária: "O maior que tiver, por favor."
Ela olhou para mim e, sem me dizer mais nada, passou-me o M e o L: "Experimente os dois."

Senti que era desnecessário fazê-lo, mas já que ela insistiu e se deu ao trabalho de me passar os dois tamanhos, porque não? Claro que o tamanho L ia estar mais que bom e, coitada da menina, até escusava de ter tido o trabalho de ir buscar o M também, pois claro! 

Só que quem estava errada era eu... O tamanho M não só serviu como serviu MUITO bem. Era mesmo assim que imaginava que me ia ficar. Quase arrisco dizer que me assenta que nem uma luva, não fosse ser... um soutien!

Não é maravilhoso

  
Quando fui para pagar, a menina da loja ainda me tentou convencer a comprar a cueca a fazer conjunto, no entanto... aí já é ir demasiado para fora da minha linha de conforto...

Se já não uso cuecão daqueles à Bridget Jones, calma aí na sexyness que esta menina ainda tem um longo caminho até chegar ao Biquíni Dourado! Tem de ser tudo com "baby steps" e este de ter um soutien que a outra nunca teria usado por não servir é já uma vitória... 

... e que vitória maravilhosa e que estou ansiosa de estrear!

Catarina

quarta-feira, 19 de abril de 2017

A dica está no nome: é "Rapid" para ficarmos "FIT&WELL"

Lembram-se, no tempo da escola, daquelas aulas que pareciam não acabar? Em que parecia que a distância que ia do toque inicial ao toque final era de alguma maneira transportada para um buraco negro que fazia com que a aula ficasse a parecer aquele filme do "Never Ending Story"? Em que abanávamos o relógio a ver se a pilha estava mesmo a funcionar apesar de a termos mudado na semana anterior?

Pois. Esqueçam isso! 

As "aulas" que tenho na Rapid FIT&WELL são tão, mas tão rápidas (reparem no nome "RAPID") que acreditem quando vos digo que durante os 20 minutos de treino nem me lembro do meu nome... ou do meu segundo nome, já que o Hugo ainda vai chamando pela Catarina algumas vezes. 
E, ao contrário da "seca" das aulas (no meu caso de Matemática... o drama!; o horror!), é um treino tão intensamente brutal que até os meus óculos transpiram! True story!

Para quem, como eu, gosta de se mexer e de abusar nos impulsos, os 20 minutos são mais que suficientes para trazer o treino no corpo durante os dois dias seguintes. Fico toda orgulhosa de mim quando chego ao balneário e me vejo a transpirar que nem um texugo. É muito raro acontecer noutros treinos, quanto mais apenas em 20 minutos!

Para quem gosta de ir com mais calminha, assim seja e que a calma esteja convosco, pois as duas dezenas de minutos, mesmo em modo calmo, irão fazer-se sentir nos músculos. 
Ao início não treinava com muita potência (era jovem e não sabia o que fazia!) e aldrabava alguns dos exercícios (mais por ainda não os conseguir fazer) e mesmo assim os efeitos de treinar com recurso à electroestimulação muscular (EMS) estavam lá.

Mais uma vez, não têm desculpa da falta de tempo para não se mexerem. Demorei mais a ligar o meu "dumbphone" para tirar esta fotografia do que a treinar, e pela fraquinha qualidade do resultado (que ficou desfocado!!) bem que mais valia não ter feito o PTzaço esperar que eu a tivesse tirado! 

Convenhamos que estou a ficar com uma cintura de parar o trânsito!
Ainda faço uma tatuagem a dizer I Love EMS, vão ver. 


Catarina

terça-feira, 18 de abril de 2017

Só falta o "depois"


Estive tão reticente em publicar aqui esta momento, que tive que o partilhar por mensagem privada com alguns amigos mais próximos pois achei que, se me conseguisse expor assim a eles, era mais fácil partilhar com a blogosfera. Um amigo disse-me para pensar que a fotografia do antes é uma daquelas em que tínhamos um corte de cabelo meio estranho (assim como na adolescência, por exemplo!)

Provavelmente, esta será a partilha mais difícil que aqui fiz no blogue até agora... Olhar para a fotografia do "antes" devia encher-me de orgulho por ter chegado a este "agora", mas não deixo de pensar que fui eu, e mais ninguém, que me deixei chegar àquele ponto. 

Mas também fui eu sozinha que tive a vontade de mudar. Por muito que hoje em dia tenha quem me dê a mão, a vontade de dizer "não" a certas coisas e "sim" a outras tem, invariavelmente, de vir de mim. De sair de mim. 

E o que também está a sair é gordura... 

