Estou muito entusiasmada. Para começar, as instalações
são muito tranquilas. Sentimo-nos em casa mesmo. Muito calminho. Um ginásio
completamente diferente. Depois, a PT que me vai acompanhar, a Maria João, é
uma querida. É mesmo! Apetece trazê-la para casa de tão querida que é! (Claro
que na hora da acção vira bicho! Eita, mulherão cheio de força!) E, claro, o
fato “à NASA”. Não deixa de me fascinar o acto de o vestir e de treinar com
ele. Na realidade, é muito difícil explicar por palavras o que sentimos. Mas já
lá vamos.
Como a sessão de hoje já foi “à séria” e não só para
conhecer o conceito, o treino começou numa mesa de escritório com uma balança
ao lado: foi a (temida) avaliação.
Bom, na realidade, de temida teve pouco. Já não acho
assim tão bicho-papão falar do meu peso nem olhar para o número. A ideia desta
avaliação é, claro, ver como o meu organismo vai reagir às sessões. Depois, à
medida que formos fazendo as avaliações, também vos vou contando dos progressos
(ou falta deles, ai ai!).
Como já vos disse, é muito sossegado o ginásio. Dá
para, no máximo, duas pessoas estarem a treinar, cada uma com o seu PT e com o
seu fato, o que resulta numa aula verdadeiramente intimista. Acho que o fato
assim o exige. Afinal, não nos podemos esquecer que estamos, literalmente,
ligados a uma máquina!
 |
| Atenção que aqui ainda não estou "ligada à máquina". Só de fato vestido! |
E agora, o treino. Ou melhor, o fato! É, de fa(c)to,
difícil explicar o que se sente. Sente-se a electroestimulação. Mas como?
Começamos por “calibrar” a máquina, ou seja, adaptar as intensidades da
electroestimulação ao nosso corpo. A ideia é sentir os estímulos, mas que estes
não sejam desconfortáveis. Essa parte até é fácil de explicar. Sente-se assim
como se um arrepanhar de pele. Um formigueiro. A verdadeira “coisa estranha” é
mesmo quando começamos a treinar. De verdade, parece que o corpo tem vontade
própria. Não porque comecemos com espasmos, nada disso. É mesmo porque, sim,
estamos a fazer um agachamento, ou um “homem-aranha” (aprendi o nome do
exercício ontem!), mas o fato dá-lhe um impulso extra. Sentimos que são mesmo
TODOS os músculos que estão a fazer o agachamento. É uma sensação que tem tanto
de estranho como de fascinante! Caramba! Se às vezes dá vontade de sentir
cheiros quando estamos a ver programas de culinária na televisão, queria muito
conseguir-vos passar esta sensação. É do caraças!
No plano de um mês temos ainda direito a consulta de
nutricionista, e a minha vai chegar em boa hora: segunda-feira, cinco dias
antes do Natal! Estou curiosa para ouvir os conselhos de quem sabe!
Neste momento que vos escrevo, sinto-me de novo com o
corpo a querer ganhar vida própria. Os músculos a pulsarem, e até o coração
parece estar mais irrequieto, mais activo. Ou seja, estou sentada, mas o meu
corpo ainda está “doing it”! Como se quer.
Catarina