No domingo, quando vesti esta camisola dos Beatles, uma das minhas favoritas e que, por isso, uso muito raramente para não "gastar", senti-a estranha. Parecia que não vestia como dantes. Claro que nem me lembrei do óbvio: "É da diferença de quilos." 

Sabia que tinha a fotografia do antes guardada num email, a recordar um daqueles momentos de ócio no trabalho quando simulámos um colega meu a sair-me da camisola, qual Beatle a andar pela Abbey Road (desculpa, Túlio. Tive que te cortar da montagem!) Sabia, sim, que essa fotografia existia. Mas quando a pus lado a lado com a que tirei no domingo, acreditem que vos escrevo este texto com olhos cheios de lágrimas. De orgulho, sim. Mas também por pensar em tudo o que passei para cá chegar. É quase um respirar de alívio, olhar para estas fotografias. Tem sido um caminho longo. Muito longo, e sei que ainda tenho muito pela frente. Mas está a ir. 

Trinta e um quilos separam estes dois momentos. Na altura estava ainda com mais peso do que quando comecei ESTA dieta há cerca de um ano. Uma amiga disse-me que nem pareço a mesma pessoa. É porque não sou. Mesmo. Não são só os quilos. É a atitude. O andar com os ombros direitos. Orgulho do meu 1,83. Orgulho do meu cabelo desgrenhado. Orgulho dos meus olhos verdes pequeninos e pitosgas que só eles. Orgulho da força necessária para conseguir esta empreitada. 

E que empreitada é essa? A de, com orgulho, vos mostrar este "antes" e "agora". Venha o "depois"!


Catarina

terça-feira, 11 de abril de 2017

Dupla maravilha de Campo de Ourique (ou da Rapid FIT&WELL, como preferirem)

Ver a cara do Hugo a tirar as minhas medidas, depois de dois meses de treino na Rapid FIT&WELL de Campo de Ourique, tem potencial para ser um estímulo positivo por muito tempo. Ele que é sempre muito isento, era todo sorrisos com os resultados que, juntos, conseguimos alcançar.

Uma coisa é ver a roupa a ficar larga; é sentir que a minha mãe me envolve cada vez melhor no seu abraço; é ouvir os elogios constantes de toda a gente; é mandar fazerem mais um buraco no cinto. Outra coisa (caramba! Outra coisa!) é VER os números. Ver os centímetros perdidos. Ver os quilos contados. Fazer aquela subtracção e olhar para o resultado e ver que está a compensar.

E, claro, ver a cara do Hugo. O sorriso de um PT orgulhoso da sua cliente. Só que, neste caso, o PT é o meu e o motivo de orgulho até sou eu. "A minha máquina", como ele me chama. "A minha força", como eu lhe chamo.

Apesar de só treinarmos há dois meses, o Hugo já conhece não só as minhas manhas (quando estou em modo "preguiça") como os meus verdadeiros queixumes. Tem-me, literalmente, dado a mão para superar desafios (recordo este momento); assim como figurativamente (recordo este outro momento).

E além de ter paciência para me aturar, ainda tem paciência para as minhas esporádicas sessões fotográficas!

Somos uma dupla do caneco. Na verdade, somos um trio. Eu, o Hugo e a Amália, a máquina de electroestimulação com quem treinamos duas vezes por semana.

Claro que falar é bonito, mas vamos a números: 

Em questões de peso, em DOIS MESES estou com menos 4,9 quilos.
Ganhei 1,2 quilos de músculo (que o Hugo diz que "é saúde" que estou a ganhar e que por isso é que o peso final não baixou mais).
Perdi 2,6 quilos de gordura.
Baixei de 7 para 6 de gordura visceral.
Passei de 30 de IMC para 29, o que basicamente quer dizer que já não sou obesa. Estou "só" em "excesso de peso".

Nas medidas:
Menos 2,5 cm de peitoral; 
menos 4 de abdominal 
e menos 1 cm em cada coxa. 

Lá está, a menina das Letras a ser toda ela Matemáticas e a perceber que os resultados estão a acontecer. Muito com a ajuda do Hugo e da Amália, e se é por mim que tento melhorar, também é por ele(s) que tento não quebrar.

E se precisam de ajudas visuais, também as tenho. Esta era a minha "barriga" (sim, já com aspas aéreas) na sexta-feira de manhã. 



Obrigada, Hugo. Por estas coisas todas e por outras tantas que tu sabes. Mas já chega de pieguices que nós gostamos é de treinar forte e bonito, como nós dois (.... nós três! Ai a Amália!). E que os números que ficaram perdidos assim continuem na estratosfera.

Catarina


domingo, 9 de abril de 2017

Cheira-me a negócio...

Quem olhar para mim na rua, vai ver uma borbulha mal espremida na cara, apesar de não saber que aquela borbulha se deve a problema hormonal e não por comer fritos ou doces. 

Quem olhar para mim na rua, vai ver que não usei aparelho de correcção nos dentes, apesar de não ver que durmo todas as noites com uma goteira por conta das artroses no maxilar.

Quem olhar para mim na rua, vai achar que o meu tom natural de cabelo é castanho escuro. Não é. É castanho claro, quase louro, mas cabelos brancos exigem medidas drásticas.

Mas com isto posso eu bem. 

No entanto, quem olhar para mim na rua, não vai saber que perdi o peso que perdi. Quem olhar para mim na rua, vai continuar a ver uma pessoa gorda. E isso, por muito que vá dizendo a mim mesma que não custa, é mentira. Custa e muito.

Sinto que já me esforcei tanto, mas tanto. Em tudo. Porque, sim, eu gosto de ir ao ginásio, mas convenhamos que há dias em que o Netflix chamaria mais alto, não fosse esta constante obsessão em chegar ao Biquíni Dourado. E, sim, a comida saudável sabe bem, mas o que eu não daria para comer o que me desse nas ganas e quando me desse nas ganas! 

Mas se já perdi muito, sei que ainda falta tanto... Ainda a semana passada alguém, que não me conhecia do "antes", me dizia "A Catarina é muito alta, mas tem de perder uns quilinhos." 
Pois tenho. Sendo que a frase certa é "Tem de perder MAIS uns quilinhos." Ou melhor, a frase certa é "Meta-se na sua vida", mas aí já estaríamos a ser desagradáveis e isso faz rugas.

O que eu queria mesmo é que o meu corpo já mostrasse como me sinto. Já me sinto cheia de energia, de força. Já me sinto uma pessoa saudável, a vender saúde, mas o meu corpo e o meu peso ainda gritam EXCESSO (de banhas). 

É uma merda pensar assim, e sim, eu sei, já fiz muito, basta pensar como era há um ano, há um mês, há uma semana, para perceber que já mudei, MAS... Há sempre um mas, já me custa não ser "normal". Não é magra. É normal. Bem sei que com o meu 1,83 de altura em terra de gente pequena dificilmente passarei incógnita, mas pelo menos queria passar mais despercebida. Ou, pelo menos, gostava de, quem me conhece agora, não me viesse logo colocar um autocolante de obesa na testa. Se calhar, devia andar sempre com alguma coisa que desse para mostrar ao mundo que já perdi peso. E como quero ter uma atitude positiva perante estas situações que valem, no fundo, uma ventosidade que sai do intestino (que o Priberam diz ser o significado de traque), quero partilhar convosco uma linha de T-shirts que estou a pensar criar, numa espécie de "Não olhem para mim, olhem para o que eu trago vestido."





Esta é claramente para mostrar os meus abdominais "in the making"...

Já esta seria claramente uma provocação, e, como devem calcular, é a minha favorita! Só faltava estar em Português...

Catarina

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Quando...



"Quando começar a gatinhar."
"Quando começar a andar."
"Quando for para a escola."
"Quando começar a ter interesse por rapazes."
"Quando..."
"Quando..."
"Quando..."

Eram estes os tempos em forma de teorias que a minha pediatra foi dando à minha mãe, que se mostrava preocupada com o meu excesso de peso apesar de, desde sempre, eu ter sido uma criança mexida. Afinal, sempre passei mais tempo na rua do que em casa, e sempre me dei melhor com os rapazes, logo, sempre quis ser melhor que eles. Era o estímulo certo para me superar. Mas o excesso de peso sempre lá esteve.

Aos 13 anos, depois de muita insistência da minha mãe, chegou o diagnóstico: hipotireoidismo. Do diagnóstico ao perceber porque é que o peso não desaparecia foi um pulo. E, desde então, vivi com esse fantasma da "dificuldade extra em perder peso".

Têm-me perguntado muitas vezes qual o segredo por trás destes 26 quilos perdidos. Honestamente, só me vem uma palavra à cabeça: trabalho. O segredo é que dá mesmo muito trabalho perder peso, principalmente para quem, como eu, tem a genética contra.

Mas acho que o que diferencia esta dieta de outras que tentei antes, e que foram muitas, acreditem!, foi mesmo o ter chegado aos 30 anos. 

Sempre ouvi a minha mãe a contar a história do "Quando" da minha pediatra, e também eu me fui deixando encostar à sombra da bananeira à espera do "Quando" certo.

"Quando entrar para a faculdade perco peso."
"Quando sair da faculdade perco peso."
"Quando encontrar o homem dos meus sonhos perco peso."
"Quando começar a trabalhar perco peso."

Havia sempre algo à minha espera, pensava eu, para perder peso. E esse "quando", essa razão de força maior, nunca foi suficiente. Pelo contrário, o peso foi aumentando e a vontade de o perder diminuindo. 
Ouvi durante mais de três anos o meu endocrinologista dizer que era uma candidata perfeita para pôr uma banda gástrica, mas eu sabia que tinha um "quando" à minha espera... E esse "quando" chegou precisamente "quando" era suposto. "Quando" tive a vontade de pegar no saco de ginásio e mudar a mil por cento os meus hábitos alimentares. Tinha de partir de mim, tinha de ser eu a querer. A única coisa que nos impede de fazer o que quer que seja é a nossa vontade, e foi depois dos 30 que, ao perceber que o "quando" não estava a chegar sozinho, eu tive que o ir procurar. 

Hoje, o peso está a sair a custo, a muito custo!, e uma coisa é certa: é a levantar a bunda todos os dias e a pensar no que ainda falta perder que me motivo a fazer mais. Os 26 quilos já lá vão. Que venham os 27... os 28... os 29... É esse o meu foco. E, sim, sei que ainda tenho muito trabalho pela frente. Mas também sei que não estou sozinha.

Estão comigo?

Catarina


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Hollywood num São Marcos

A semana passada não foi fácil... Recebi uma notícia menos boa, o que resultou numa montanha-russa de emoções. Estou a tentar aceitar, lidar, levar essas novas informações com tranquilidade, mas, na verdade, a Catarina de há 26 quilos teria aproveitado a semana passada para se vingar em comida, para se justificar na dureza dos dias para comer sem parar porque... "eu preciso".

E, confesso, a Catarina de há 26 quilos apoderou-se de mim durante uns momentos e fui comprar um bolo, um São Marcos que, com toda a sua gloriosa cremosidade, parece que ainda agora, enquanto escrevo estas palavras, me relembro do seu sabor... E foi com intenções de o devorar, claro, que o comprei. De preferência, comer rapidamente para não dar tanto pelo mal que me estava a fazer. Foi uma compra consciente, a do bolo, afinal, "Eu mereço." Como se de comer um bolo cheio de calorias pudesse vir alguma coisa boa...

Mas a Catarina de há 26 quilos não tinha a vontade que esta tem em superar tudo. Ou, pelo menos, a vontade em não se vingar em comida. 
A Catarina de há 26 quilos não tinha um Hugo
A Catarina de há 26 quilos não tinha um Pedro
Acreditem que faz toda a diferença pensar neles os dois nestas alturas... Foram já tantas as horas que eles me dedicaram a mim, e que eu me tentei superar com a ajuda deles, que nem faria outro sentido não me lembrar disso com aquele São Marcos à minha frente...

Mas, acima de tudo, a Catarina de há 26 quilos não tinha conhecimento da Força que tem e, num momento à Hollywood, já com o bolo pronto a ser ingerido, esta Catarina, a de hoje, a que teve uma semana de merda, mandou o bolo para o lixo. Assim. Tão simples. E... tão fácil. 

Deitar aquele bolo fora foi um sacrifício mínimo, comparando com todo o esforço que tenho vindo a fazer, e que ainda me falta, para chegar ao tal Biquíni Dourado. 

Nah! Esta má fase não vai ser superada com comida. Quando muito, esta fase menos boa vai ser superada com muito suor e com mais sacrifício. 

A Catarina de há 26 quilos teria olhado para a semana passada e chorado até ao tutano. A Catarina de há 26 quilos teria comido não um, mas dois São Marcos. A Catarina de há 26 quilos teria pensado que gostaria de pesar menos 26 quilos e de ter a Força para os conseguir perder e, vai-se a ver, não é que tem mesmo?



Catarina, a de hoje, com menos 26 quilos e muito mais Força.


quinta-feira, 16 de março de 2017

Em modo Capela Sistina


Há updates importantes a serem feitos de vez em quando neste blogue.
Um deles, claro está, é a minha pança. Como vai ela?, perguntam vocês. 

Ao que respondo, assim:


Posso afirmar que está a funcionar... Pelo menos, acho que sim. Tanto os treinos com o Pedro como os treinos com o Hugo na Rapid FIT&WELL começam a dar (boa) forma a este meu corpo. Claro que fico super contente por mim, mas, caramba, quero mesmo deixar os meus dois moços orgulhosos! Quero ser uma espécie de Capela Sistina deles. Estou a dar trabalho, eles têm que ter muita paciência, mas vou ficar um deleite, se vou!

Catarina

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